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Futebol

Justino cai com os seus acólitos

Justino Fernandes aceitou colocar o seu lugar à disposição, tal como todos  os membros da direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF), respondendo assim à pressão das associações que queriam ver pelas costas só os seus subordinados.

Depois de uma acesa reunião, nesta quarta-feira, Justino Fernandes, o único membro da FAF cujas associações concederam voto de confiança, desistiu da ideia de colocar a prémio apenas a cabeça dos seus acólitos.

Num comunicado, onde se defende das críticas, que considera injustas e vindas de “pessoas sem conhecimento profundo da FAF,” a direcção de Justino Fernandes Teixeira Cândido ção na qual os Palancas Negras não foram além dos quartos-de-final, sob orientação de Manuel José.

A prestação dos Palancas Negras no CAN2010, que foi reconhecida como pobre, para um país que sonhava com o título, foi a ponta do iceberg que acaba, agora, por derreter todo.

À saída do treinador português Manuel José, do cargo de seleccionador nacional, por divergência com Alves Simões, seguiram-se Hervé Renard e Zeca Amaral, denunciando problemas na direcção da FAF.

Jesus, o então vice-presidente da FAF para Associações Provinciais, demitiu-se em Janeiro e agudizou a crise, revelando, na entrevista que concedeu a O PAÍS (edição de 28 de Janeiro), existirem problemas na direcção de Justino Fernandes.

Jesus criticou igualmente a falta de coerência das associações provinciais, responsabilizando-as, em parte, pelo estado actual do futebol nacional. O ex-avançado do Petro de Luanda e dos Palancas Negras recordou “situações estranhas” quando concorreu, em 2004, para o cargo de presidente da FAF.

Promessas por cumprir

Uma das bandeiras eleitorais de Justino Fernandes, no seu terceiro mandato, era atribuir prémios monetários ao campeão do Girabola, Taça de Angola e Supertaça. Três anos depois da eleição (em 2008), a Federação Angolana de Futebol ainda não atribuiu nada aos vencedores.

Em 2006, depois da qualificação dos Palancas Negras para o Mundial da Alemanha, Justino Fernandes prometeu construir um centro de estágio para as selecções nacionais com os cinco milhões que a FIFA oferece a qualquer participante nos Mundiais, e os adeptos ainda esperam pela concretização da promessa.

Quem é o próximo?

Muitos nomes estão na lista para suceder na direcção Justino Fernandes, um dos quais é o de Alves Simões, que, apoiado por uma “mão” invisível , quer chegar ao cadeirão da FAF.

Alves Simões, um homem polémico e contestado pelas associações, fez parte da “Task Force” para o CAN2010. Com o final da comissão, o ex-presidente do Interclube foi colocado, nãos se sabe por quem, na Federação Angolana de Futebol como assessor Justino Fernandes.

Em pouco tempo “destituiu” o vice-presidente para as Selecções Nacionais, Rui Costa, e abriu caminho para situações de desentendimento com outros membros de direcção, assumindo-se como alguém com repleto de poderes, imaiores nclusive do que os do secretário-geral da FAF.

Manuel José, ex-seleccionador nacional, foi dos primeiros a acusar Alves Simões de ser uma pessoa destabilizadora. Seguiram-se desentendimentos com Rui Costa e outros membros da FAF, razão pela qual as associações provinciais pediram igualmente a sua cabeça.

Alves Simões já terá dado volta à história e é das pessoas que se perfila para gerir a comissão de gestão, caso a Assembleia Extraordinária da FAF, que hoje se realiza, aceite a demissão do elenco de Justino Fernandes.

Os estatutos da Federação Angolana de Futebol impedem que se realizem eleições foram do ciclo olímpico. Deste modo, deverá ser criada uma comissão de gestão até as eleições, em finais de 2012.

Para as eleições, cogita-se vários nomes, entre os quais José Luís Prata, Osvaldo Saturnino “Jesus”, Alves Simões e Artur Almeida. Pode, no entanto, surgir a qualquer altura outras listas, segundo se sabe.

Afrotaças: angolanos correm para o sonho africano
 

Este fim-de-semana será uma mão cheia de jogos para as equipas angolanas nas Afrotaças. O Interclube, campeão nacional, defronta, neste sábado, o Al Merreikh do Sudão; na Taça CAF, o Recreativo da Caala desafia o Al Hillal (também do Sudão), no domingo. Por seu lado, o 1º de Agosto recebe, neste sábado, o AC Leopards Dolisie do Congo Brazzaville, nos Coqueiros.

Todos os encontros contam para a segunda eliminatória das maiores competições africanas a nível de clubes. Nestas empreitadas, os militares são os mais experientes graças à sua trajectória nas competições da CAF, tanto é que ficaram isentos da primeira eliminatória.

Deste modo, pesa sobre eles a maior responsabilidade de seguir em frente, numa altura em que as formações angolanas não conseguem chegar à fase mais avançada destes torneios. A última vez que Angola ficou representada na fase de grupos foi em 2009, com o 1º de Agosto e o Santos FC.

O Interclube disputa, pela segunda vez, a Liga dos Campeões (a primeira foi em 2008 e caiu na última eliminatória, diante do Zamalek, do Egipto. Tal como o 1º de Agosto, não pode defraudar e pode aproveitar-se da fama conseguida pelos Palancas durante o CHAN, no Sudão, apesar de serem competições diferentes. O mesmo se resume a Caala, que teve uma estreia positiva.

Em teoria, se se olhar para o que valem os adversários, o Al Merreikh e o Al Hillal, ambos do Sudão, constituem o “osso” duro da missão angolana, tendo em conta a sua experiência nas provas africanas e por terem boa parte dos jogadores da selecção do Sudão que estiveram no CHAN.

Quanto ao AC Leopards, os dados são poucos e não é um habitué nas competições africanas, mas pode constituir um perigo à marcha dos militares porque vai decidir a eliminatória em casa e como em África as coisas tendem a favorecer, quase sempre, a equipa anfitriã, o 1º de Agosto, que vai a passos de camaleão no Girabola, deverá encarar o adversário com todo o cuidado para evitar uma queda prematura.

Para já, começar com uma vitória em casa dos adversários (refere-se ao Interclube e o Recreativo da Caala) seria uma boa dose de motivação para a continuidade nas Afrotaças, já que a decisão para a segunda eliminatória será jogada em Luanda, onde, com certeza, o apoio do público deverá ser fundamental.



Teixeira Cândido
18 de Março de 2011
09:20
 
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Comentários

  1. Anilson
    2011-04-14 13:08:01
    ainda bem, porque já merecia, se ele até tem sorte que é amigo do presidente de angola se não já saía a muito tempo. E enquanto no desporto angolano as influências serem maiores que o trabalho o nosso desporto não mudará
  2. Anilson
    2011-04-14 13:07:58
    ainda bem, porque já merecia, se ele até tem sorte que é amigo do presidente de angola se não já saía a muito tempo. E enquanto no desporto angolano as influências serem maiores que o trabalho o nosso desporto não mudará
  3. fernando freitas
    2011-03-27 23:56:53
    freitas antigo treinador do sonangol namibe. telemóve 00núero 00351916355528. estou atento saudações desportivas
  4. fernando freitas
    2011-03-27 23:46:51
    é verdade o futebol ou seja as mentalidades de algumas pessoas em angola sobre o futebol tem que mudar a começar pela formação que é o pontapé de saida para o progresso do futebol
  5. David
    2011-03-24 00:03:17
    Até que fim !
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