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Sinistralidade

Escolas do Nova Vida sob ‘mistério químico’ fecham por 15 dias

Há suspeitas de que o gás que tem estado a provocar desmaios e náuseas aos alunos do Centro PréUniversitário no condomínio Nova Vida tenha origem criminosa, disse a O PAÍS uma fonte escolar local.

Devido à recorrência da contaminação dos alunos da referida escola, a fonte disse que, durante quinze dias, as escolas do recinto ficarão encerradas até se apurarem as causas da contaminação, química seguramente, dos alunos daquela escola.

 A fonte, que é responsável de uma escola adjacente, garantiu que os alunos da sua instituição escolar que não manuseiam produtos químicos no seu laboratório nunca tiveram os sintomas já conhecidos dentro do perímetro da escola pré-universitária. Adiantou ainda que a hipótese de tudo resultar do manuseamento de produtos com aplicação nas lavouras que por lá se fazem também está descartada.

“Segundo um amigo do laboratório de criminalística da DNIC, trata-se de um produto orgânico que ainda não foi determinado que está a provocar o mal-estar aos alunos do PUNIV”, disse a fonte.

Disse que os laboratórios do instituto que dirige funcionam normalmente, embora só se façam por lá algumas soluções.

A temperatura, enquanto factor que propicia a volatilização, pode ser reforçada com o movimento das correntes de ar que tornam possível a contaminação de uma área mais vasta do território.

Antigos especialistas em defesa química contactados por este jornal manifestaram perplexidade quanto aos meios de protecção usados por entidades oificiais que visitaram o local.

Lembraram que sendo um caso de contaminação com um agente químico, os meios adequados seriam máscaras anti-gás.

Foi assim que no famoso caso de contágio do metro de Tóquio por zarin, as forças armadas devidamente equipadas estiveram no local a recolher amostras e muito rapidamente detectaram o agente que provocou as mortes.

Lembrou igualmente o vazamento de gás cloro na estação de tratamento de água de Kifangondo, nos anos 80 que provocou distúrbios aos moradores.

Na altura foi apelada a intervenção dos militares da especialidade de Defesa Química. esta deverá ser uma preocupação das estruturas militares para o caso de outros agentes químicos e até bacteriológicos escaparem do controlo humano, para não falar de eventuais sabotagens.

As máscaras usadas pelas entidades governamentais que visitaram o local não se adequam para o resguardo de uma eventual contaminação com o agente químico, segundo fontes conhecedoras do ‘metier’ químico, mas sim as que normalmente são usadas pelas forças armadas.

A verificar-se uma propagação por acção do vento, para lá do perímetro escolar, a situação requererá outros cuidados e o uso destes meios, não só para a detecção do agente químico, como também para a protecção da população que habita nos arredores.


6 de Maio de 2011
16:10
 
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Comentários

  1. Patricia
    2011-05-10 17:12:55
    Eu estou acompanhar muito bem este caso pelos orgaos de informaCAO,ate o momento sei que novos casos de desmaios foram verificados nas escolas vizinhas se ate agora nada se apurou entao como e que aquela medica estupida vai dizer ao encarregado que os alunos estao emocionados isto se diz! por outro se as autoridades estao com dificuldades em saber as causas ve se manda amonstras aos paises vizinhos com maior capacidade de investigacao para se apurar os factos o mais rapido possivel para voltamos a ver os muidos de volta as salas de aulas
  2. Sérgio Mariano
    2011-05-07 16:13:45
    Criminosas ou não? Será que o encerramento por um período vai resolver? Em todo caso, embora com muitas dúvidas, acredito no trabalho da DNIC. Estou cuiriodo para assistir o desfecho desta história. Continuem a invesigar para mim. confio no vosso trabalho. Aquele braço.
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