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Angola lidera crescimento mundial em 2012

Angola apresentará um dos maiores mundiais no próximo ano (10,5%), sendo apenas superada pela economia iraquiana (12,6%) de acordo com o relatório anual, World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado esta semana.

Angola crescerá muito acima da média estimada para a economia mundial em 2012 (4,5%). O FMI revê em alta as estimativas para a evolução da economia nacional em relação às suas previsões de Outubro de 2010. Assim, a taxa de crescimento estimada para o PIB em 2011 passa de 7,084% para 7,8% e, no que respeita a 2012, a previsão de crescimento de 6,295% formulada em Outubro é elevada agora para 10,5%.

O crescimento estimado para este ano (7,8%), traduz uma recuperação muito significativa em relação aos 1,6% de crescimento do PIB registados pela economia angolana, de acordo com o FMI, em 2010.

Balança Corrente melhora

Também a balança corrente regista uma evolução muito positiva, passando de uma posição deficitária de 1,8% do PIB em 2010 para um excedente correspondente a 6,2% do PIB este ano e de 9,5% no próximo. Tendo presente as estimativas divulgadas pelo Fundo em Outubro de 2010 constata-se uma melhoria muito sensível da posição angolana, já que, na altura, as previsões apontavam para um saldo da balança corrente, em percentagem do PIB, de 1,33% em 2011 e de 3,292% no próximo.

Já a inflação, de acordo com as previsões do Fundo, continua a constituir um dos maiores quebra-cabeças da política económica, passando, em termos médios, de 14,5% em 2010 para 14,6% este ano e descendo para 12,4% em 2012. Neste capítulo, as perspectivas pioram em relação às projecções de Outubro último, as quais apontavam para 13,342% em 2010, 11,319% em 2011 e 10,895% em 2012.

Angola irá crescer claramente acima da média da economia mundial (4,5% em 2012) e mesmo acima da taxa de crescimento prevista para os mercados emergentes (6,5%). Crescerá, de acordo com as previsões do FMI, também muito acima da média da África Subsariana (5,5% em 2011 e 5,9% em 2012) e dos países africanos exportadores de petróleo (6,9% em 2011 e 7% em 2012). Em 2011, o crescimento angolano só será superado pelo do Gana (13,7%), sendo que Angola é o país africano que mais crescerá no próximo ano e, abstraindo do caso do Iraque, que tem as suas especificidades em termos de crescimento sustentável, a economia angolana será mesmo a que mais crescerá no planeta em 2012.

Para o FMI a posição externa do país é positiva, pois é visto como um credor líquido e a variação do preço das commodities terá um impacto globalmente muito positivo na balança comercial nacional.

Na verdade, os efeitos negativos decorrentes da evolução dos preços dos produtos alimentares são sobejamente compensados pelos produzidos pela elevação do preço do petróleo. O FMI estima que a procura mundial de petróleo atinja, este ano, os 89,4 milhões de barris diariamente (mbd), valor que compara com os 87,9 mbd consumidos em 2010 e os 85 mbd consumidos em 2009.

Recuperação mundial abranda

No seu conjunto a economia mundial vai crescer 4,4% este ano, registando assim uma ligeira desaceleração em relação aos 5% registados em 2010. Tanto as designadas “economias avançadas” como as emergentes reflectem o abrandamento da recuperação internacional, com as primeiras a reduzir a sua taxa de crescimento de 3% em 2010 para 2,4% em 2011 e as segundas a cair dos 7,3% alcançados em 2010 para os 6,5% estimados para 2011.

No próximo ano, a economia global deverá melhorar ligeiramente o seu desempenho, alcançando um crescimento de 4,5%. De destacar que, entre o grupo dos BRIC, apenas a Rússia e a África do Sul aumentam o seu ritmo de crescimento. A China, que crescera 10,3% em 2010, deverá aumentar o seu produto em 9,6% este ano e em 9,5% em 2012.

A Índia desacelera do seu crescimento de 10,4% de 2010, para 8,2% este ano e 7,8% no próximo. Também o Brasil regista uma quebra: se em 2010 a economia brasileira cresceu 7,5%, estima-se que se quedará pelos 4,5% este ano e 4,1% no próximo. Pelo contrário, a Rússia, que cresceu 4% em 2010, crescerá 4,8% este ano, abrandando o ritmo de evolução da sua economia em 2012 (4,5%).

Já a África de Sul, o país neófito dos BRIC, recupera este ano do modesto crescimento que verificou em 2010 (apenas 2,8%). Assim, em 2010, crescerá 3,5% e em 2011 3,8%. O maior problema da economia sul-africana é a elevada taxa de desemprego: atingiu 24,8% da população activa em 2010 e baixará para 24,4% este ano e 23,7% no próximo.


Luis Faria
15 de Abril de 2011
09:58
 
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Comentários

  1. PAULO LIMA
    2013-05-01 05:37:00
    Sou estudante de Geografia na cidade de Belo Horizonte estado de Minas Gerais no Brasil e gostaria muito de corresponder com um estudante ou geógrafo angolano. Trocar conhecimentos e valores culturais. Quero saber o PIB (produto interno bruto) da Angola; O FIB (felicidade interna bruta); E o GINI (índice de diferença da pobreza e riqueza do país) Abraços
  2. Lino
    2013-04-02 12:00:13
    Crescimento economico nao significa desenvolvimento social. e satisfatorio que haja crecimento na nossa economia, cosequentemente deve se refletir na melhoria das condicoes de vida da populacao para a manutencao da estabilidade social. O Pais precisa de desenvolvimento economico nao apenas de crescimento na economia como temos visto. Gostaria receber comentarios sobre o desenvolvimento economico nacional. Obrigado
  3. filipe mendes
    2012-07-14 23:13:36
    é bom ouvir
  4. França Mundjanga Mitterran
    2012-07-10 13:54:30
    é inequivocamente importante termos em atenção a evolução do PIB Angolano em 2012 traduzido por uma estimativa de crescimento de mais de 10,5%, sendo que o aumento do PIB implica mais empresas a surgir no mercado Angolano, consequentemente mais pessoas a trabalhar, mais pessoas com rendimentos(ou seja que recebem salários)um faceta importante para distribuição da riqueza nacional. É fundamental que as políticas de crescimento sejam acompanhadas com políticas monetárias que garantam a estabilidade do nível de preços,aumentando assim o poder de compra das populações... tenho dito.
  5. iani brito
    2012-07-02 21:06:48
    que adinta ter todo esse crecimento se povo passa fome!!!
  6. ALBERTO MAVUNGO SAMBO
    2012-04-27 12:35:59
    Na realidade como todo mundo sabe nao e preciso saber de econoomia para nos apercebemos que o pais esta mal, e cada vez pior, por o nosso executivo esta engajado e muito bem a resolver problemas de auto- estima e auto realizacao quando vivemos ainda num pais com problemas bem primarios, falta de agua, luz, saniamento basico, analfabetimos, mas temos 5 bilhoes de dolar para construir a nova marginal, a cada dia que passa mais uma rua se torna mercado informal temos grandes condominios a serem construidos claro que sao as mesmas pessoas que ai vao viver porque os nossos salarios sao miseraveis e as taxas de credito sao magicas...... incrivel nao sei porque que o FMI esta dar esse todo perito a esse executivo dificil de entender............... estamos mal enquanto esses dados nao se traduzirem em benificios dos cidadaos eles nao valem porque sao papeis, assim diz a teoria economica
  7. Andrade Nhanga
    2012-04-10 16:20:37
    Só devemos esperar, o que o executivo fará com esta grande eleváncia do nome que é angola pelo mundo. Porque para os angolanos, de nada vale ser bem falado economicamente, enquanto que socialmente angola não apresenta boas condições de vida para os seus habitantes...
  8. Diogo Nelson
    2012-04-09 15:44:10
    O crescimento econômico do país é um dado importante para todos os Angolanos, já que inclui a participação dos angolanos no mercado de trabalho! A idéia de que tais dados não têm o menor sentido, não é uma idéia racional. Vejo que devemos pressionar o estado para que a partir desses dados positivos sobre a situação econômica do país, se façam maiores investimentos na aréa social em beneficio da maioria da nossa população! Um país rico tem maiores possibilidades de implementar politicas de distribuição e racionalização de renda, porque tem dinheiro disponível em caixa para gastar. È por essa causa que esses dados são interessantes para todos nós!
  9. Flaviano Ambriz de Almeida
    2012-01-14 15:29:15
    para os economistas ou estudantes de economia como eu, que encaram a economia como sendo uma ciência social voltada completamentamente para a satisfação das necessidades das pessoas no seu todo e não para a minoria, digo que este crescimento que o FMI previu, apenas vai beneficiar os donos do país e não a população no seu todo,porque ainda vivemos numa Angola enque há problemas que não deveriam existir em pleno século xxi.contudo em Angola o conceito de desenvolvimento económico é enimigo dos dono do pais apenas o conceito crescimento económico é fundamental para alguns politicos, e creio que deveria haver interação entre os conceitos para que todos sentissem o crescimento da nossa economia em 2012.
  10. Dudu Ramos
    2011-11-22 09:27:15
    Esta noticia parece ser boa mas para que é direcionada!!! Para algumas familias poderosas, para os generais, ou para o povo miseravel!! De que adianta a economia crescer ate este ponto se a população não sente tais crescimentos. Para mim esta noticia não faz o menor sentido
  11. Raquel do nascimento correia
    2011-08-30 19:34:23
    Eu achei bem interesande do jeito que vocês fala sobre o crescimento mundial.E gostaria de receber comentarios sobre a economia da EUA.OBRIGADA PELA ATENÇÃO!!!
  12. Mário Afonso
    2011-04-17 13:51:30
    Urge, converter estes valores em processos de erradicação da pobreza, com base em estudos de análise qualitativa e quantitativa, do Indoice de Desenvolvimento Humano, ou seja, estudar Onde estão os focos de pobreza ao nível do território nacional, como vivem essas populações? Têm Escolas em condições? Têm Agua Canalizada? Têm Luz electrica? Como se alimentam? Como estão as condições de Habitabilidade? Qual é a esperança de vida? COMO AUMENTAR A QUALIDADE DE VIDA DESTAS POPULAÇÕES? São questões que devemos debater todos os dias e procurar métodos científicos para solucionar o Problema
  13. Jorge Muacassange
    2011-04-17 06:08:22
    saudacoes gostaria de receber comentarios sobre a economia africana especialmente de angola
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