As Torres Atlântico, localizadas na Marginal de Luanda, destinadas a albergar algumas das empresas petrolíferas que operam no Off-Shore e no On-shore em Angola, já servem as delícias dos seus utentes, desde a passada sexta-feira, 18.
São inquilinos das Torres Atlântico, as empresas petrolíferas nomeadamente a Sonangol Pesquisa e Distribuição (angolana), Esso (americana) e a British Petroleum (BP) (britânica). 
Para simbolizar a inauguração deste edifício, um dos mais emblemáticos da capital angolana, com vista ao oceano Atlântico, a razão do baptismo desse nome, os seus proprietários, os consórcios, chamaram o Presidente da República, José Eduardo dos Santos para o corte de fita.
Durante a presença do Chefe de Estado, foi exibido um vídeo que retratou todos os aspectos que envolveram a construção daquele edifício, mormente a tecnologia aplicada.
Seguindo os padrões modernos da arquitectura contemporânea, as Torre do Atlântico apresentam na sua fachada principal estrutura em vidro opaca e as suas paredes revestidas com chapas metálicas trabalhadas, que permitem a lavagem e oferecem imagem reluzente.
Com sistema de refrigeração centralizado, o edifício tem na parte térrea os pilares revestidos de mármore de bastante qualidade, assim como o piso, o que empresta imagem acolhedora ao edifício.
Avaliadas em cerca de 300 milhões de dólares, uma das duas torres está localizada na avenida 4 de Fevereiro, com vista ao mar e uma boa parte da cidade de Luanda, enquanto que a outra tem acesso a partir da rua Rainha Njinga.
Uma delas é destinada para escritórios das referidas empresas petrolíferas e outra para habitação, esta última composta por 19 andares, dispondo de 2.083 metros quadrados cada.
Esta parte do edifício é apoiada por sete elevadores de passageiros da mais alta tecnologia e rápidos na sua movimentação, espaçosos e que permitem a transportação de muita gente ao mesmo tempo.
No primeiro piso existe uma cafetaria, um restaurante com 432 lugares, instalações técnicas com telecomunicações e uma plataforma elevada para funcionar como heliporto.
A torre para habitação tem 11 pisos, com quatro apartamentos cada, é servida por 12 elevadores de passageiros, um ginásio e uma piscina.
A parte inferior tem seis pisos para parqueamento de automóveis e outros equipamentos, tal como geradores e tanques de água.Na cobertura existe uma área ajardinada, piscinas, jacuzee, solário e um bar para refeições ligeiras.
Ele tem disponível na sua estrutura um sistema de protecção contra incêndio, com redes de detenção e extinção e um outro de segurança com acesso a cartões magnéticos.As torres foram edificadas por cidadãos de 25 nacionalidades, entre eles angolanos que laboram em distintas empresas de construção civil que operam no país.
O projecto foi contemplado com o Prémio Internacional do ano 2007, pela Development Bulling e Alliance.Nos últimos anos, principalmente desde o alcance da paz, a capital angolana tem vindo a conhecer a implementação de vários projectos imobiliários que estão a ajudar a modificar para melhor a imagem da cidade de Luanda.
Um dos aspectos que contribuiu para a edificação destas imponentes obras de construção civil tem a ver com a estabilidade política e económica reinante no país, o que permitiu a abertura ao investimento privado.