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Doze mil pessoas morrem de acidente de viação

Em quatro anos morreram em Angola doze mil e 150 pessoas de acidente de viação, segundo dados estatísticos distribuídos esta terça-feira pela Comissão Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito (CNVOT), na sequência da reunião de balanço sobre sinistralidade rodoviária no país.

De 2006 a 2010, a média mensal de sinistralidade rodoviária em todo o território foi de mil e 96 acidentes, o que correspondeu a 259 óbitos e mil e 64 feridos, números que preocupam as autoridades da Direcção Nacional de Viação e Trânsito.

Nesses anos, Luanda foi a província mais sinistra, registou dois mil e 641 mortos em nove mil 784 ocorrências de trânsito, na sequência de acidentes entre automóveis ligeiros e pesados. A par de Luanda, estão as províncias de Benguela, Huíla, Huambo e Kwanza-Sul, e as estradas com maior número de acidentes são a Estrada Nacional – 230, LuandaViana, as Avenidas Deolinda Rodrigues (ou Estrada de Catete), Pedro de Castro Van-Dúnem e a Estrada da Samba.

Na cidade das Acácias Rubras, os municípios de Benguela, Lobito e Caimbambo tiveram 817 acidentes de viação, 111 mortos e 816 feridos, resultado de colisão entre veículos e motociclos. A província registou 719 atropelamentos, que resultaram em 157 mortos e 607 feridos.

Houve ainda 421 acidentes entre veículos automóveis, 34 mortos e 198 feridos. Na Huíla, Lubango, Matala e Quipungo foram as regiões em que o índice de atropelamentos e colisão entre veículos automóveis foi elevado, segundo balanço da Comissão Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito.

Em termos de atropelamentos, a província registou 341, dos quais 86 mortos e 296 feridos. Nos choques entre veículos houve 339 acidentes, 26 óbitos e 187 feridos. A colisão entre motociclos e veículos deixaram 48 mortos, 266 feridos em 279 acidentes.

No Huambo, o perímetro urbano, o município da Caála e o Bailundo registaram níveis de atropelamentos e choques entre veículos automóveis e motociclos assustadores, refere o documento da Comissão Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito.

Cento e 18 pessoas morreram, 277 ficaram feridos, totalizando 441 acidentes. A província teve ainda 354 atropelamentos, 80 mortos e 206 feridos e nas colisões entre veículos registou-se 140 acidentes, tendo causado 53 óbitos e 183 feridos.

No Kwanza-Sul, em particular nas cidades de Sumbe, Porto-Amboim e Waco-Kungo, houve 200 choques entre veículos e motociclos, 49 mortos e 232 feridos. Os dados mostram que na colisão entre veículos automóveis verificou-se 191 acidentes, 91 óbitos e 222 feridos, sendo que 167 atropelamentos causaram a morte de 31 pessoas e 74 feridos.

Nesse quadriénio, houve oito mil e931 acidentes entre veículos motorizados, tendo como causa principal a condução sob o efeito de bebidas alcoólicas, excesso de velocidade e a violação das regras do trânsito, concluiu a Comissão de Ordenamento do Trânsito.

Os dados da CNVOT frisam que as ultrapassagens irregulares, a mudança de direcção irregular, condução ilegal, excesso de velocidade, falta de iluminação, travessia irregular dos peões, mau estado das vias e falta de travões contribuiu para a morte das doze mil pessoas.

Segundo os dados, os dias da semana com mais probabilidade para ocorrência de acidentes de viação são as quintas-feiras, os sábados e os domingos, em horários que vão das seis às 11 horas, das 18 às 20 e das 21 à meia-noite. O documento recomenda algumas medidas para a redução da sinistralidade rodoviária, que se consubstanciam na realização de operações stop, sinalização luminosa em todas as vias e maior celeridade nos julgamentos para dos incumpridores do Código de Estrada.

Heliportos nas localidades

O Comandante Geral da Polícia Nacional (PN), Ambrósio de Lemos, disse que se está a fazer uma apreciação ao plano estratégico da sinistralidade nacional, de modo a torná-lo mais eficaz nos próximos tempos.
O problema de sinistralidade rodoviária não é somente responsabilidade da Polícia Nacional, os outros parceiros sociais do Executivo também estão atentos e preocupados com essa situação, avançou o responsável da PN.
O Ministério do Interior está a estudar formas de colocar heliportos nas localidades, de forma a garantir maior celeridade no socorro aos sinistros rodoviários, adiantou Ambrósio de Lemos.
O Comandante Geral fez saber que vão reforçar as medidas de controlo dentro e fora das localidades, porque o excesso de álcool, a falta de responsabilidade na via são aspectos que contribuem para os elevados índices de acidentes.
A falta de educação automobilística e o desrespeito ao Código de Estrada são também factores que concorrem para uma condução imprudente, concluiu Comandante Geral.

Sebastião Félix
25 de Fevereiro de 2011
08:56
 
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Comentários

  1. Costa Pedro Gaspar
    2011-10-24 09:00:01
    Executivo deve cooperar com outros país no sentido de diminuir a sinistralidade rodoviária no nosso país a população angolana tem sempre óbito muitos dos quais é por atropelamento,colisões de automóveis,o Ministério da Educação deve ajudar a combater esta problemática atinge todos nos deve ser uma preocupação do estado com a com o auxilio da população em geral.Grato pela atenção.Melhores cumprimentos.Costa Pedro Gaspar
  2. Maria João Martins
    2011-02-25 18:40:17
    Caro Jornalista, é com bastante desagrado que tomo conhecimento dos números de sinistralidade rodoviária no vosso país. Fiz investigação em Portugal nessa mesma área, tendo publicado um livro que resultou da tese defendida.Colaboro com uma associação particularmente direccionada para a problemática da sinistralidade: Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), se considerar que há interesse em contactarmos, estou disponível para podermos conversar sobre este tema.O que acha da possibilidade de organização de um colóquio sobre assunto? Grata pela atenção. Melhores cumprimentos, Maria João Martins
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