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União Europeia pressiona Grécia para sanar dívida pública

As agências de rating Standard & Poor´s (S&P) e Fitch, procederam ao corte na notação da dívida pública Grega, fazendo regressar com força redobrada a aversão ao risco por parte dos investidores, bem como os receios relativos a um possível incumprimento soberano.

Assim, a dívida pública deste país foi posta em vigilância pela S&P e revista de Apara BBB+ pela Fitch, que alegaram ter preocupações com as perspectivas de médio prazo das finanças públicas gregas, dada a reduzida credibilidade das instituições fiscais e do actual cenário político que se afigura complicado. Como resultado, as yields das obrigações a 10 anos da Espanha, Grécia e Portugal subiram mais de 5 p.b para 3,8%, 5,6% e 3,7% respectivamente, alargando assim os spreads das obrigações do tesouro nas diferentes maturidades face às obrigações alemãs.

Depois de a Grécia ter divulgado o maior défice orçamental da sua

história, com a sua dívida pública a ascender os 280 biliões de euros, superando assim 110% do seu produto interno bruto (PIB), Atenas, começou a ser pressionada pela União Europeia para sanar as suas finanças publicas, reiterando que esta viola o pacto de estabilidade da Zona Euro.

O governo grego avançou com declarações no sentido de transmitir alguma tranquilidade e calma aos mercados, assegurando que medidas estão a ser tomadas para garantir a redução do défice orçamental excessivo. Assim, o primeiro-ministro de Atenas, George Papandreou prometeu avançar com um plano draconiano, que ambiciona reduzir o défice orçamental de 12,7% para 2,8% do PIB em apenas três anos.

Para tal, entre as medidas anunciadas, estão o congelamento dos salários da função pública, cortes na segurança social, aumento das receitas fiscais em dez mil milhões de euros, incluindo a alienação de activos de 2,5 mil milhões de euros.

Face a estas medidas anunciadas e a serem implementadas pelo governo grego, Trichet, Presidente do Banco Central Europeu (BCE), acredita que a Grécia esta na direcção correcta, mas adverte ainda para a eventualidade destas medidas ficarem aquém do necessário, pois poderão não vir a ser suficientes para combater o défice orçamental que fustiga a economia grega. Por outra, os Ministros das Finanças da Zona Euro acreditam ainda que a Grécia terá que redobrar os seus esforços para combater a crise orçamental, por forma a poderem então alcançar os seus objectivos até 2013.

Por forma a ajudar Atenas a sair da crise, Dominique Strauss Kahn, Director-Geral do Fundo monetário Internacional (FMI), predispôsse a ajudar Atenas, caso o Banco Central Europeu (BCE) e a União Europeia (UE) não o consigam, reiterando ainda que a crise na Grécia é seria, mas que a Zona Euro deverá resistir à incerteza provocada pela descida da classificação de crédito de Atenas.

25 de Janeiro de 2010
14:32
 
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