| info@opais.net
parcialmente encoberto
Luanda
Clique para aceder á Revista
RSS

Actual

MapeSS desmente antigos trabalhadores na ex-RDa

O Director do gabinete jurídico do Ministério da Administração Pública Emprego e Segurança Social (MAPESS), Jesus Maiato, rejeitou durante uma conferência de imprensa, realizada na passada terça-feira, as acusações feitas pelos ex-trabalhadores angolanos na antiga RDA.

“Tomamos conhecimento através de alguns órgãos de comunicação social de certas reivindicações que têm sido feitas pelos ex-trabalhadores na antiga República alemã, concernente a valores em dívida com o MAPESS, sem qualquer fundamento legal”, respondeu o responsável daquele ministério.

Jesus Maiato considerou que as informações têm sido feitas fora no âmbito da concertação criada por ambas as partes, nomeadamente o MAPESS, através de um grupo de trabalho criado pelo minmdistro e os representantes da associação dos extrabalhadores.


Segundo ele, o ministério está aberto às negociações com a associação e o respectivo representante, na pessoa do advogado Sérgio Raimundo, neste processo que iniciou em 2000 e tem sido tratado no âmbito dessas negociações entre as duas partes.

Segundo o advogado, a base das discussões deste processo tem sido o acordo firmado entre o governo Angolano e o governo da ex-República Democrática Alemã no sentido dos trabalhadores angolanos prestarem serviço em unidades fabris alemãs com base nas qualificações técnicoprofissionais.

Fruto deste acordo e findo o contrato, os ex-trabalhadores reclamaram em primeira instância a devolução do montante referente aos descontos efectuados para efeito de segurança social, cujo valor foi estabelecido em USD 3600. “Depois de pagos a mesma comissão negocial exigiu que o Governo voltasse a pagar um valor referente ao desconto de 25% do salário que deveriam receber no fim do contrato em Angola”, informou Jesus Maiato. As negociações levaram a um primeiro acordo em que o valor a indemnizar correspondente aos 25% seria de 560.000 Kwanzas, numa primeira fase os valores relativos a segurança social dos descontos feitos estimado, acordado e assinado em acta foi de 386.000 Kwanza pago no ano de 2004.

Em Junho do ano passado, apareceram novamente os ex-trabalhadores a reclamarem outros valores que não se inserem no âmbito do acordo estabelecido, acompanhados de um novo líder e um novo advogado.

“Ainda assim o ministro voltou a indicar um grupo de trabalho coordenado pelo director provincial do MAPESS, o secretário-geral e o director jurídico”, explicou o responsável do mesmo ministério.

O diálogo entre os antigos trabalhadores e o representante do ministro resultou numa acta acordada, em que as conclusões das negociações anteriormente feitas mantinham-se validas e que voltar-se-ia a fazer um levantamento da listagem dos extrabalhadores.

A base de dados do MAPESS tem registado 1676 ex-trabalhadores que reclamaram e foram prontamente indemnizadas nas duas fases, “embora um ou outro não tenha aparecido”.

Durante o pagamento das duas fases detectou-se muitas fraudes por parte das pessoas que estavam em frente da associação, o que culminou na detenção do anterior coordenador da comissão. Jesus Maiato referiu que “muitos falsificaram bilhetes de identidades, credenciais e a assinatura do secretário-geral”.

Maiato explicou que receberam no mês passadouma lista vinda da exRDA na qual cerca de 90% dos listados já haviam sido indemnizados nas fases anteriores.

No dia 1 de Dezembro, a nova comissão eleita enviou uma carta ao advogado para se saber dos extrabalhadores quais são as outras reclamações existentes para além das anteriormente acordadas e em que se fundamentavam. Mas que até ao momento da conferencia de imprensa, realizada esta semana, o MAPESS não havia recebido qualquer resposta por parte de Sérgio Raimundo.

“Dias depois tentámos contactá-lo via telefónica, mas fomos informados através do seu escritório que este não se encontrava no país.

Foram várias as vãs tentativas no sentido de tentar perceber qual a motivação principal das reclamações dos ex-trabalhadores”, realçou Jesus Maiato, acrescentando que “as alegações que têm sido feitas junto da imprensa não passam de manobras de distracção das pessoas no sentido de enganar a opinião pública a respeito deste processo”.

A conferência de imprensa aconteceu numa altura em que os ex-trabalhadores na antiga RDA ameaçavam realizar uma manifestação em Luanda, mas que não veio a acontecer até ao fecho da presente edição.

Waldney Oliveira
22 - 1 -2010
 
1
 

Comentários

  1. Domingos
    2011-02-20 10:53:14
    Caros amigos.A assinatura que se fez em Angola so vale em Angola. Nos nao vamos aceitar nada. Estes corruptoscolegas de luanda foram compradao,em outras palavrasreceberam dinheiro para poderem assinar e estragarem todo contratro.Esta aasinaturafoi do interesse deles e nao de todos da Comissao.Porque estes homens assinaram sem primeiro consultar os colegas.afinal de conta eles sao apena portavoz do grupo.Elesnao podem decidir coisas sem consultar a comisao. a luta vai continuar.NBos nao vamos aceitar este acordo. Havera um delivio uma grancde de mosntracao contra o governo e os antigos colegas coruuptos. caro amigos nao vamos dormir Vamos lutar a nossa existencia esta em jogo entao nao v amos perder vammos lutar
Nome

E-Mail

Comentário


Enviar Comentário
 
 

Newsletter



Subscreva tambem a newsletter da Exame

Capas da edição nº 281

 
 
 
Assine OPaís Online