A capital do Quénia voltou a ser agitada com manifestações de rua. Activistas apelaram ao Governo para que tome medidas contra a corrupção, mas também fizeram exigências para que Kofi Annan, que chefia o grupo de mediação da União Africana dê um contributo efectivo na resolução dos problemas políticos que abalam o país desde as eleições em Dezembro.
O primeiro-ministro queniano, Raila Odinga denunciou a existência de uma crise no seio do Governo depois do seu profundo desacordo com o Presidente Mwai Kibaki sobre a maneira de gerir as questões sensíveis do país.
Odinga anunciou a suspensão por três meses dos ministros da Agricultuta, William Ruto e da Educação, Sam Ongeri, devido a inquéritos sobre dois casos separados de desvio de fundos.
Outros cinco ministros estão também suspensos. O Presidente Kibaki qualificou esta medida de “anticonstitucional” e reconduziu os dois ministros nos seus postos. Kibaki disse que a Constituição não dava ao primeiro-ministro prerrogativas para demitir um ministro, afirmando que isto era da sua responsabilidade.