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análise de risco

Vice-governador do BNA destaca capital humano e nova cultura assente na análise de risco

O vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Ricardo de Abreu, destacou há dias em Luanda, a valorização do capital humano desafiando as organizações a apostarem no reforço da capacidade institucional das mesmas com vista a comprometerem-se com esforço e investimento no capital humano.

Ricardo de Abreu, que falava na abertura da conferência subordinada ao tema ‘Capital Humano Nacional e o Desenvolvimento do Sistema Bancário em Angola: Necessidades e Importância’, organizada pela Escola Nacional de Administração (ENAD), referiu que para que a banca angolana se desenvolva cada vez mais, é necessário a formação do pessoal bancário, mas também a adopção de uma nova cultura bancária alicerçada na abordagem no risco’, acrescentando que ‘a análise do risco é tridimensional e pode ter várias origens, portanto os procedimentos de análise de risco já não se podem limitar ao cliente particular ou institucional, nem mesmo à actividade de crédito. Devem abranger toda a dimensão do negócio e a sua sustentabilidade», acentuou.

Ricardo de Abreu declarou que o país vai sentir em 2013 o impacto da entrada em vigor do novo regime cambial para o sector petrolífero com o aumento do ‘stock’ dos meios de pagamento e os fluxos financeiros, bem como a interacção comercial com organizações multinacionais a operar no sector petrolífero angolano de certeza já está a ter impacto no capital humano que actua e actuará no sistema financeiro angolano.

O vice-governador do BNA disse ainda que à melhoria do sector bancário está subjacente ao chamado ‘compliance’, referindo, ‘as novas regras de combate ao branqueamento de capitais e do financiamento ao terrorismo’, adiantado que ‘o grupo internacional adoptou os novos princípios ou as novas recomendações de combate contra o branqueamento de capitais e esses princípios estão baseados naquilo que fizemos referência no início da nossa intervenção’.

O responsável disse, na sua abordagem que, o capital humano nacional e o seu desenvolvimento devem ser analisados não só na dinâmica deste último, mas também, no seu cada vez maior enquadramento no sistema financeiro mundial, onde estamos integrados em organizações que avaliam, estudam, estabelecem regras para que possamos usufruir de uma economia mais estável, mais justa e sustentável.

16 mil trabalham na banca

O Director do Centro de Estudos da ENAD, José Teixeira Ribeiro, disse a O País que o objectivo da realização da conferência tem a ver com o crescente desenvolvimento que o sector tem vindo a conhecer. ‘Esta conferência vem pelo seguinte: nós sabemos que o sector bancário é dos que mais tem crescido nos últimos anos.

Hoje nos temos 22 bancos, dos quais três de capitais públicos e os restantes de capitais privados nacionais e estrangeiros e temos uma rede de agências bancárias em todo o pais, avaliadas em cerca de 1000, temos portanto uma serie de escritórios de representação de bancos estrangeiros que como primeiro passo estão aqui com os seus escritórios e tudo indica que eles vão evoluir para bancos, novos bancos; temos, por exemplo, um mercado de capitais a abrir para breve, temos ainda o desenvolvimento dos seguros e de fundos de pensão, ou seja, temos uma série de instituições a abrirem e a desenvolverem-se e com este desenvolvimento há uma grande pressão no desenvolvimento da mobilização dos trabalhadores destes sector’, disse.

Para José Teixeira Ribeiro, o número de trabalhadores no sector tem vindo a crescer e que é necessário ver até que ponto a sua inserção é valorizada e efectiva. ‘O número de trabalhadores nesta altura na banca ronda os cerca de 16 mil, 14 mil nos bancos comerciais e 1.900 no Banco Nacional. Temos assistido, nos últimos anos, a uma procura de trabalhadores expatriados para este sector e o Executivo está atento a estas questões e gostaria de ver discutido pela sociedade o facto de nós termos instituições de ensino superior a formar quadros para a área de economia e gestão, contabilidade, etc., que em princípio deveriam também ser absorvidos por este sector. Então, será que esta formação não está a atingir os seus objectivos em termos de qualidade e em termos de quantidade? Foi neste sentido que o Executivo nos orientou para organizar esta conferência para, por um lado, a gente discutir e reflectir sobre a necessidade de termos recursos humanos do sector financeiro e, por outro, identificar estratégias de formação que possam ajudar a valorizar os nossos recursos humanos nacionais’.

O presidente da Associação os Bancários de Angola (ABANC), Amílcar Silva, na sua intervenção ressaltou o papel da formação no desenvolvimento dos trabalhadores, considerando que ‘a necessidade de formação transformou-se numa palavra de ordem mais recorrente em todos os discursos desde os gestores aos técnicos nacionais’.

Ao apresentar o tema ‘O Capital Humano Nacional como Pilar Fundamental para o Desenvolvimento do Sistema Bancário Nacional’, Amílcar Silva, referiu ser necessário avaliar qual o efeito e importância que a formação traduz no incremento da competitividade. «Trata-se de analisar a formação como ferramenta de importância estratégica: se aceitamos que as pessoas são o factor crítico para o sucesso dos bancos, então chegaremos à conclusão que a formação pode constituir uma via de investimento nas pessoas e de desenvolvimento das suas capacidades’, disse.

Dois painéis, vários temas

A conferência ‘Capital Humano Nacional e o Desenvolvimento do Sistema Bancário em Angola: Necessidades e Importância’, promovida pela Escola Nacional de Administração (ENAD) ocorre num momento muito particular pois o sector bancário tem crescido de forma exponencial, tendo os especialistas dado contribuições valiosas que permitam às escolas de formação investir nas competências mais adequadas à nossa realidade e ajudar na resolução dos problemas dos recursos humanos para os bancos e instituições financeiras, com políticas que valorizem os profissionais.  Dois painéis dominaram a conferência: o primeiro que abordou ‘O Capital Humano e Sistema Financeiro’ e o segundo que fez uma incursão na ‘ Contribuição das Instituições de Ensino Superior e Definição de Uma Estratégia para o Desenvolvimento do Capital Humano’.

Hermenegildo Tchipilica
11:08
 
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Comentários

  1. tuba
    2012-07-20 08:50:19
    e a massa que lavaste em portugal e o apartamento milionário e os bissnes com o mano do besa fala tb das burlas quantas ja deste e conta como foi que facturaste com o governo com a divida publica e os antigos combatentes e as promessas de financiamento das casas do antidos combatentes conta tudo
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