O Embaixador de Angola na Etiópia e União Africana, Arcanjo do Nascimento disse, ma Comissão de Paz e Segurança (CPS) da União Africana (UA) que a situação na República Democrática do Congo é bastante preocupante sobretudo com o reacender do conflito no leste daquele país.
Arcanjo do Nascimento, lembrou que Angola partilha uma grande fronteira com a República Democrática do Congo, e que tudo que acontece naquele país tem reflexos no nosso país. Segundo disse, Angola tem estado a jogar um papel fundamental para a garantir a estabilidade e segurança do Congo Democrático. Por isso acrescentou, hoje a Republica Democrática do Congo deixou de ser um foco de desestabilização.
A grandiosidade da República Democrática do Congo, ante a incapacidade do Governo em controlar o vasto território, e os inúmeros recursos naturais, foram apontados pelo Embaixador Arcanjo do Nascimento, como factores que contribuem para a escalada de instabilidade constante naquele país com a actuação de vários grupos rebeldes. Por outro lado, Arcanjo do Nascimento, chamou atenção para que a Organização da Conferência dos Grandes Lagos, assuma o seu verdadeiro papel com vista acabar com o sofrimento das populações.
O Embaixador disse também que com o reacender da guerra no leste da República Democrática do Congo as mulheres e crianças são as que mais sofrem pois ficam numa situação difícil devido a sua vulnerabilidade.
Louvou os esforços de diálogo bilateral em curso entre a Republica Democrática do Congo e o Ruanda no sentido de se porem fim as acusações mútuas e trabalhar em conjunto no sentido de acabar com os grupos rebeldes que tentam desestabilizar o leste da RDC. Arcanjo do Nascimento falava durante a 324 Reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana realizada hoje em Addis Abeba que abordou alem da situação na RDC, a situação prevalecente na Guiné-Bissau e Mali, a luz dos golpes de estados ocorridos nestes dois países africanos.
Os membros do Conselho de Paz e Segurança, condenaram firmemente as acções levadas a cabo pelos grupos armados que actuam no leste da RDC. O Conselho solicitou o engajamento do CNDP, no que toca o respeito pelos acordos de Goma assinado com o governo de Kinshasa, para que este grupo abandone as armas e se transforma num partido político, no respeito a ordem constitucional.
Os Membros do Conselho, apelaram por outro lado para que o M23 uma outra facção militar dissolva a sua ala belicista, deponham as armas as forcas governamentais no Kivu do norte e sul.
O CPS, atribuiu toda a responsabilidade ao M23 (milícia armadas) pelos combates e assassinato das populações civis no Kivu norte e sul da Republica Democrática do Congo.