
Lwanya, o nome que deu à sua filha, não é muito comum ... sente que isso a pode prejudicar de alguma forma, ou tem sido o contrário?
Realmente, também pensei nesta possibilidade mas prejudicar não. Ela vai aprender a conhecer o significado que já leva algumas pessoas a querer saber, eu gosto não só por ser nacional é forte e os nomes têm poder.
Sabe que com o seu “Cartaz” tem sido uma das vozes a levar os angolanos de volta às salas de cinema?
Não! Mas sinto-me muito feliz por contribuir desta forma e levar algumas pessoas a um hábito que se perdeu, infelizmente, e a grande demonstração foi recentemente no festival de cinema de Luanda, bons conteúdos e nada de consumidores.
Também é a minha missão como radialista, vamos fazendo a nossa parte.
Bem, é fácil depreender que é cinéfila, presta atenção a coisas como a luz, a sequência de cenas, aos planos de filmagem, quando vai ver um filme, ou entrega toda a suja concentração a seguir a história que lhe é contada apenas?
Não tão atenta como quem conhece do assunto mas há aspectos que conquistam a minha atenção e merecem um comentário. Sou observadora também e há filmes que nos levam a isso não é?
Como é o seu filme na cozinha … terror?
Fico sempre no papel principal, muita acção, imaginação à mistura … há tudo menos terror, evito sempre.
E o seu filme no estúdio, como começa?
Com tudo escrito e programado? Com um cenário imaginário positivo mesmo que me tenha zangado na redacção ao entrar no estúdio revisto-me espiritualmente. Tudo programado e escrito claro, uma ou outra situação chega na hora, programas em directo têm dessas coisas, mas preparo sempre.
Já pensou em aproveitar a sensualidade da sua voz para um programa nocturno, daqueles com música mais calma e com poemas de amor?
Se for um elogio os primeiros momentos da pergunta agradeço.Já apresentei alguns programas nocturnos, na Rádio Mais ainda não, não tinham esses conteúdos mas seria diferente em relação aos já apresentados.
É uma mulher romântica?
Também sei ser romântica.
E a rádio, para si, é um caso de amor?
Acima de tudo carinho e respeito.
Começou cedo, aos 13 anos, por aí, como se sente quando se cruza com alguém que lhe diz que esteve presente na sua infância? Sente-se kota?
Feliz. É que tenho guardado cada momento, dos primeiros passos neste outro lado da moeda na minha vida. Então uns passam, claro, sempre trocamos momentos bons e maus, enfim. É salutar . Kota com esta carinha de anjo … (risos)
A Rádio Mais é um projecto muito diferente daqueles por que já passou. Como tem sido a experiência?
Muito! É mais uma para o livro da minha vida.
Um ano depois, a Rádio Mais é já um ente a ter em conta?
O que fazem, afinal, de diferente? Eu acho que não há muita diferença, porque o objectivo social acima de tudo é o mesmo, talvez os conteúdos. Atenta em alguns aspectos não menos importantes de interesse público e a rápida ramificação na classe, sendo empresarial (PRIVADA) num primeiro olhar vai caminhando.
É mais psicóloga, mais jornalista, ou mais radialista?
Não tanto jornalista se pensarmos no enquadramento certo, mas sinto que fui feliz na escolha quer de uma ou outra formação, o objectivo é olhar e ajustar o comportamento do indivíduo enquanto ser bio-psicosocial. Gosto, é surpreendente e simpático.
Quando está no estúdio consegue deixar tudo o resto no lado de fora? Problemas, etc.?
Tento, e também encontro a terapia na música, às vezes nos temas que desenvolvo, no saber-se que se pode ser a boa disposição de alguém pelo mundo, já que a Rádio Mais tem a vantagem de fazer parte do globo on line, no final de tudo resolvo o problema (risos)
Exponha-se! Porque acha que as horas do seu programa são importantes para os ouvintes?
São alguns momentos diferentes, se calhar identificam-se com o programa. Poderá existir algum interesse no que toca aos gostos e porque também não há muito stress, acho que vou tentando dar o que querem nesta hora .