Gabriel Augusto Nhemba "Pirilampo", chefe do Estado Maior da FLECFAC, foi feito prisioneiro esta quinta feira (ontem), na sequência de uma operação das Forças Armadas Angolanas (FAA) em Cabinda.
Fontes que confirmaram a informação a O PAÍS deram a conhecer, sem muitos detalhes, que o "homem forte" da organização que se bate pela separação do enclave de Cabinda dirigia um movimento de introdução de armamento naquela província angolana quando tudo aconteceu.
O principal operacional das forças guerrilheiras de Cabinda encontrava- se até ontem no território em que se deu a sua captura, não tendo as nossas fontes adiantado rigorosamente mais nada sobre o seu futuro imediato.
A última do "general" Gabriel Nhemba "Pirilampo", que é tratado como "general" no seio da estrutura militar da FLEC, foi o militar que há poucos dias se notabilizou com uma reacção de viva voz nas antenas da Voz da América, contrariando uma versão oficial sobre a morte de um grupo de militares das FAA em Cabinda.
Uma nota do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas emitida segunda-feira, 28, comunicava a morte, por acidente de viação, do coronel Victorino Calohava Domingos, segundo comandante da 12ª Brigada; do major Miguel Filipe Samba; do 2º sargento Pedro Chivalua e do soldado Victor Andrade Lubango.
De acordo com essa informação, o infortúnio aconteceu nas proximidades do bairro Zito Novo, a 38 quilómetros do Dinge, envolvendo uma viatura militar de marca UNIMOG.
Na sequência, o insurgente agora prisioneiro desmentiu essa versão à Voz da América avançando com outra, que pretendia fazer crer que os quatro militares teriam morrido em resultado de um ataque das forças da FLEC.