O comandante provincial de Cabinda da Polícia Nacional, António Kandela, deverá ser afastado do cargo, segundo rumores postos a circular em Luanda e que a corporação não confirma. No entanto, fontes da mesma corporação admitem que esteja, naturalmente, a correr um inquérito interno para apurar se houve eventuais falhas dos órgãos de segurança no ataque terrorista ocorrido no passado dia oito e de que foi vítima a selecção nacional de futebol do Togo na sua entrada no país para participar no CAN.
Um oficial do Comando Geral da Polícia Nacional admitiu a O PAÍS ser normal que todas as forças da ordem e toda a sociedade esteja a reflectir sobre o que aconteceu em Cabinda e a condenar o terrorismo. No entanto não confirmou a exoneração de António Kandela nem a decorrência do inquérito.
Outras fontes deste jornal admitem, no entanto, que o comissário Kandela deverá ser substituído pelo actual comandante na Lunda Sul tanto no cargo de comandante provincial da Polícia como no de delegado do ministério do Interior.
A mesma fonte adianta que na qualidade de coordenador da segurança do COCAN, e como tal coordenador das actividades nas quatro províncias que acolhem a Taça Africana das Nações em futebol, o comissário Quim Ribeiro, comandante da Polícia em Luanda, poderá igualmente tomar parte do inquérito, sem referir, no entanto, se na qualidade de inquiridor ou se de inquirido.
O PAÍS não conseguiu apurar se a dita comissão de inquérito existe realmente, mesmo ante a persistência dos rumores e a sua publicação em sites da Internet, nem porque, existindo, não foi tornada pública a sua criação.