O segmento sedan, condicionado pelo estado das vias, foi por um longo período preterido pelo mercado em benefício do SUV a opção racional, que permitia aos condutores enfrentar com optimismo os pisos degradados ou a ausência de asfalto.
Hoje, com mais de 5000 quilómetros de estradas resseladas e novas vias urbanas e interurbanas, a elevada altura ao solo e a tracção às quatro rodas já não são qualidades decisivas na compra de automóvel para os que, até aqui, um carro baixo não fazia sentido.
O novo ambiente rodoviário, em primeira instância aproveitado pelos minis que produziram uma invasão sem precedentes do mercado, abriu caminho para os segmentos acima: familiares compactos, sedans executivos e de luxo e até desportivos. Não apenas nos centros urbanos, mas também pelas estradas nacionais todos os segmentos exercem a ‘democracia rodoviária’ proporcionada pela normalização e expansão do sistema viário.
O A4, até aqui pouco divulgado no país, apanha ‘o comboio’ para prosseguir, também entre nós, a disputa internacional pela liderança do segmento sedan executivo com os seus arquirrivais BMW Série 3 e Mercedes Classe C.
O novo concessionário, Drive Angola, muniu o seu arsenal de ataque aos rivais com a oitava edição do 4 que é uma evolução estética da anterior. Apresenta-se exteriormente com superfícies arredondadas e lisas em toda extensão da carroçaria, com vincos apenas na rectaguarda em forma de deflector sobre a porta do porta-bagagem.
A grelha e os faróis e stops com traços em LED completam a nova assinatura de design da marca.
O interior mostra materiais e equipamento de primeira qualidade com destaque para os assentos de acabamento de conforto assinaláveis e até cortinas eléctricas nas janelas traseiras e óculo.
Sob o longo e curvo capô estão 2000 cm³e um turbo que produzem 180 Cv, conjunto, que aliado caixa automática de oito velocidades com modo sequencial, permite ao executivo performances de GTi.
Ao volante (algo desalinhado com assento) o A4 é confortável e veloz. As acelerações, no entanto, têm de ser cautelosas, pois a potência é elevada para a ”digestão” da tracção dianteira que se socorre automaticamente do controlo de estabilidade. Quando solicitamos potência instantânea, o piloto do ESP pisca-nos o olho no painel, indicando que está, como um anjo, em nossa protecção, para controlar o efeito da tracção assimétrica.
Para eliminar este comportamento característico dos tracção dianteira de elevada potência é recomendável a versão Quattro de tracção total.
O travão é perfeito, pela sua progressividade e elevada eficiência.
O A4 (B8) tem todos os argumentos para continuar a disputar a liderança no segmento sedan executivo, cujo prestígio e distinção justificam os preços elevados.