Rui Falcão falou aos jornalistas quinta-feira à tarde, para fazer o balanço dos primeiros sete dias da campanha eleitoral em curso.
Na conferência de imprensa, o membro da alta direcção do MPLA acusou a UNITA de arregimentar alguns militantes para promoverem desacatos. “Para além do que viram até agora nos tempos de antena, sabemos que a UNITA tem estado a arregimentar alguns militantes, no Andulo, Kunhinga e outras partes do território, para a promoção de arruaças, de escaramuças e agressões a militantes do MPLA. Nós já temos vindo a denunciar isto há bastante tempo e, aliás, há gente da própria UNITA que denunciou há cerca de um ano. O facto é que nós agora estamos a concretizar que de facto aquelas denúncias eram verdadeiras e começa a ser visível este tipo de comportamento”, disse.
Acrescentou que estão também nesta senda “ outros partidos, em relação aos tempos de antena, a coligação CASA-CE e o PRS. Como há provas materiais, que são os próprios tempos de antena, nós vamos remeter as nossas queixas formais para os órgãos competentes do Estado”, apontou.
Quanto à questão veiculada esta semana pelo semanário Novo Jornal que aponta o Secretário Geral (SG) do MPLA, Dino Matrosse, como tendo influenciado na entrada de militantes para o Comité Central , Rui Falcão referiu que o seu partido já analisou o assunto e vai recorrer aos órgãos competentes do Estado.
“A direcção do partido analisou aquela difamação e vai, quer por via directa, do ofendido, quer, se necessário, pelo partido, vai recorrer aos órgãos competentes do Estado.
Os orgaõs competentes servem para isso”, disse, indicando também que “ o que para nós é triste é que se aproveita este tipo de difamação, calúnia directa, ofensa à moral e integridade das pessoas. Poderiam, com as provas que dizem ter, recorrer aos órgãos competentes e promover o necessário processo. É muito fácil fazer o que fizeram agora. Só para ver onde vai a calúnia, este texto dizia que SG do MPLA teria recebido dinheiro de pessoas, militantes do partido para ascenderem ao Comité Central”, disse.
O responsável esclareceu igualmente que o SG do MPLA não teve qualquer influência na composição das listas de candidaturas para o Comité Central.
“O que nós podemos dizer em nome do BP do partido é que o SG não teve quaisquer influências nas listas de candidatos ao comité central. O SG do partido coordenou a comissão responsável pela área de finanças e logística, a área de candidaturas foi chefiada pelo próprio Presidente do partido e incluía o vice-presidente, o secretário para os quadros, o 1º Secretario da JMPLA, a SG da OMA e o secretário para a organização”, precisou.
Rui Falcão Pinto de Andrade diz ainda que o seu partido tem vindo a registar uma série de provocações, mas tem orientado os seus militantes a não terem uma reacção negativa.
“Atitudes de provocação temos vindo a registar e temos vindo a orientar aos militantes do partido a não terem qualquer tipo de reacção negativa. Devemos ser suficientemente tranquilos para gerir essas provocações e não embarcar nelas.
Não foi só no Uíge, tem sido em todo o território, em Benguela, militantes da UNITA com catanas e paus rebentaram uma série de bandeiras do nosso partido. Por outro lado, orientamos todas as nossas estruturas para, no caso dessas provocações, comunicarmos mediatamente aos órgãos competentes de polícia para que sejam eles a dirigir esses casos”.