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Pronúncia de Quim Ribeiro abre guerra na imprensa

A expectativa de condenação do comissário Quim Ribeiro, preso na última sextafeira, pronunciado por prática do crime de “violência contra inferior hierárquico”, pode variar de dois a oito anos de prisão, apurou O PAÍS de uma fonte judicial castrense.

Segundo esclareceu a fonte, o antigo comandante provincial da Polícia de Luanda poderá ser condenado a uma pena que parta dos dois anos até aos oitos anos de prisão, caso seja provada a sua participação, mas o tempo de reclusão pode ser agravado.

“Se se encontrarem agravantes como premeditação ou outras condições incriminatórias a pena pode chegar até aos 12 anos”, prosseguiu a fonte para quem o facto de o oficial superior da Polícia não estar a ser acusado de um homicídio qualificado e julgado num tribunal comum representa por si só uma atitude “branda” para com o mesmo.

A hipótese de julgamento num tribunal comum foi posta de parte, porquanto, no entender da fonte, o crime foi cometido enquanto comandante da Polícia de Luanda contra um colega e inferior hierárquico, razão pela qual a decisão do caso enquadrase perfeitamente na alçada do Supremo Tribunal Militar que se baseará nos procedimentos e leis militares.

No caso de uma eventual decisão num tribunal comum, acusado, por isso, de homicídio qualificado, haveria a clara expectativa de uma sanção de até 24 anos de cadeia.

Embora ainda não haja uma data aproximada para o início do julgamento, o juiz da causa decidiu pela reclusão do comissário Quim Ribeiro no dia três, dois dias depois da pronúncia do juiz.

Advogados de acusação têm ideia diferente da pronúncia do juiz

Contactado por O PAÍS, um advogado de acusação que falou sob anonimato manifestou, entretanto, uma opinião contrária à acusação de crime “por violência contra inferior hierárquico”.

Em princípio, disse que o seu escritório ainda não entrou oficialmente no processo, o que promete fazer já nesta sexta-feira uma vez ter completas as necessárias procurações para o efeito.

O causídico disse não ter qualquer dúvida que ocorreu de facto um homicídio voluntário e não pode, de maneira alguma, evocar-se a condição de autor moral de um crime preterintencional.

Esclarecendo melhor, acrescentou que a preterintencionalidade no cometimento de um crime está presente quando há “por exemplo um espancamento e desta acção resulte, algum tempo depois, a morte do ofendido”.

No caso vertente, reforçou, houve a morte imediata das pessoas, mas se se considerar o antigo comandante provincial da Polícia de Luanda da Polícia como um mero mandante, na verdade, “os autores materiais do homicídio devem ser condenados”.

Também admitiu que estando reunidas todas as provas incriminatórias que levem a reconsiderar o tipo de acusação, “o tribunal pode reformular tudo”.

Quanto à competência do Supremo Tribunal Militar para o conhecimento do mérito da causa disse que “há aqui uma confusão, porque o processo penal militar é diferente”, acrescentando, por exemplo, que pode não passar pelas várias etapas entre as quais a instrução contraditória.

Acrescentou que mesmo os prazos de prisão preventiva são diferentes e manifestou até a ideia da marcação julgamento logo após a pronúncia do juiz.


10 de Junho de 2011
15:11
 
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Comentários

  1. Izatta Nzogy Janotha
    2011-06-17 11:59:11
    Parece que desta vez "a tolerância zero" será um facto de jure e não conversa politica para "boi dormir". Bazei
  2. Victó
    2011-06-16 19:35:02
    A justiça pertence a quem merece
  3. Victó
    2011-06-16 19:34:55
    A justiça pertence a quem merece
  4. Chimbinda ilunga
    2011-06-16 10:34:21
    A justica de angola esta no bom caminho os criminosos devem ir para a cadeia não e justo matar um colega de armas por causa do dinheiro roubado que deveria ser entregue ao Estado. Se pena de morte houvesse pagariam pela mesma moeda, aí tenho saudades dos nossos bons tempos
  5. Calu
    2011-06-16 09:15:53
    Acho que a justica tem que ser para todo cidadao angolano sem excepcao. O nosso general Miala,ate hoje nao se justificaram os motivos e nem sequer lhe permitiram uma conferencia imprensa de advogados conforme esta o caso Quim Ribeiro. E acredito que O General Miala possuia mais funcoes que o ex comandante provincial de Luanda. Sera que e a
  6. Ferreira
    2011-06-15 13:20:53
    Bem, penso eu que se o tribunal militar tem legitímidade para julgar o caso então creio eu que, se avançe. Porque para mim desde que ajam transparência na condução do processo, porque na justiça é bom que se joga limpo e nã sujo como muitos iguais a este ai que manda matar, porque pior este gente não ouve o tribunal tem se monstrado filme nas suas acções em julgar os casos mais quentes ( passa expressão), mais infelizmente os nossos Governantes não tenhem ouvidos continua a ser chefes de quadrilhas, é pena por isso força viva a JUSTIÇA FUI.............
  7. Pantonio
    2011-06-15 09:31:33
    Dizer''quem nunca pecou k atire a primeira pedra''. Com estas palavras queira dizer o que? Este homem cometeu crime intensionalmente, com consciencia no que estava a fazer crime, mesmo assim, nao se absteve. A minha ideia e k este homem deve ser condenado conforme a Lei manda. So assim, poderemos reeducar as pessoas. Sei k, nem com isso vamos acabar com a criminalidade, mas ja e um bom caminho. Que fique condenado k nem 12 anos de prisao MAIOR
  8. Vasco Mariano
    2011-06-14 22:21:23
    Quem premeditada e conscientemente cometer seja que tipo de delito for,independentemente da posição social que possa ocupar,tem de prestar contas á sociedade de acordo com as Leis produzidas no País, para tal efeito.Onde há Estado, ninguem pode ficar acima das Leis
  9. ana
    2011-06-14 19:01:15
    tudo o que plantamos, colhemos; neste caso se ele se arrependeu e pediu perdão a Deus, Deus é mesericordioso e embora ele tenha que pagar pela culpa o Senhor Jesus lhe dará força e lhe fará conhecer a humildade; qd n se quer conhecer a Deus por bem se conhece no deserto; Deus é fiel; quanto a todos nós: n existe nenhum ser HUMANO que seja perfeito e sem pecado
  10. Amarcil
    2011-06-14 17:28:06
    Que deve paga. Lei é lei. È opotunidade de mostra que em Angola a Justiça começa ser realmente independente.Força Tribunal Militar
  11. Milton Cabeto
    2011-06-11 22:15:01
    Quem numca pecou que atire a primeira pedra
  12. Wilson Lopes Cardoso
    2011-06-11 08:27:56
    É isso agora estão a pagar o que colheram justiça seja feita
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