Enquanto o Girabola regista a sua segunda pausa, dado o engajamento dos Palancas nos jogos de qualificação para o Mundial’2014 no Brasil, as equipas dão sequência aos trabalhos, visando a 13ª jornada, que se disputa na próxima semana. A preparação não se fica apenas pelos treinos, pois vários são os conjuntos que procuram reforçar-se com novos rostos. Um dos exemplos claros dessa fase preparativa é o Interclube, que se prepara no seu estádio, 22 de Junho, com duas sessões de treinos que incluem sobretudo exercícios físicos no relvado (sem contacto com a bola) e no ginásio. Nesta rotina, os polícias procuram melhorar os níveis físicos da equipa, antevendo as três frentes, Girabola, Taça de Angola e Taça da Confederação.
O Interclube, como se sabe, corre contra o tempo, procurando, acima de tudo, recuperar pontos na tabela. A equipa ocupa o 11º posto, com 15 pontos, um lugar nada prestigiante se se ter em conta os objectivos da agremiação do Ministério do Interior, habituada nos lugares de topo.
Quem também trabalhou de for ma intensa foram as formações do Kabuscop e do Progresso do Sambizanga (18 pontos) que, inclusive, se defrontaram num jogo treino nos Coqueiros, tendo as duas formações empatado a duas bolas. Apesar de constar entre os cinco primeiros lugares com 21 pontos, a direcção do Kabuscorp parece não estar satisfeito com o empenho da sua equipa nesse primeiro turno de Girabola.
Num momento que se aproxima a reabertura do mercado de transferências, informações dão conta que o clube do bairro Palanca está em força na “praça” à procura de reforços no mercado, com destaque para a RD Congo e, pelo que tudo indica, vários jogadores serão dispensados. Depois de uma travessia no deserto, o Progresso, treinado por David Dias, parece querer resgatar a mística de outros tempos.
O Kabuscorp precisa provar que não foi em vão o segundo lugar conseguido no Girabola2011. A prova é liderada pelo Recreativo do Libolo, com 32 pontos, seguindo-se o ASA na segunda posição (25), ao passo que na terceira e quarta posições estão o 1º de Agosto (24) e o Petro de Luanda (18).
Embora o dado não seja preciso, não se conhece por esse mundo fora um campeonato com maior volume de chicotadas como o Girabola. Tal como aconteceu na temporada passada, a demissão de treinadores por maus resultados, sobretudo, parece querer quebrar o seu próprio recorde, que é de 10, numa competição disputada por 16 equipas. Este ano as chicotadas somam e seguem ao mesmo ritmo da época anterior. Já lá vão cinco. Número considerado bastante elevado para a dimensão da competição. Vale lembrar que duas das demissões se registaram numa mesma equipa.
Trata-se do Sporting de Cabinda, formação mergulhada num mar de problemas financeiros e administrativos. Eis a lista dos técnicos já demitidos: Jean Claude, Miguel Banganga (Sporting de Cabinda), António Caldas (Interclube), Álvaro Magalhães (Nacional de Benguela), Jorge Humberto Chaves (Benfica de Luanda) e Macsimovic (Petro de Luanda).
Dois anos depois da inauguração dos quatro estádios que acolheram os jogos do CAN’2010, o Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD) lançou, recentemente, um concurso público para a sua gestão e exploração com uma celebração de contrato de sete (7) anos. Segundo o anúncio do MINJUD, trata-se de um anúncio de abertura de concurso público internacional e a adjudicação será feita à empresa que apresentar proposta economicamente mais vantajosa.
As candidaturas devem ser apresentada até o dia 26 do presente mês. O mesmo organismo esclarece que as propostas técnicas serão abertas publicamente nas seguintes datas: Estádio 11 de Novembro (Luanda), dia 27 de Junho; Ombaka (Benguela), 29; Tundavala (Lubango), 2 de Julho e Estádio Nacional de Chazi (Cabinda), dia 4 de Julho.
Falta de manutenção
Vale referir que o MINJUD faz este anúncio numa altura em que as referidas infraestruturas carecem de manutenção, sobretudo as das províncias de Cabinda, Benguela e Lubango. O 11 de Novembro, o maior de todos, com capacidade para 50.000 pessoas e o único com uma pista de tartan para a prática de atletismo, tem a relva melhor tratada, mas o mesmo não se pode dizer do tecto de cobertura, que clama por manutenção. Quem por lá passa pode observar a quantidade de capim que cresce à sua volta, para não falar da poeira. No interior ou mesmo nas múltiplas entradas do estádio é visível a quantidade de fissuras nas paredes.