Esta semana vamos falar da história do petróleo da maior potencia mundial E.U.A.
O petróleo, também chamado “óleo de rocha” não refinado (betume) é conhecido e utilizado há vários séculos. Em 3800 a.C., na Mesopotâmia (actual Iraque) utilizavam-no como argamassa para construção de palácios, vedações de depósitos, condutas de água e isolamento e reparações em barcos.
A moderna indústria do petróleo surgiu com a descoberta de petróleo nos E.U.A., na Pensilvânia, em 1859. Neste ano foi utilizada uma máquina a vapor para accionar uma ferramenta de perfuração até vinte e um metros de profundidade, a distância a que atingiu o petróleo, dando assim início ao período florescente da prospecção e exploração.
Seguiu-se um rápido desenvolvimento desta indústria noutras partes dos E.U.A., Canadá e México, e depois na Venezuela, onde a produção comercial teve início em 1878. Na Roménia foi descoberto petróleo em 1860, no Irão em 1908, no Iraque em 1923, no Bahrein em 1932 e na Arábia Saudita e Kuwait em 1938.
Os E.U.A. lideraram a produção mundial de petróleo até à década de sessenta do século XX, altura em que os países do Médio Oriente, que possuíam reservas imensas, aumentaram a produção.
Em 1961, foi criada a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com o objectivo de evitar a exploração dos países que dela fizessem parte; depois da subida de preços decretada pela OPEP em 1973, foi fundada a Agência Internacional de Energia (AIE), em 1974, para defender os interesses dos países consumidores de petróleo.
Entretanto, foram introduzidas novas tecnologias para a extracção de petróleo (plataformas no alto mar) e exploradas novas jazidas no Árctico, num esforço para evitar o monopólio da OPEP.
No início dos anos 80, interesses diferentes dividiram os membros da OPEP: os países com grande população (Irão, Argélia) queriam que a produção não tivesse qualquer tipo de limitação, enquanto os países pequenos pretendiam que a extracção fosse restrita para poder manter os preços elevados.
Do extremar deste conflito entre o Iraque e o Kuwait resultou a Guerra do Golfo, em 1990.
Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, os E.U.A.
pretendeeram implementar uma ordem global petrolífera que garantisse a continuidade dos aprovisionamentos, não só para si próprios (após 1947 passaram de exportador a importador), mas também para a Europa.
Recorde-se que terá sido o petróleo, o objectivo da decisão do Japão (após ter ocupado a Indochina e fechado a estrada pela qual passavam os abastecimentos para a China) de invadir a Indonésia e, consequentemente, provocar a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial.
Os E.U.A. passaram a apoiar nessa altura as grandes empresas petroleiras para defender o interesse nacional. Por um lado, procuravam obter o espaço vital energético, em que os recursos a obter corresponderiam às necessidades nacionais. Os recursos seriam nacionais, se possível, ou localizados em países “amigos” e, neste caso, desejavelmente explorados por operadores nacionais.
O embargo que se seguiu à Guerra do Yom Kippur (israelo-árabe) de Outubro de 1973, veio afastar qualquer dúvida remanescente sobre o papel estratégico desempenhado pelo petróleo na economia e na política mundiais.
Com esta nova ordem, a organização implementada até então pelo monopólio das grandes empresas, durante cinquenta anos, afundou-se no espaço de poucos meses.
Nos últimos anos do século XX os Estados proprietários das reservas detectadas, foram incitados a permitir a actividade de empresas privadas internacionais e a aumentar as produções, nomeadamente no Mar do Norte, no México e no Alasca.
O Presidente Cárter (1980), chegou a afirmar que qualquer tentativa de países hostis de cortar os fluxos de petróleo do Golfo Pérsico, seria encarada como um assalto aos interesses vitais dos Estados Unidos e seria repelida por todos os meios necessários, incluindo a força militar, foi um exemplo que infelizmente fez escola dos extremos a que a disponibilidade de recursos petrolíferos pode levar.
Actualmente, o petróleo é uma das personagens centrais do conflito no Golfo. O Iraque possui as segundas maiores reservas mundiais, o que lhe confere uma enorme importância económica para as economias “sedentas” de petróleo como a dos E.U.A. As tropas norte-americanas fizeram uma intervenção rápida (iniciada a 17 de Janeiro de 1991 e finalizada a 28 de Fevereiro) que provocou um muito bem-vindo abaixamento do preço do crude.
Tudo isto só para dizer que o maior produtor e consumidor mundial de crude são os Estados Unidos; por esta razão, necessitam importar cada vez mais e quiçá explorar os países menos desenvolvidos através das suas politicas de cooperação