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Teresa Campos // Estudante

A textura das pedras preciosas atraiu-a

Herdou da família, onde despontam dois engenheiros, o pai e um tio, a queda pelas ciências exactas e entre os ramos do saber da área escolheu o curso de geologia iniciado no Okanagan College do Canadá, em 2006.

Antes, teve uma passagem pela África do Sul, onde fez a sua formação média, emigrando depois para o Canadá com o fito de seguir o que o coração mandava fazer em termos de estudos e formação profissional.


O que faz actualmente?

Frequento o 3 º ano do curso de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto e dou aulas de inglês num colégio.


Teve alguma luz guia para seguir este curso, até há bem pouco tempo, visto como sendo uma área de domínio masculino?

Além da influência que recebi da família, onde o meu pai é engenheiro de minas e tenho mais um tio também formado na área das engenharias, sempre tive o incentivo e o apoio do meu pai.


Mas daí a te mostrares radiante ao falar de geologia…

Depois de compreender um pouco melhor a geologia ressaltam aspectos muito interessantes e me sinto bem quando penso que gosto nesta carreira das pedras preciosas.


Como o quê concretamente?

Gosto muito de apreciar a organização dos minerais, a sua textura, a cor, o formato e o brilho que é algo fascinante e acho que aí tenho uma grande sensibilidade para apreender estes elementos das pedras preciosas.


Já pensou em que área vai trabalhar?

Quero trabalhar em geologia, mas um pouco deslocada do campo.

Quero estar num laboratório a avaliar diamantes, por exemplo, e lapidar também outras pedras preciosas.


Se não fosse geóloga em que área gostaria de se formar?

Pela afeição que tenho aos cães, eu seguiria, certamente, uma área em que pudesse tratar deles e a medicina veterinária seria a minha aposta.


Que futuro vislumbra para a geologia?

A geologia está a crescer, há muitas empresas com vários projectos, o país é rico, tem um grande banco de minérios e há muito por explorar. De uma maneira geral o sector de geologia só vai crescer e não há qualquer risco de se atingir a exaustão nesta exploração pelo menos nos próximos 50 anos.


Viveu algum tempo em países distintos. Como foi essa experiência?

Foi agradável e distingo a África do Sul por ser um lugar bom para estudar, é calmo. Só que tudo é pago, incluindo as aulas de explicação. No Canadá as pessoas são simples e há uma perfeita integração e não senti o problema do racismo. Houve vezes que só dei conta que era negra, por exemplo, depois de olhar para mim mesma. É uma verdadeira nação multicultural.


Sonhos de esperança…

Trabalhar, ter um lar, servir de ajuda no que fizer…

Perfil

  • Nome: Teresa Ângela José Campos
  • Filiação: Bernardo Campos e Catarina Marcos José
  • Data De Nascimento: 24 de Fevereiro de 1984
  • Estado civil: Solteira
  • Filhos: nenhum
  • Música preferida: I need you baby de Lauren Hill
  • Comica: arroz de marisco
  • Hobby: ouvir música, leitura
  • Livros: o Plano Perfeito de Sydney en Sheldon, 11 minutos de Paulo Coelho e o Segredo de Rhonda Byrne
  • Filme: o Pianista e A lenda (Will Smith)
Eugénio Mateus
18 - 9 -2009
 
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Comentários

  1. camilo siquissa
    2009-09-25 15:13:49
    Tenho a parabenizar a menina pela sua firmeza, empenho e dedicação nos estudos e que tudo deia frutos do futuro em nome do Nosso Senhor Jesus Crito Amem
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