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GRANDE ENTREVISTA

Rui Santos: ‘SISTEC factura entre 70 e 80 milhões de dólares’

Presidente do Conselho de Administração da SISTEC, empresa pioneira do sector das tecnologias em Angola. Começou com 27 funcionários e hoje emprega 741, todos d

Como é que um auditor se apaixonou pelas tecnologias ao ponto de hoje ser o líder da maior empresa deste sector no país?

Comecei a trabalhar aos 14 anos e a minha primeira profissão foi fotógrafo. Eu trabalhava numa empresa de fotografias na Gabela. O meu segundo emprego foi como vendedor de porta em porta. Vendia livros e quadros célebres, ou reproduções de quadros célebres, enquanto tirava o meu curso de perito contabilista. Quando acabei o meu curso, apesar de ter bastante sucesso nas vendas, tive de manusear o que tinha aprendido na escola: a contabilidade. Então, comecei a trabalhar como auditor na Price Water House, depois sai e fui trabalhar para duas ou três empresas como controller. Daí vem a tal questão de ser auditor, mas a minha profissão, de verdade é perito contabilista.


E o perito dirige a maior empresa de tecnologia…

Depois da independência assistimos a um fenómeno que foi: as empresas começaram a ficar desfalcadas de quadros. A independência apanha-me numa empresa chamada Abbot Laboratórios. Éramos 11 no início e depois acabamos por ficar cinco. Todos nós tivemos de fazer todo o tipo de trabalho que envolvia a gestão da empresa no seu dia-a-dia.

Então, eu de “controller”, que era o contabilista, tinha de fazer mais coisas. Foi aí o meu primeiro embate contra coisas que não entendia e tive de aprender. Foi assim que aprendi a trabalhar para o porto, aeroporto, a ir entregar medicamentos. Inclusive, aprendi o que é que são os medicamentos. Tive de tirar um curso de delegado de propaganda médica nessa altura. Depois o Abbot fechou e tive de trabalhar numa empresa de comunicações, que era a PLACER.

É aí que começa o meu baptismo de fogo nas tecnologias. A PLACER era uma empresa de centrais telefónicas e era responsável por 50 por cento das comunicações públicas no país.

Quando digo responsável, refiro-me que era fornecedora dos 50 por cento das comunicações públicas. Também fui contratado como contabilista, mas tive de me envolver em todos os assuntos relacionados com coisas que não tinham a ver com o cargo que exercia na empresa, devido à carência de quadros que existia. Então comecei a envolver-me nas tecnologias e a aprender muitas coisas relacionadas com ela. Eu na PLACER era um quadro angolano e a empresa era portuguesa, mas tinha quadros expatriados. Havia uma diferença salarial muito grande entre os quadros expatriados e angolanos. Entendi nesta altura que, devido aos trabalhos que fazia, extrapolavam, perfeitamente, para aquilo que tinha sido contratado.


Não era justa a diferença, porque os expatriados ganhavam 10 vezes mais do que os angolanos. Então, na altura, pensei que ou me pagavam o mesmo ou saía. Eles não pagaram e saí. Fiquei desempregado.


Quando é que foi isso?

Na altura, Angola tinha apostado numa economia híbrida. Após 1975, o Estado deu um tempo para que todas as empresas e pessoas registassem os seus bens e as suas propriedades.

Mas neste espaço de tempo, até 1981, não foi permitida a criação de empresas novas. As empresas que existiam eram integradas na chamada economia socialista planificada e a diferença entre elas e o Estado era a propriedade. Em vez de ser uma propriedade pública era uma propriedade privada ou até, em alguns casos, propriedade mista. Ainda em vida, no tempo do Presidente Agostinho Neto foram passadas as primeiras decisões no sentido de permitir a criação de novas empresas privadas, e as decisões acabaram por ter lugar em 1981.


Foi assim que surgiu a PROTÉCNICA, que foi a primeira empresa privada nova criada após a independência.

Foi um projecto pessoal?

Sabendo da limitação de não poder criar uma empresa nova e uma vez que não me via como funcionário público, decidi, em primeira instância, encontrar um lugar nas empresas antigas que existiam. E até tinham sido minhas clientes no tempo da Price Water House. Eram empresas que tinham já donos muito velhos, então tentei falar com eles se estavam interessados em desafios novos com projectos também novos. Tentei isso em duas empresas mas, efectivamente, não resultou. Numa dessas empresas encontrei uma pessoa, que foi o meu primeiro sócio e tinha ideias parecidas com as minhas. Junto fizemos a PROTÉCNICA. Surgiu no dia 1 de Julho de 1981.


Qual foi o caminho percorrido até ao surgimento da SISTEC?

Ao meu sócio, mais tarde juntou-se um terceiro sócio, um ex-colega meu da escola na Gabela. A PROTÉCNICA teve bastante sucesso naquilo que fez, éramos considerados, na altura, os chamados “Reis das Fotocópias”.

Estamos a fazer o subsídio de desemprego a outros países, não estamos a criar condições para nós.
Introduzimos uma marca nova de fotocopiadoras, a MINOLTA, os computadores e pc’s. Também quis informatizar a PROTÉCNICA, mas a Economia Socialista Planificada tinha limitações no que diz respeito à forma de trabalhar. Cada sector tinha normalmente quatro marcas. A nível da informática não havia pc’s, só havia os mainframes. Por conta e risco decidi importar computadores próprios, para o primeiro processo de informatização da PROTÉCNICA. Inclusive, tiveram de ser ‘contrabandeados’ como calculadoras científicas, porque com a classificação computador não podiam entrar. Como computadores como tal só podiam entrar a IBM, Olivetti, NCR e Roberttran. Então, com base nesta experiência e no próprio interesse tecnológico dos Pc’s e com o apoio do Ministério do Comércio Interno, na altura, algumas pessoas deste organismo, começamos a criar um núcleo que deu origem ao primeiro PC angolano uns anos mais tarde: o P3. Antes disso trabalhamos nos sistemas operativos CPM, processadores Z 80 e programação em Cobol. Fizemos a nossa informatização e ao mesmo tempo criamos um núcleo que deu origem a uma série de evoluções, com interesse de alguns carolas como eu. A PROTÉCNICA em si trabalhava em comunicações, com os PC’s, tinha centro de fotocópias em todo o país. No fim já, lá nos anos 89, ficamos distribuidores da marca Mitsubishi. Fomos nós que introduzimos as viaturas Mitsubishi em Angola. Quando nós começamos, a Mitsubishi só tinha uma viatura no país e quando a PROTÉCNICA acabou estávamos com um parque vendido só por nós de cerca de 1.100 viaturas, além dos carros que foram importados por terceiras pessoas, chegavam aos 2 ou 3 mil.


A criação da SISTEC surgiu apenas depois de a PROTÉCNICA ter cumprido o seu papel?

É assim. Nos éramos três sócios.


Felizmente em termos financeiros nunca houve qualquer problema entre nós. Havia questões que tinham a ver com estratégia. Quando foi da assinatura dos Acordos de Nova Iorque, eu pessoalmente vislumbrei que ia haver uma mudança radical na política do nosso Governo. Nós iríamos mudar aquilo que se chama uma Economia Socialista Planificada que, apesar de haver muitos críticos, eu pessoalmente acho que tem muitos aspectos, que se calhar era um cenário bastante interessante para Angola.

Mas vamos esquecer isso, é passado.

A Economia Socialista Planificada ia mudar para uma Economia aberta.

Os meus sócios não quiseram aceitar que tínhamos de mudar radicalmente, tínhamos de fazer 180 graus na nossa forma de trabalhar. Isso começou a agudizar a situação entre nós e, em primeira instância, decidimos dividir a empresa em três partes. Cada um tem as suas ideias, vamos então dividir a empresa em três partes. Era para fazermos uma holding e não separar a PROTÉCNICA. Um dos sócios ficaria com a área das viaturas, outro com as comunicações e eu ficava com a área das tecnologias. Continuamos cada um a fazer o desenvolvimento de acordo com os seus princípios, porque da forma como estávamos a funcionar dentro da PROTÉCNICA não conseguimos ter um consenso capaz sobre o que se preconizava a seguir, que era uma abertura absoluta do mercado. Em minha opinião, não era a opinião, obviamente, deles.


Então a SISTEC acabou por ficar com as tecnologias. A empresa era detida em 100 por cento pelo empresário Rui Santos?

Na altura em 100 por cento. Outra coisa que também os meus sócios não queriam abdicar era o princípio de que os valores de uma empresa são os trabalhadores e não a propriedade. O mais importante é o trabalhador. E vislumbrando a abertura do mercado, sugeri que partíssemos rapidamente para a criação de uma sociedade anónima, inclusive preconizei que, de imediato, ia haver a Bolsa de Valores. Portanto, devíamos criar um estatuto na nossa empresa, pela qual fossemos capazes de criar um programa chamado ‘Stock Options’ para os trabalhadores. Para que eles não só fossem trabalhadores com seu salário, mas que tinham também um interesse directo naquilo que a empresa fosse e que se tornasse.

Contribuindo para o seu crescimento e obviamente tirando partido dos dividendos. Eles não concordaram com isso. A PROTÉCNICA dividiu-se, a SISTEC começou a caminhar pelos próprios pés. A tal questão da holding acabou por não fazer sentido, fizemos uma reunião e acabamos com este princípio. Cada um caminhou pelos seus próprios pés.

O nome foi sempre SISTEC? Desde 1 de Julho de 1991 sempre foi SISTEC.Como está a empresa hoje?

A SISTEC começou com 23 trabalhadores herdados da PROTÉCNICA, com a divisão de equipamentos de escritórios e informática também herdados desta empresa. Tinha umas instalações com cerca de 700 metros quadrados, que é no edifício velho onde começou a SISTEC. Hoje somos 741 trabalhadores, estamos em 10 cidades, temos 15 lojas e um volume de vendas aceitável na fasquia dos 70 e 80 milhões de dólares por ano. Só para ter uma ideia o valor patrimonial quando começamos era de cerca de um milhão e meio de dólares, hoje devemos estar a rondar os 200. Não se confunda com dinheiro, ronda os 200 ou um pouco mais. E o nosso volume de vendas, na altura, seria dois milhões. Hoje facturamos qualquer coisa próxima dos 70 milhões.


Não se sentiria de alguma forma injuriado se lhe disséssemos que conseguiu erguer um império?

Não fui eu. O aspecto fulcral que gostaria de incidir é o seguinte: o programa que eu iniciei em 1 de Julho de 1991 abraçou a tal questão do ‘Stock Options’ para os meus directores e os meus trabalhadores. Esse programa ‘Stock Options’ ficou à espera da Bolsa que ainda não está a vigorar, mas criei um sistema próprio em que os nossos trabalhadores estão envolvidos no crescimento da empresa. Neste programa de Stock Options que foi implementado eu hoje tenho apenas qualquer coisa na fasquia dos 20-25 por cento. O resto é dos trabalhadores, que são accionistas. Quem ergueu não fui eu, foram estes 741.


Mas o senhor é o líder…

Dei o pontapé de saída. Isto é como no futebol, dá-se o pontapé de saída, mas depois tem que se correr.


No site da vossa empresa encontramos uma série de participadas, desde a TECNISOM até à TOPSIS. Estás empresas existem mesmo?

Somos lesados. Não é só com a SISTEC, há mais três ou quatro empresas em Angola capazes de fazer determinados tipos de trabalhos.
De todas as empresas a única que existe ainda é a EMOP, se não me engano, que é a Divisão Industrial. Ainda existe, embora esteja na eminência de ser transformada numa divisão da empresa. Isto foi um outro cenário que também aconteceu, porque no princípio pensávamos em criar várias empresas para gerir áreas de negócios específicos. E com estas várias empresas, nós facilitávamos todo o trabalho do posicionamento nacional. Na prática não resultou e acabamos por ter problemas sérios, em que nos obrigava a nós, accionistas principais, a estar permanentemente a intervir quer admnistrativamente, quer financeiramente e quer mesmo a resolver problemas jurídicos nessas empresas. Isto porque talvez escolhemos as pessoas erradas nestas participações ou talvez porque, simplesmente, Angola tem uma burocracia muito entranhada. E cada empresa era uma dor de cabeça, alvarás, documentos, etc. Então essas empresas todas acabaram por se fechar e ficamos só com uma ou duas se não me engano. Acho que é a EMOC e outras. Essas empresas tornaram-se divisões da SISTEC e se reparar no site vai notar as que estão com actividades suspensas. Elas existem juridicamente, mas estão com actividade suspensa.

Quais são as divisões mais rentáveis dentro da própria SISTEC?

Isso não podemos dizer que há uma divisão mais rentável que a outra. Um ano uma é mais rentável que outra e no ano seguinte se inverte a situação.

Mas digamos que, se procuramos encontrar consistência, a Divisão mais rentável ao longo dos 19 anos que a SISTEC tem, eu diria que é a Divisão de Informática. Porque é aquela que tem mantido uma consistência permanente. A nossa Divisão de Sistema é muito importante, porque desenhamos sistemas de comunicações integradas, civis, para-militares e militares, incluindo cifras, satélites e todo o tipo de comunicações que tem a ver com um ministério ou mesmo um país. Desenhamos, desenvolvemos, instalamos e colocamos a funcionar tipos de sistema de televisão e rádio, seja FM, AM, Ondas Curtas. Mas são negócios sazonais, não é como uma Informática ou equipamento de escritório em que há uma constância no processo. A outra divisão que tem tido um crescimento muito grande nos últimos tempos é a de som, onde nós de facto não esperávamos. Neste momento devemos ser os líderes a nível do Som e Public Aderesing.


Confirma que a nível de Sistema e Informática a SISTEC está com a maior fatia do nicho do mercado?

Não confirmo isso.


Mas vocês estão com entidades como o Banco Nacional de Angola, alguns ministérios, entre os quais o da Defesa?

São nossos clientes e compram os produtos na SISTEC. Agora há neste momento um factor que desvirtua as condições do mercado que são os concursos públicos, que trouxeram para o mercado alguns operadores que, apesar de serem empresas nacionais, são empresas que vêm com muitos expatriados e trazem soluções do exterior do país. Essas empresas detêm hoje o grande volume de negócio do país na área de Informática, quer a nível do Estado como de bancos.


Já há muita concorrência?

Há muita concorrência.

Leal ou desleal?

Leal ou desleal aqui é questionável, porquanto é legal. O ser leal ou desleal competiria ser definido se existisse um órgão que definisse determinados parâmetros, no caso de traçarem algumas bitolas em comparação com aquilo que são os concursos, como é feito, quem pode participar, as empresas nacionais ou estrangeiras.

Actualmente há muita concorrência, ela é toda legal. A lealdade passa por um conjunto de princípios que, infelizmente, não existem ainda no país.


Numa entrevista que concedeu há anos a um dos jornais angolanos o senhor levantou a questão das obrigações fiscais por parte destas empresas estrangeiras. O que pretendia na realidade?

Um dos princípios que é fundamental na lealdade e condições de concorrência consiste que essas empresas sejam todas residentes fiscais, isto para que todos possam obedecer aos mesmos parâmetros e funcionar de acordo com as mesmas regras.

Quando há uma empresa estrangeira que vem a coberto de outra nacional, e essa empresa estrangeira acaba por expatriar o grosso do volume de transacção como custo de vendas, essa empresa não está a ser verdadeiramente um residente fiscal. Não está a colocar no país o lucro verdadeiro da transacção. Então, pelo menos que pague no seu país de origem, mas mesmo neste caso é questionável está investigação. Nós sabemos que há várias formas de fazer isso através de paraísos fiscais.

Na prática o que é que tem acontecido? Essas empresas pagam ou não?

Não compete a mim dizer isso.


Mas como um dos pioneiros do sector da informática não se sente lesado?

Somos lesados. Não é só com a SISTEC, há mais três ou quatro empresas em Angola capazes de fazer determinados tipos de trabalhos. O que se passa é que em alguns casos a forma como os concursos são feitos não permite que as nossas empresas tenham mesmo hipóteses de ganhar.


Em que tipo de actividades é que há essas dificuldades?

A nível do Estado, dos bancos, que são sectores do mercado que exigem alguma especialidade. A nível dos bancos é mesmo muito difícil, mas a nível do Estado acho que deveria haver uma maior atenção às empresas nacionais.


Será por isso que tem defendido questões como a segurança de informação neste sector?

Sim. Falei disso, falei do chamado domínio ‘Código Fonte’. Tenho falado muito da questão da dependência de quadros estrangeiros no domínio de determinados softwares e determinadas operações que envolvem os nossos organismos do Estado. Como disse, isso não compete a mim, deveria existir um órgão regulador que tivesse como objectivo controlar essas coisas, porque não tenho informação toda para poder fazer esse tipo de informações com 100 por cento de propriedade.


O senhor é membro da associação tecnológica, ainda não sugeriram a criação desta instituição reguladora?

Somos membros. Já sugerimos e há passos neste sentido. O novo Ministério das Telecomunicações e Tecnologias da Informação acho que tem ideias sobre o assunto, mas é um ministério muito novo. O que gostava de referir é que nos últimos quatro anos valores na fasquia dos 10 biliões de dólares já foram feitos em negócios nestas áreas que, sob meu ponto de vista, muito pouco beneficiaram empresas angolanas.


Nessa fasquia não ficou nada com os angolanos?

Não tenho elementos, mas posso dizer que muito pouco. Foram feitas com empresas angolanas, mas grande parte deste volume de transacções acabou por não passar pelo tal processo de residência fiscal que referi há pouco.


Independentemente desta questão, a SISTEC goza ou não de saúde financeira?

Não nos podemos queixar, estamos a evoluir e a crescer, tal como acontece com o país.


O senhor Carlos Melo, um dos responsáveis da vossa empresa, falou, inclusive, em entrevista a uma publicação da embaixada norteamericana que agora são parceiros internacionais que vêm procurar a SISTEC e não o contrário. Isso corresponde à verdade?

Confirmo. O que se passa é que nos últimos seis anos Angola passou pelo mapa dos interesses internacionais.

No passado para se conseguir falar com alguém de uma dessas grandes corporações era muito difícil. A crise económica internacional fez com que esses países ou empresas tivessem de olhar para outros mercados.

Perfil

De trato fácil e com sorrisos, Rui Santos contou aos repórteres de O PAÍS que foi feito no Quitexe, Úige, mas nasceu no hospital do Bungo, no Huambo. Foi na Gabela com apenas um ano de idade e viveu nesta vila até aos seus 17.

Está em Luanda desde os seus 17 anos. Nunca saiu, como o próprio fez questão de salientar.

Tem dois filhos, interessa-se pelo atletismo, tendo em conta que foi fundista na sua adolescência. Só bebé água e sumo.

“Quer saber qual é o meu prato preferido?”, questionou o próprio, que respondeu: “funje de peixe”.

A empresa que ajudou a erguer é membra da AIA, CECIA, UAS Chamber of Commerce, Fundo Lwinny e pertence a comissão Instaladora da Associação Tecnológica de Angola.

A criação da Ordem dos Contabilistas e Auditores é outra empreitada em que o empresário se envolveu. A SISTEC que ele dirige é a principal patrocinadora do Grupo Desportivo do Maculusso, nas modalidades de andebol e basquetebol feminino, nos escalões de iniciados, juvenis e juniores.

“Os seniores custam muito dinheiro, não temos como suportar”, garantiu.


Então Angola ficou no ‘Stop Light’ porque tem petróleo, um volume de transacções aceitáveis, a economia cresceu de 6 para 42 biliões de dólares num espaço de tempo de cerca de sete anos, que é algo muito volumoso.

E como tem petróleo, Angola pode pagar. De repente as grandes empresas aparecem em Angola. Quando chegam tentam, imediatamente, ou fixar-se, que é muito dispendioso, porque além disso desconhecem o mercado. Olham para quem são os parceiros potenciais e a SISTEC aparece com bastante relevância. E há muita gente a procurar a SISTEC, mas só que a empresa também tem compromissos. Trabalhamos com empresas de comunicações do tipo A e não podemos usar produtos concorrentes desta mesma empresa.

Muitos destes convites são declinados porque já temos compromissos assumidos com outras marcas.


Quais são as grandes marcas que representam hoje?

IBM, XP, Konica Minolta, Kenwood, Thuraya, são várias. Elas estão no site da empresa. Desde a tecnologia a área do desporto. Tem uma na área de som.


O que é que representa o prémio que receberam da IBM a nível da África Austral?

Nós recebemos já quatro prémios, se não me engano. É sempre bom para o ego receber este tipo de prémios.

Mostra que nos países controlados pela IBM na África Austral temos sido salientes, mas financeiramente não tem grande peso. Essas empresas não avaliam os prémios com base no volume de negócios, mas sim no tamanho do mercado, as dificuldades. A SISTEC tem-se salientado em relação a IBM e outras marcas, como empresa que tem passado bem nas comparações. Se olharmos para um país como as Ilhas Maurícias, eles receberam da Tecnoghim dois prémios, mas o mercado é muito pequeno. Por isso, os prémios têm muito a ver com o tamanho e as dificuldades do mercado.


Angola é um mercado que começa a ser difícil. A SISTEC conseguiu afirmar-se?

Concordo. Temos apostado essencialmente em quadros angolanos, não temos quadros expatriados. Não é que tenha alguma coisa contra os expatriados e gostava de salientar este aspecto. Somos a favor dos chamados residentes fiscais, se alguma vez houver expatriados a trabalhar aqui eles têm de ser 100 por cento residentes fiscais. E é essa a posição que nós defendemos, eles têm que ser residentes fiscais de facto. Saliento aqui este aspecto porque há muitos residentes fiscais em Angola que não são de facto residentes fiscais.


Há dois anos ou três, o senhor chamou a atenção sobre a demanda de mão-de-obra expatriada, principalmente portugueses, chineses e brasileiros. O que é que defende?

Então vamos aqui voltar atrás.

Onde é que há a grande concorrência e onde é muito difícil trabalhar? Houve um momento em que Angola estava mais ou menos isolada das linhas de crédito. Quando aparece que tem a linha de crédito do Brasil ou da França, por exemplo, essas linhas obrigam a que 85 por cento do conteúdo fornecidos ao abrigo dela sejam da origem do país. Isso cria uma desigualdade nas condições de concorrência, porque não temos como concorrer num projecto em que uma determinada empresa alemã (estou a falar no sentido figurado), ao abrigo da linha de crédito entra no Ministério A e propõe uma solução em que 85 por cento do conteúdo tem que ser estrangeiro.

Isso acontece em relação a Portugal, o Brasil e agora Alemanha, Inglaterra e, salvo erro, Canadá e Bélgica. Portanto, o volume de transacções, a capacidade de as empresas angolanas irem buscar negócios dentro dos tais 42 biliões de dólares da economia é cada vez menor. O país está muito dependente das linhas. A linha da China é uma linha com características técnicas e que foram negociadas de forma diferente, mas que na prática funciona da mesma maneira.


Isso é assim tão perigoso para o país?

Eu acho que é muito perigoso para o país, porque estamos a amarrar-nos.

Estamos a fazer o subsídio de desemprego a estes países, não estamos a criar condições para nós. Como disse, 85 por cento do volume de transacções tem de ser do país de origem da linha e não estamos a criar condições em Angola. Estamos a ficar dependentes destes países e destas linhas.


O que é que representou a Nexus para a SISTEC, tendo em conta que foi uma das poucas empresas que se habilitou ao sector das telecomunicações?

O que se passa é que em alguns casos a forma como os concursos são feitos não permite que as nossas empresas tenham mesmo hipóteses de ganhar.
A NEXUS surge quando nós já tínhamos uma empresa em que éramos parceiros, a TELECEL, uma empresa operadora de circuitos de dados por satélite, em que tínhamos 15 por cento. Depois tínhamos a Netangola. A determinada altura o Estado, através do seu órgão regulador que é o INACOM, lançou um concurso público para quatro licenças de operadoras de comunicações fixas. A SISTEC viu que não tinha peito para competir sozinha, então aliou-se à Ebonet, falou com os outros accionistas da TELECEL, juntamo-nos e fizemos um consórcio para nos candidatarmos a uma das licenças. Essa licença foi obtida e nós começamos a trabalhar. Integramos aqui o nosso principal concorrente, na altura, a nível de SP que era a EBONET, a NETANGOLA, TELECEL e fizemos um trabalho no sentido de conseguir nos tornarmos o primeiro operador de comunicações fixo, além da Angola Telecom. O projecto teve problemas e pela primeira vez na vida a SISTEC recorreu a financiamentos bancários.

Estamos a falar de 8 ou 9 anos atrás.

A SISTEC só tinha 25 por cento desta empresa. Eu pessoalmente fui a pessoa que estava para ser nomeada como presidente do conselho de administração da NEXUS, a outra pessoa indicada, infelizmente, foi-lhe indicado um outro trabalho numa empresa do Estado. Ele era do Estado e teve de cumprir o mandato, então acabei por ser nomeado PCA da NEXUS. Na altura, larguei durante três ou quatro anos a SISTEC, estive a funcionar como PCA da NEXUS. Neste espaço de tempo a empresa cumpriu tudo que o órgão regulador tinha determinado, inclusive a central pública telefónica, que era o número 222 da Angola Telecom e o 222 da NEXUS. Depois emperramos um aspecto, tínhamos feito 70 por cento do investimento, para isso recorremos a financiamentos, para fazer a tal voz das comunicações telefónicas. E um pressuposto de que as chamadas indirectas e a questão da Lei permitidas e possíveis.

Acontece que os outros operadores fizeram tudo para impedir as chamadas indirectas.

Quem são esses operadores?

A Angola Telecom, Movicel e a Unitel.


Queriam prejudicar a NEXUS?

O que se passa é os timings. Eu teria feito exactamente o mesmo que eles fizeram. Eles sabiam que a NEXUS ao aparecer com as chamadas indirectas iria tirar-lhes uma pequena fasquia e podia beneficiar da quantidade de utilizadores que já existiam. Na altura seriam alguma coisa como dois milhões. Então, o que se passou foi que eles fizeram tudo para atrasar o processo de interligação. A NEXUS tinha um financiamento e o tempo de graça do financiamento acabou, o banco começou a exigir o dinheiro e criou uma situação de dificuldade técnica de gestão.


Foi por isso que decidiram vender a NEXUS?

Os accionistas todos reuniram-se e chegamos a uma conclusão que tínhamos de usar o foro jurídico para obrigar os outros operadores a fazerem as interligações, mas isso de qualquer forma iria demorar muito tempo. Na altura, os accionistas optaram por uma solução que seria vender a empresa. E essa venda foi feita a MSTelcom.


A venda foi rentável?

Pagou as custas que as empresas participadas todas tinham feito e recuperaram os seus fundos. Mas não se pode dizer que ganhamos dinheiro.


Quanto custou a transacção?

Isso foi público. Foram 8 milhões de dólares.

Não pensam concorrer mais no sector das telecomunicações? O que se passa agora é que há uma questão que tem a ver com as licenças.

O órgão regulador é que tem que emitir as licenças. Só foram emitidas quatro licenças. E ponto final. Neste momento, para que nos possamos candidatar seja a que actividade for a nível das telecomunicações, o Estado tem que fazer uma nova licença. Se o Estado fizer isso a SISTEC irá concorrer. Como sabe, esses concursos são públicos.


Tendo em conta as dificuldades que as empresas de telecomunicações apresentam, acha que o Estado deve atribuir mais licenças?

Vou ser franco: acho que não. É necessário deixar que os operadores actuais consigam fortalecer-se o suficiente para serem capazes de concorrer. Se nós metermos muitos operadores estaremos a diluir o negócio. O que se passa é o seguinte: a rede fixa é pouco rentável sem as chamadas indirectas. Acredito que as chamadas indirectas vão tocar no negócio dos outros operadores e não é do interesse deles.

Há quatro que já estão com dificuldades tremendas para crescer, criar mais uma vai ser diluir o negócio. Portanto, sinceramente, acho que a solução passa por o órgão regulador obrigar os actuais licenciados a fazerem mais investimento ou até cumprirem o que está estipulado no caderno de encargo que foi inicialmente colocado.

“Ensino virtual está avaliado em 13 milhões de dólares”

O senhor tinha um projecto de ensino virtual com base numa experiência brasileira. Como é que está?

Está no ar. Finalmente os ministérios das Tecnologias e o das Tecnologias de Informação, juntamente com o Ministério da Educação, chamaram-nos para conversarmos sobre o assunto. Ele já esteve muito perto de começar e parou. A segunda vez foi quando começou a NEXUS e também parou por razões financeiras. Agora cremos que estamos em condições de podermos iniciar. O projecto consiste na escola virtual, em que vai ser colocado desde a 4ª até à 12ª classe todo o conteúdo programático angolano. De forma que o estudante vai a internet usa, quer com um professor sem mestre ou então como um explicador.

No fim é emitido um certificado que terá depois de ser confirmado pelo Ministério da Educação.


O que lhe levou a aderir a este projecto?

Foi carolice. O que se passa é que desde 1981 temos centros de formação na SISTEC, onde começamos por ensinar informática. Estes centros existem em todas as filiais. No fundo não penso no assunto hoje e amanhã já não penso. É um processo evolutivo que tem dado origem a uma linha de pensamento no sentido de simplificar o processo de adquirir conhecimento.

Angola tem, de facto, um grande problema na questão da educação, a guerra fez com que muitas escolas ficassem paralisadas. Posso até dizer que, talvez, umas três gerações da nossa sociedade passaram por um processo de ensino quase nulo, então é necessário criar mecanismos para acelerar o ensino.

Pensamos neste processo, que é muito caro e tem que ter o respaldo do Governo. Não é um projecto lucrativo.


Já têm garantias de que isso vai avançar desta vez?

Garantias não temos. Temos apenas manifestações de interesse de que o processo finalmente vai começar a rodar. Isto também cai em cima da crise económica e das restrições orçamentais, da nossa dependência das tais linhas de crédito. Neste momento, uma boa parte do nosso orçamento depende das linhas de crédito. Não sei qual é a capacidade que os ministérios vão ter de gerir ‘dinheiro angolano’.


Em quanto é que está orçado o projecto de ensino virtual?

Treze milhões de dólares.


Acha que um processo como este poderá vincar num país como o nosso, onde muitos não têm acesso a um computador e muito menos à internet?

Não têm, mas vão ter a curto prazo.

O Estado fez uma aposta muito forte nas tecnologias de informação que ainda não se estão a ver, mas serão vistas a muito curto prazo. Estamos a falar das redes de fibra óptica que demoram muito tempo para serem instalados, do Infrasat com uma rede de satélite a nível nacional, estamos a falar do satélite angolano que dentro de dois anos vai ter o Fitprint sobre o país, assim como das próprias redes privadas da Movicel, MSTelecom para disseminar a internet pelo país. Portanto, eu acredito que, se calhar, vai começar a haver excesso de oferta dentro de dois anos.


Como membro da associação tecnológica acredita que as pessoas hoje já têm mais acesso aos computadores?

O que eu acredito é que o preço cai de tal forma que dentro em breve vai haver computadores no mercado para que todas as famílias possam adquirir pelo menos uma unidade. Portanto, acredito que começa a haver computadores na fasquia dos 500 dólares a grosso modo.


Isso significa que os angolanos têm mais acesso às tecnologias?

Não é hoje. Mas nos próximos dois ou três anos vamos começar a assistir a uma curva a crescer, em que o preço dos serviços vai ser melhor.


O que acha do Parque Tecnológico que o Governo pretende construir?

Não conheço muitos pormenores destes projectos, mas faz parte do pacote que está a ser implementado e vai-se começar a sentir o efeito num curto prazo. Diria que entre 2010-2014 vamos ter uma curva ascendente a nível das tecnologias, tanto a nível de PC’s como de ofertas de serviços.


Com isso poderá aparecer o cybercrime?

Obviamente que sim. Felizmente Angola neste momento não é ainda um alvo. Como nós não estamos num processo em que o nosso i-government ainda é muito limitado, o uso das tecnologias de informação no nosso dia-a-dia, como os ATM’s, pagamento de cartão de crédito ainda não é muito utilizado. O cybercrime vai acompanhar o nosso processo evolutivo, também não temos como fugir a ele. Todas as empresas, ministérios e operadores que vierem a trabalhar vão ter que, obviamente, defender-se contra isso.

A própria Polícia vai ter de ter uma área própria para lidar com esse tipo de crime. O órgão regulador vai ter normas e regras sobre o cybercrime e o ministério da Justiça vai ter que ter instrumentos jurídicos para resolver os problemas.

A mesma curva que vai melhorar a nossa vida a nível tecnológico vai ser atravessada pela curva do potencial do cybercrime.


Quando é que Angola poderá ter uma instituição à semelhança do Massachussets Institute of Tecnology (MIT), nos Estados Unidos?

Acho que nunca, vai ser muito difícil.

Porque a forma como nós funcionámos não nos permite neste momento pensar desta maneira. Foram feitas algumas experiências mas que não resultaram. Para que haja órgãos tipo o MIT nós não podemos depender das linhas de crédito, temos de ser nós a tomar as nossas decisões. Não pode haver brasileiros, portugueses, coreanos ou chineses a fazerem o nosso programa. Os nossos programas têm que ser feitos por angolanos, operados por angolanos.


As empresas angolanas de tecnologia estão unidas? Como é que num grupo de 57 empresas, menos de sete contribuíam para a associação tecnológica?

A Associação Tecnológica foi criada a pedido da Comissão Nacional de Tecnologia de Informação (CNTI), que foi criada e tem 35 membros. Dentro das entidades, salvo erro, há três que são entidades privadas em forma de associação. A pedido do CNTI foi criada a Associação Tecnológica, que tem a comissão instaladora e depois parou por problemas financeiros, no sentido de criar um secretário-geral capaz de tomar conta dos seus destinos. Tem que ser uma pessoa bem paga e isenta.

Essa é difícil de se encontrar e tem que se ter recursos financeiros para se pagar. Não foram sete, só há cinco empresas que pagaram.

Quando as coisas estavam a correr bem, há um processo em que o CNTI, que creio que passou para o Ministério da Tecnologias. Estamos a aguardar que a poeira acabe dentro do ministério para apresentarmos, reapresentarmonos junto do MPTI, para tentarmos obter alguns apoios para que a associação possa existir e cumprir o seu papel na sociedade. Portanto, este é o processo que existe. Este ano vão ser feitas algumas reuniões e vamos tentar mobilizar mais membros. Havia 54 membros, agora há mais.

“Sucesso da empresa está nos trabalhadores e clientes”


Em que pé está a construção dos hotéis?

A SISTEC a determinada altura decidiu enveredar para a solução de uma rede de nove hotéis. Estão neste momento dois construídos e a funcionar, um no Huambo e outro em Benguela.

Estão três em fase de acabamento, em Cabinda, Lubango e Sumbe. Durante o próximo ano, os outros serão concluídos. O último será de Luanda. É um edifício de 15 andares e muito caro, por isso será o último a ser construído.


Como é que está o projecto do Hotel de Luanda?

Temos já o plano de massa e vamos entrar agora em fase de proposta para obter os financiamentos necessários para a construção desse edifício.


Em que área de Luanda será construído?

Aqui onde está o campo, serão dois edifícios, duas torres. Uma torre será a SISTEC e a outra o hotel. Serão quinze andares.


Como é que está a construção da zona turística em Benguela, numa antiga fábrica?

Era a Mampeza, mas ela foi vendida.

Não era um projecto turístico, mas sim um condomínio com 138 vivendas, um shopping e 72 mil metros quadrados. Não foi aprovado. Lutamos para tentar obter autorização, mas chegamos a um momento em que tivemos de desistir porque estávamos a perder demasiado tempo. E os projectos também são muito caros. A gestão das empresas acontece com deadline, quando uma coisa não acontece partese para outra. Não podemos estar a chorar pelo leite derramado. Neste projecto só tínhamos 30 por cento.


E projectos para o futuro?

Temos os projectos da hotelaria e o do desporto que temos de consolidar nos próximos dois anos.


Porque é que a expansão da SISTEC acontece principalmente no litoral e não no interior?

Isso tem a ver com dois fenómenos.

Todos os gerentes das nossas filiais são pessoas residentes nestas cidades, sempre estiveram lá e nunca saíram.


É verdade que alguns começaram como responsáveis de cybercafés?

(Risos).É o caso de Cabinda.

São pessoas que sempre estiveram nestas cidades e nunca saíram de lá.

Conhecem o meio e têm lá as suas famílias. Decidiram fazer daquelas cidades os seus lugares de residência.

A primeira dificuldade que temos tido é a obtenção de pessoas com essas características noutras cidades que não sejam aquelas em que nos encontramos. A segunda dificuldade tem a ver com estradas, temos viaturas a circular permanentemente e a transportar mercadorias de abastecimentos para as nossas filiais. As cidades mais remotas não têm vias de comunicação que permite a garantia do fornecimento de forma que as mercadorias cheguem a um preço aceitável. A via aérea é muito cara e desaparecem muitos produtos. Segundo, na via terrestre o transporte parte completamente as viaturas, em algumas cidades é muito difícil. Com as novas estradas a serem construídas e com o crescimento, obviamente, do interior nós vamos continuar a crescer. Mas em algumas cidades o preço das instalações são maiores que Luanda. Terceiro: é mais caro abrir, por exemplo, uma filial em Malanje do que em Luanda.


Como poderíamos resumir o sucesso da SISTEC?

O sucesso da SISTEC deve-se essencialmente, por um lado, aos trabalhadores, que fazem com que todos os dias os clientes nos prefiram em relação a outras empresas. O segundo factor é os nossos próprios clientes, temos registado 85 mil clientes, embora nem todos sejam 100 por cento activos. O terceiro ponto é os produtos que nós temos, que têm uma boa equação qualidadepreço. Tudo que temos fornecemos e oferecemos assistência técnica garantida. Oferecemos garantias e assistência técnica pós-garantia. Acho que são as três principais razões que contribuíram para o sucesso da empresa.

Dani Costa
8 de Janeiro de 2010
09:18
 
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Comentários

  1. Carlos
    2010-01-08 23:43:31
    Parece um "gigante" em Angola mas nunca tinha ouvido falar desta empresa.Que continuem assim com muito sucesso!Força Angola
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