Aeroporto
Terminal dois

Está já operacional, desde sábado, 4 de Julho, o novo terminal internacional de desembarque, designado número dois, do Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, um empreendimento que custou aos cofres do Estado angolano a quantia de nove milhões de dólares. A opção de construir o novo terminal, surgiu como alternativa adoptada pela ENANA com vista a prestar um serviço de assistência aos passageiros de voos internacionais que desembarcam no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro.
Este terminal de desembarque é uma réplica da anterior sala, situada na zona do Kassenda (Avenida 21 de Janeiro), mas com uma área maior, dispondo de todos os serviços necessários para o atendimento de passageiros. Num espaço de cinco meses, a ENANA ergueu junto ao terminal de voos domésticos, no Kassequel, ao lado das instalações da ex-TAAG Charter, o novo desembarque internacional, ocupando uma área de dez mil metros quadrados. Uma área de verificação de passaportes, sob a responsabilidade do Serviço de Migração e Estrangeiro (SME), com 450 metros quadrados, apetrechado com 12 balcões de atendimento ao passageiro, contra os oito do anterior terminal.
No interior desta sala foi reservada uma área para atendimento dos passageiros em trânsito, para além de existir os serviços de sanidade pública, afectos ao Ministério da Saúde. A sala de recolha de bagagem, que ocupa uma área de mil metros quadrados, tem dois tapetes rolantes, sendo um maior em forma de uma letra U, representando dois tapetes unidos e outro de maior dimensão. O imóvel dispõe ainda de uma sala de verificação de bagagens, sob o controlo da Alfândega, convenientemente sinalizada e espaçosa, tanto para os passageiros com mercadorias a declarar ou não.
A TAAG tem no novo terminal de desembarque, no Kassequel, uma área de 500 metros quadrados, destinada a acolher mercadorias perdidas e achadas, bem como gabinetes para todas as estruturas que intervém directamente junto ao passageiro desembarcado. Salas para atendimento de serviços de rent-a-car, banco comercial e casa de câmbio, são outras das infra-estruturas instaladas no novo terminal de desembarque.
Do lado terra, ou seja, fora do terminal, foi construído um parque de estacionamento de viaturas, com capacidade para 120 carros, uma central eléctrica apetrechada com dois grupos geradores de 500 KVA cada e um reservatório de água com capacidade para 40 mil litros. Diversos órgãos da Polícia Nacional, mais concretamente as de Ordem Pública, Fiscal e de Investigação Criminal estão ali devidamente instalados.
Os trabalhos
Durante os cinco meses que duraram as obras, os técnicos dividiram- na em cinco fases, tendo a primeira sido consubstanciada na limpeza do local, seguida de demolições. A segunda fase compreendeu o arranque dos trabalhos de construção civil, a terceira incidiu sobre a instalação de redes técnicas, enquanto a quarta e quinta fases estiveram voltadas, respectivamente para a conclusão dos interiores, instalação dos equipamentos e arranjos do lado exterior.
Jorge de Melo, o presidente do Conselho de Administração da ENANA disse que a opção pelo novo terminal de desembarque surgiu “com vista a reduzir os incómodos e transtornos que sempre surgem quando se executam obras com o aeroporto em operação”.
Numa altura em que as instalações do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro estão em obras de ampliação e remodelação, a área do edifício principal, onde anteriormente se efectuava o desembarque, vai agora servir para o check-in dos passageiros, libertando a área que actualmente executa esses serviços a fim de permitir o desenvolvimento normal dos trabalhos de modernização naquele local.
Entrada em serviço
L

ogo após ao corte de fita que simbolizou a inauguração, efectuada pela governadora de Luanda, Francisca do Espírito Santo, na presença dos ministros dos Transportes, Augusto Tomás e do Planeamento, Ana Dias Lourenço, o novo terminal começou logo a receber passageiros.
Às 11 horas, acabava de aterrar um voo TAAG, proveniente do Dubai e os passageiros deram de caras com um terminal novo, numa nova área (Kassequel), climatizado, espaçoso, completamente diferente daquela sala que haviam deixado quando saíram do país.
O espanto e admiração, mas acima de tudo a satisfação pela melhoria do serviço a si prestado tomou conta de todos os passageiros, entre angolanos e estrangeiros provenientes do Dubai, naquele sábado. Naquele dia, o voo proveniente do Dubai não foi o único cujos passageiros aterraram no terminal do Kassequel.
Às 12h10 chegou um avião da SAA, vindo de Joanesburgo e, às 16h45, um outro voo TAAG que fez a rota Brazzaville/Douala. Durante o dia de sábado, mais passageiros tiveram o privilégio de desembarcar no novo terminal e beneficiarem das melhorias. Fotram os dos voos provenientes de Kinshasa (RDC), São Paulo (Brasil) e Joanesburgo, todos com as cores da TAAG.