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Investimento

BM aplica USD 860 milhões em Angola

A contribuição do Banco Mundial (BM) em Angola, ao longo dos vá rios anos em que actua no nosso país, ronda o montante de USD 860 milhões, revelou em Luanda, aos jornalistas, o representante desta instituição, Elio Codato.

O representante do BM, que falava à margem da cerimónia de tomada de posse dos novos corpos gerentes da Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (AEBRAN),  referiu ainda que a instituição dispõe de  um montante de 465 milhões de dólares americanos de carteira activa, mas não indicou as áreas em que estes valores tenham ou venham a ser investidos.

Ao referir-se ao crescimento que a nossa economia tem verificado, Elio Codato disse que ao longo dos 10 anos de paz, a economia angola na vem crescendo satisfatoriamente, mas admitiu que ficou afectada com a crise económica e financeira internacional em 2008 e 2009, o que criou problemas com a redução dos gastos públicos  no ano de 2010. “ Esta crise foi superada no ano passado e o país já mostrou que tem tido um crescimento positivo, estando projectado para 2012, um crescimento na ordem dos 8%”, disse, antes de sublinhar que “este crescimento não se reflecte no nível de vida dos angolanos  e este é um dos graves problemas que deverão ser resolvidos “.

No que se refere às oportunidades que o mercado angolano oferece, o representante do Banco Mundial, Elio Codato, disse acreditar que os sectores como o da agricultura, construção civil e serviços financeiros apresentam boas perspectivas de crescimento e que as parcerias com empresários brasileiros nestes domínios são salutares, a julgar pelo potencial desse país da América do sul.

Projecção de crescimento a 8%

Questionado sobre a sua visão do comportamento da economia angolana  que deverá crescer oito a nove porcento, Elio Codato disse que a sua instituição está a trabalhar com uma projecção de crescimento de 8% para o ano de 2012. “Neste exacto momento estamos a trabalhar  com uma projecção de crescimento de 8% para 2012. Acreditamos que apesar da crise na Europa e dos preços de petróleo a nível internacional, eu acredito que não haverá maior sobressalto e Angola deverá chegar ao final do ano com uma taxa de crescimento ao redor de 8%”, disse, para adiantar que “isto é uma taxa de crescimento bastante significativa quando se compara com a taxa de crescimento de outros países do mundo e mesmo porque a crise não foi totalmente  superada na Europa e nem mesmo nos Estados Unidos”, explicou. 

Relativamente à questão de se saber se a diversificação contribui para o sucesso da economia, o representante do Banco Mundial em Angola disse que “sim”, mas lembrou que “a diversificação económica é algo que não acontece da noite para o dia. Isto é um processo que vai  tomar vários anos e cujos avanços vão ser sentidos de maneira muito atenuada no início.

São medidas que estão sendo colocadas em acção e que vão resultar na diversificação da economia , mas há um prazo bastante dilatado para que realmente se possa dizer que a economia já está diversificada”, referiu. Elio Codato  acredita que com a crise na Europa e mesmo nos EUA, muitas empresas poderão redireccionar os seus investimentos para países que apresentem taxas de crescimento e de estabilidade económica e política bons como o caso de Angola, uma vez que “já foi visto no passado com relação a países da Asia, da América Latina  e não vejo porque não, mesmo porque a África está a viver uma experiência, o volume de investimento tem aumentado ano a ano e  eu acredito que isto é um sinal de confiança no crescimento  da economia  do continente africano e do potencial africano e do potencial que representa este continente”, sublinhou.

Trocas comerciais entre Angola e Brasil ascendem aos mais de um bilião de dolares

As trocas comerciais entre Angola e o Brasil fecharam o ano passado com um saldo de 1 Bilião e 144 milhões de dólares americanos, disse a O PAÍS o presidente cessante da Associacao de Empresarios e Executivos Brasileiros em Angola (AEBRAN), Aberto Esper.Falando à margem da cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais da organização que esteve a liderar por dois anos, Alberto Esper referiu ainda que as trocascomerciais entre Angola e Brasil já estiveram num nível bem mais altodo que existe hoje, pois “nós chegámos em 2008 acima dos 4 Bilioes  de dólares nas trocas comerciais, bem acima,  e hoje andamos em dois Biliões e no ano passado fechámos em1 Biliao e 144 milhões de dólares nas trocas comerciais”, detalhou. Em sua opinião, “isso é o reflexo da crise internacional que se abateu sobre todos os paises e cada um sentiu deu ma forma diferente em função da sua realidade actual”. “As linhas de crédito do Brasil para Angola foram ampliadas recentemente com mais de 2 Biliões de dólares, superando os4 Biliões de dólares em linhas de créditos para obras de infraestruturas,de desenvolvimento, coordenadas e defendidas pelo Governo angolano com capital brasileiro e isso faz de Angola um dos principais parceiros brasileiros do mundo e seguramente o maior parceiro brasileiro de Africa”, apontou.



Hermenegildo Tchipilica
15 de Junho de 2012
16:44
 
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