Os governos da União Europeia (UE) concluíram um acordo destinado a proibir as importações de petróleo da Síria, revelaram fontes diplomáticas no passado domingo, num momento em que o presidente Bashar al-Assad prepara a sua primeira aparição televisiva após dois meses de protestos violentos.
A nova resolução, elaborada durante o fim-de-semana, inclui "medidas restritivas na área de petróleo, nomeadamente um embargo às importações de petróleo da Síria", nos termos de um acordo a que terão chegado os embaixadores da UE.
"Ainda não é um acordo concretizado, mas é tão bom como se fosse", de acordo com uma fonte do bloco europeu citada pela France Press. "Os 27 Estados encarregaram a UE de preparar a proibição e, na terça-feira, colocaremos a resolução formal sobre a mesa", acrescentou.
A resolução acrescenta uma nova categoria de pessoas ou negócios que pode ser sancionada aqueles que "beneficiam" do regime de Bashar al-Assad. As sanções anteriores cobriam apenas os que apoiavam um governo acusado de orquestrar uma repressão militar de que já terão resultado, segundo activistas, mais de 2 mil mortos.
Em Londres, o site do Ministério de Relações Exteriores citou declarações do ministro Alistair Burt à rádio BBC segundo as quais o Reino Unido preferia sanções "voltadas para aqueles que apoiam o regime" mas que Londres "concordou em considerar" alterações legais que permitam o embargo.
O governo britânico estava "a prevaricar um pouco", afirmou outro diplomata, que citou a pressão de duas gigantes petrolíferas europeias, mas os parceiros da UE podem esperar que a proibição seja posta "em vigor dentro de alguns dias."
A concretizar-se, o embargo às importações de petróleo sírio pela União Europeia tornar-se-á a sanção mais dura já aplicada pelo Ocidente a Damasco.
Recorde-se que os Estados Unidos já haviam pedido embargo global ao petróleo e gás sírios.
A secretária de Estado americana Hillary Clinton afirmara mesmo, dia 12 deste mês, que países que compram combustível à Síria deveriam "passar para o lado certo da história" e não conceder ao presidente Bashar Assad qualquer apoio financeiro para a repressão contra os opositores do governo.
(informações da Dow Jones).