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Preço do petróleo mantém-se em patamares elevados

Contrariamente a outras matériasprimas, o preço do petróleo mantém um forte ímpeto ascendente, que se desenha desde o último trimestre de 2011. Nessa altu ra, o preço do petróleo, avaliado pelo WTI, cotava em torno dos USD 75/ barril, o que compara com USD 110/ barril atingidos no início deste mês, o que representa uma valorização no minal de 46% em aproximadamente seis meses. No início do ano, as dúvi das quanto ao crescimento económico mundial travaram a dinâmica de valo rização desta commodity, reflectindo as revisões em baixa das estimativas para a procura. Porém, o cepticismo gerado pelas tensões geopolíticas no Irão, recolocaram a pressão ascen dente sobre o preço da commodity.

De acordo com a Agência Internacio nal de Energia (AIE), na globalidade do ano haverá uma subida do consumo, tendo mantido a estimativa inalterada face ao relatório anterior, após suces sivas revisões em baixa. Este cenário surge com factores de risco associa dos, uma vez que a economia dos EUA dá sinais de crescimento, mas na Europa a economia deverá manter se ténue e nas economias emergentes (particularmente, na China) surgem sinais de desaceleração (o que justifica a recente correcção do preço). Ain da assim, este é um dos factores que mantém o preço do petróleo em alta.

Porém, é notório que a pressão de su bida do preço resulta mais de tensões do lado da oferta do que do lado da procura. De facto, o principal evento a condicionar o lado da oferta é o agu dizar dos desenvolvimentos em torno do Irão. A AIE estima que o corte nas exportações iranianas possam ascen der entre 800,000 a um milhão de bar ris/dia, particularmente em meados do ano, após a colocação em prática for mal das sanções impostas pela União Europeia e na medida em que se espera que esta atitude seja seguida por outras economias de grande relevo, como é o caso da China, da Índia, do Japão e Coreia do Sul. Para além do Irão, exis tem outros constrangimentos do lado da oferta. Nomeadamente, a existência de conflitos internos na Síria, e ques tões domésticas em outras geografias, tais como greves laborais no Iémen, embora com menor peso na oferta global de petróleo. Neste contexto, a Arábia Saudita, maior produtor mun dial e com reservas que lhe permitem aumentar a sua produção, tem vindo a contribuir para compensar as quebras de oferta resultantes destes constrangi mentos, encontrandose o seu nível de produção individual no patamar mais alto das últimas três décadas. Também a Líbia tem vindo a ter um contributo na colmatação do diferencial de pro dução, tendo retornado para patama res semelhantes aos registados antes do conflito armado. Angola é um dos países da organização com capacidade para aumentar a sua produção efecti va face ao potencial, movimento que se tem vindo a verificar desde o início do ano. No global, o nível de produção dos países da Opep situase em 31.42 milhões de barris/dia, o patamar mais elevado desde meados de 2008.

26 - 3 -2012
 
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