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Banco Mundial: Economia angolana cresce acima da economia global e da África Subsariana

A economia angolana deverá crescer este ano 7,2% - ligeiramente acima da previsão inscrita no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2013, que é de 7,1% - e manterá, até 2015, um ritmo de crescimento muito acima dos 7%, de acordo com as estimativas inscritas no último relatório do Banco Mundial, ‘Global Economic Prospects’ – ‘Perspectivas Económicas Globais’, datado de Junho deste ano e divulgado na última semana. Assim, segundo o documento, em 2014 o crescimento do produto interno bruto (PIB) nacional será de 7,5% e em 2015 atingirá os 7,8%. O OGE 2013 projecta um crescimento ligeiramente superior para o PIB real em 2014 e 2015 (8% e 8,8% respectivamente).

No entanto, deve referir-se que no seu último ‘World Economic Outlook’, de Abril deste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI), projectava uma expansão do PIB real do país em 6,7% este ano e de 7,3% em 2014. Estas projecções já representavam um notório avanço relativamente às formuladas pelo Fundo em Agosto de 2012 para o período 2013-2017 e inscritas na última avaliação efectuada à economia angolana, ao abrigo do Artigo IV de consulta aos Estados membros. No relatório publicado na altura, o FMI estimava que o PIB nacional cresceria 5% este ano, 5,1% em 2014 e 5,3% em 2015, mantendo-se sensivelmente neste patamar até 2017 (o crescimento previsto para 2015 era de 5,2% e para 2017 de 5,3%). O FMI apontava ainda no relatório para um crescimento de 6,8% da economia nacional em 2012. Veio depois a ‘corrigir o tiro’ no ‘Outlook’ de Abril deste ano ao estimar que a economia angolana crescera 8,4% em 2012. Ora, o Banco Mundial vem agora colocar o crescimento do PIB no último ano ligeiramente abaixo, em 8,1%. Já o OGE para 2013 aponta para um crescimento do PIB nacional (tanto a preços de mercado com a custo de factores) de 7,4% em 2012.

Economia nacional ganha em todos os tabuleiros

Refira-se ainda que as novas estimativas do Banco Mundial põem a economia angolana a crescer muito acima da economia mundial (2,2% este ano, 3% no próximo e 3,3% em 2014) e também acima do ritmo de crescimento esperado para o conjunto dos países em desenvolvimento (5,1% este ano, 5,6% no próximo e 5,6% em 2014). Angola também fica a ganhar na comparação regional, pois o PIB nacional crescerá, segundo as previsões do Banco Mundial, muito acima do PIB da principal economia do continente, a vizinha África do Sul (2,5% este ano, 3,2% em 2014 e 3,3% em 2015) e do PIB da Nigéria, o maior produtor de petróleo na África Subsariana (6,7% em 2013, 6,7% em 2014 e 7% em 2015). O crescimento da economia angolana também supera largamente aquele que é estimado para a África Subsariana no seu conjunto (4,9% em 2013, 5,2% em 2014 e 7% em 2015).

Todavia, alerta o Banco Mundial, Angola é o país da África Subsariana mais exposto a um eventual choque petrolífero que conduza à queda dos preços do crude, podendo registar uma quebra, a ocorrer tal eventualidade, de cerca de cinco pontos percentuais no seu PIB.

Países em desenvolvimento puxam crescimento global

Os riscos da emergência de um choque petrolífero decorrem da medíocre evolução da economia global, com o produto interno bruto global a recuar este ano ligeiramente em relação a 2012 (2,2% contra 2,3%). No entanto, em princípio não há razão para pânico pois o relatório estima que o crescimento planetário deve acelerar para 3% e 3,3% em 2014 e 2015. Se no corrente ano os países industrializados deverão registar um crescimento de 1,2%, em 2014 já avançarão 2% e em 2015 3,3%.

A Europa continuará a ser a região mais vulnerável, com os países da Zona Euro a registarem uma contracção de 0,6% este ano e uma ligeira recuperação (0,9% e 1,5%) em 2014 e 2015. Entre os novos dragões asiáticos (China e Índia, dois BRICS) é de assinalar que a China, embora abrandando o ritmo de expansão da sua economia, deverá crescer 7,7% este ano, 8% no próximo e 7,9% em 2015. Para a Índia é estimado um crescimento de 5,7% no corrente ano e de 6,5% e 6,7% em 2014 e 2015.

O Brasil, outro dos BRICS, deverá ver a sua economia crescer 2,9% este ano e 4% e 3,8% em 2014 e 2015.

O PIB dos Estados Unidos, ainda a maior economia mundial, deverá recuar este ano relativamente a 2012 (2% em 2013 contra 2,2% no último ano) mas as estimativas do Banco Mundial para o crescimento do PIB norte-americano em 2014 e 2015 são mais positivas: 2,8% e 3% respectivamente. Já a economia japonesa deverá crescer apenas 1,4% este ano e no próximo e 1,3% em 2015.

No entanto serão os países a desenvolvimento que constituirão a locomotiva do crescimento mundial, registando uma variação positiva no seu PIB conjunto de 5,1% este ano e de 5,6% e 5,7% nos dois próximos anos

África Subsariana atrai investimento

O relatório assinala que a forte procura interna permitiu aos países da África Subsariana prosseguir uma trajetória de crescimento robusto em 2012, ainda que sujeitos às condições da procura global. No seu conjunto, a região cresceu 4,4% em 2012, (incluindo o sul do Sudão, cujo PIB registou uma contração de dois dígitos). Excluindo a África do Sul, a maior economia da região, o resto da região cresceu 5,4%, sendo que cerca de um terço das economias cresceram acima de 6%. Este desempenho foi, em larga medida, por investimentos efectuados tanto em sectores ligados a recursos naturais como em outros sectores. O Banco Mundial estima que os fluxos de investimento directo estrangeiro líquido dirigidos à região terão atingido cerca de USD 40 mil milhões em 2013, valor que compara com os USD 32,1 mil milhões verificados em 2012. Os preços ainda elevados das commodities continuam a captar investimentos para os sectores ligados aos recursos naturais em várias economias da região. Mas o dinamismo observado no crescimento do investimento não se ficou apenas a dever à atracção do capital pelos recursos naturais da região já que, nota o Banco Mundial, os investimentos (nacionais e estrangeiros) também vêm afluindo ao sector dos serviços em especial aos sectores financeiro e bancário, telecomunicações, transporte e comércio de retalho. ‘Na verdade, em várias economias o crescimento nos sectores ligados a recursos naturais não foi mais forte do que nos outros sectores’, refere o Banco Mundial.


Luís Faria
 
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Comentários

  1. Ana Costa
    2013-07-17 15:24:54
    Boa tarde Ex.mos Senhores, Agradecemos a publicação da taxa de crecimento do mercado de telecomunicações, no global ou por serviços, pelo menos os mais usuais: internet/telefonia fixa e móvel/ radiofonia/ transmissão de dados por fibra e por satélite. M.Cptos Ana
  2. Bresneve
    2013-07-15 22:14:25
    Angola tem uma economia stavel nao sei porque ficam aumentarem 10 porcentos em de 25 porcento
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