Em declarações a O PAÍS, um operário que trabalha nas obras do Campus da Universidade Agostinho Neto revelou que tudo estava preparado para que fosse inaugurado no dia 11 de Novembro, mas à última hora ocorreu uma rotura na central de abastecimento de água que inundou todas as instalações, incluindo a casa dos elevadores.
Ainda segundo a mesma fonte, foram propostas alterações à biblioteca, escritórios e salas de leitura que, entretanto, não foram concluídas a tempo, o que levou a que se retirasse das áreas todo o mobiliário que já estava instalado no campus.
A fonte apontou também a não conclusão das instalações de um banco comercial no local, uma proposta de última hora, e problemas no grupo gerador de electricidade.
Neste momento está em curso a segunda fase das obras que compreende a construção dos dormitórios para os estudantes e a sede da reitoria da Universidade Agostinho Neto.
Informações obtidas de fontes próximas de entidades académicas reconhecem que as actuais instalações do Campus Universitário concebidas para um universo de 17 mil estudantes, neste momento já se acham desajustadas, dado o crescimento registado na Universidade Agostinho Neto desde o início dos trabalhos da sua construção.
Soubemos, por exemplo, que só as Faculdades de Letras e Ciências Sociais em conjunto somam um total de 15 mil estudantes, algo como cerca de 80 por cento da capacidade actual.
O coordenador dos trabalhos pela empresa Somague, engenheiro José Vaz Correia, contactado por O PAÍS, alegou não poder prestar informações sobre o assunto, sugerindo que falássemos com o proprietário da obra. As tentativas de abordar a acompanhante dos trabalhos pela parte do Executivo, arquitecta Manuela Ferraz, foram goradas por ter os contactos telefónicos fora de serviço.