As salas de embarque e de desembarque do Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”, em Luanda, que recentemente beneficiaram de obras de ampliação e de renovação, vão receber, a partir do final deste mês de Dezembro, em hora de ponta, cerca de mil e 500 passageiros, o correspondente a três voos do tipo Boeing 777-E200 em simultâneo.
A sala de embarque foi ampliada, tendo o espaço sido estendido até ao antigo parque de estacionamento, enquanto que a de desembarque, na margem esquerda do edifício, que englobava os Correios de Angola e as Alfândegas, também foi estendida para até bem próximo da antiga floresta, no desvio para o Kassequel.
Antes da realização destas obras de ampliação e renovação levadas a cabo desde meados de Maio último nas instalações do Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”, as duas salas tinham como capacidade 400 passageiros, e no desembarque bastava aterrar dois Boeing 747E300 para um fenomenal “engarrafamento” entre os passageiros.
Com a nova cara, a sala de embarque terá no espaço para chek-in 26 balcões, contra os anteriores 12.
Na área reservada ao Serviço de Migração e Estrangeiro o número de balcões passa de oito para 12, enquanto que no desembarque a quantidade de balcões do SME aumenta de oito para 16.
A ampliação observada na sala de desembarque permitiu também o aumento da quantidade de tapetes rolantes, de dois para três, tendo triplicado a sua capacidade em termos de cumprimento e de absorção de bagagens.
Naquela sala, de acordo com o director de Infra-estruturas da ENANA, Luís Coelho, os passageiros terão a sua disposição dois restaurantes, serviços de rent-a-car, uma loja (Duty Free Shop) e espaços para bancos comerciais e serviços de assistência aos passageiros.
Os passageiros, bem como outros utentes que se deslocarem ao aeroporto internacional “4 de Fevereiro” não terão muitos problemas para estacionarem as suas viaturas. O espaço a si reservado foi também ampliado, passando a absorver agora 900 viaturas contra 400 anterior.
As obras efectuadas no Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro” permitiram a uma alteração da configuração arquitectónica da sua fachada principal, existente há mais de 50 anos, bem como toda a parte frontal.
Ao decidir efectuar os actuais investimentos, o Conselho de Administração da Empresa Nacional de Aeroporto e Navegação Aérea (ENANA) teve como principal propósito oferecer conforto, comodidade e rapidez aos seus passageiros.
Até meados de Maio, altura em que as instalações deixaram de ser utilizadas, devido às obras, os passageiros afunilavam-se, porque aquelas instalações haviam sido construídas para cerca de 300 pessoas em hora de ponta e quando aterrassem um, dois ou mais aviões de passageiros de grande porte, a sala de desembarque e recolha de bagagem “rebentava pelas costuras”.
Com as obras efectuadas, o Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro” poderá atingir o nível A, em termos de qualidade, uma exigência da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), tradução inglesa.
A par destas obras, a ENANA está também a construir um Taxi-way (caminho de circulação), cujos trabalhos ainda estão em curso, visando o aumento do coeficiente de voo e utilização da pista em mais de 80 por cento por parte das aeronaves que vierem a aterrar e a descolar.
De acordo com Luís Coelho, neste momento, por falta de saídas rápidas, o movimento de aeronaves no que concerne à aterragem e descolagem é de 60 por cento após a saída de uma aeronave.
Neste momento, no Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”, a pista é a mesma por onde entram e por onde saem as aeronaves que embarcam e desembarcam, havendo por isso a necessidade de registar uma sequência de aterragem em cada três minutos, com vista a se atingir um coeficiente de utilização maior da pista.
A placa de estacionamento de aeronaves está também a ser reabilitada e ampliada.
Em Julho do corrente ano, o Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro” colocou em serviço o terminal dois de desembarque, na zona do Kassequel, com todos os serviços indispensáveis.