Andy Coulson, ex-conselheiro de imprensa do primeiro-ministro britânico, David Cameron, e Rebekah Brooks, antiga directora dos jornais de Rupert Murdoch no Reino Unido, foram esta terça-feira oficialmente acusados de “escutas ilícitas”.
Foram também acusados seis outros jornalistas do grupo News International. Uma porta-voz da procuradoria do Reino Unido anunciou num comunicado que oito dos 13 suspeitos foram acusados por terem sido reunidas “provas suficientes” do seu envolvimento no escândalo políticomediático que abalou o Reino Unido.
Coulson foi o responsável pela comunicação do actual primeiro-ministro, David Cameron, entre 2007, ainda na oposição, e Janeiro de 2011, já no Governo. Coulson e Brooks, amiga do actual chefe de Governo, são acusados de crimes cometidos quando ambos eram editores do News of the World, tablóide dominical que encerrou há um ano, na sequência da revelação de que fazia escutas em larga escala para obter informações. A pena para escutas ilegais pode ir até dois anos de prisão e ser substituída ou complementada com multa. Um dos episódios mais chocantes do processo envolveu Milly Dowler, uma criança de 13 anos sequestrada e assassinada em 2002.
Segundo as alegações de há um ano, um detective contratado pelo jornal acedeu ilegalmente ao telemóvel da criança, apagando mensagens que permitiam a entrada de outras novas, o que alimentou a esperança de que estivesse viva.