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Fábrica de LNG pronta em dezembro

A primeira remessa de gás associado ao petróleo para tratamento na planta do projecto Angola LNG pode chegar do bloco 15 ainda no final deste mês, soube O PAÍS de uma fonte ligada ao empreendimento económico.

A fábrica iniciada a construir em 2008 tem os trabalhos já bastante avançados e pode ser inaugurada em Fevereiro ou Março de 2012, quando o primeiro barco com um carregamento de LNG zarpar do porto da fábrica com destino aos Estados Unidos da América.

A construtora do projecto, a empresa norte-americana Becktel, segundo a fonte deste jornal, garantiu a entrega da obra até Dezembro do corrente ano.

Segundo explicações de especialistas, a escolha dos Estados Unidos da América como destino da sua produção radica no facto de ter instalado uma fábrica com recursos tecnológicos capazes de converter o LNG, que sairá de Angola no estado líquido, em gás utilizável para os mais diversos fins.

Na verdade, admitiu haver muitos mais países interessados na compra do gás a ser produzido na cidade do Soyo, província do Zaire.

Por dentro do projecto

A área em que assenta a base do projecto tem uma superfície de 187 hectares projectada para dentro do rio Zaire, resultado da dragagem de terras, tornando teoricamente o país um pouco maior em comparação com os dados conhecidos, em ermos de terra firme. Nesta base de terra dragada já estão construídos os cinco tanques que vão armazenar os derivados do gás associado ao petróleo, nomeadamente o LNG, para a exportação como já referido, o gás butano e o propano condensado para consumo nacional.

Está igualmente montada a instalação onde se dará o processo de clarificação do gás associado, através da eliminação do dióxido de carbono, mercúrio e outros “resíduos químicos”.

Neste momento, já estão interligados os cerca de 500 quilómetros de pipelines que conectam à fábrica.

São tubos de aço de três espessuras distintas para cada bloco submersos a uma profundidade de 900 metros no Oceano Atlântico.

Por esta rede de tubos fluirá gás suficiente para alimentar a capacidade de processamento, 159 mil metros cúbicos, do projecto Angola LNG.

O projecto co-financiado pela Chevron, com a maior participação, Sonangol, Eni, Total e BP tenciona no futuro fazer trabalhos de prospecção e produção de gás natural não associado ao petróleo bruto que será igualmente processado na plataforma do Angola LNG.

Para uma hipotética situação de aumento da demanda do produto foi já reservada numa zona contígua à primeira fábrica um espaço para a construção de uma outra planta de processamento caso as necessidades assim o justifiquem.

Ao todo 7 mil trabalhadores representando mais de 50 nacionalidades passaram pelas instalações da fábrica a trabalhar nos mais distintos ramos para tornar possível o êxito da obra, entre os quais 60 por cento de angolanos recrutados localmente e na cidade de Mbanza Kongo.

Perspectivas de funcionamento

Em relação à operacionalidade do projecto foram dadas garantias de que o mesmo deverá ser integralmente assegurado por quadros angolanos que atempadamente foram enviados ao exterior do país para um rigoroso processo de formação. São maioritariamente cidadãos recrutados nas cidades do Soyo e Mbanza Kongo.

Neste momento, segundo fontes do Projecto Angola LNG, estão a terminar o processo de formação, no Canadá, cerca de 94 técnicos que integrarão os quadros da empresa, tendo já sido formados outros 13, nos Estados Unidos da América.

Custos do projecto

Há apenas a certeza de que é o maior projecto de investimentos alguma vez feito em Angola que vem superar de longe o da Barragem de Kapanda, em Malanje.

Informações não confirmadas no local indicam que foi inicialmente projectado para 8 biliões de dólares americanos, mas uma fonte admitiu que este tecto já tenha sido superado em mais de 2 biliões no Angola LNG.

Este é um projecto pensado em 1997, mas só passados dez anos teve autorização para arrancar. Antes disso, porém, foi objecto de aturados estudos de impacte ambiental em pelo menos 13 áreas de possível implantação da fábrica, tendo a escolha final recaído para o município do Soyo. Como reflexo deste compromisso com a sanidade do ambiente, o projecto reserva uma área de desova para as tartarugas que depois são devolvidas às águas do Rio Zaire, seu habitat natural.

Eugénio Mateus no Soyo
11 de Fevereiro de 2011
11:51
 
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Comentários

  1. manuel soares camati
    2011-02-28 01:22:19
    de facto o projecto e muito bom, mas eu gostaria de saber se existem possiblidade de emprego para pessoa de outra provincia, eu sou formado em mecanica hidraulica e preciso de mas informacoes acerca da companhia angola LNG, as possiblidade de obter trabalho nesta mesma companhia o meu email eo (nelo339@hotmail.com) tel 914038446
  2. Marco na Finlândia
    2011-02-14 11:57:38
    Parabéns
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