
O presidente brasileiro, Lula Inácio da Silva, foi levado ontem, 28, de emergência ao Hospital Português do Recife, após ter sofrido uma crise hipertensiva quando estava no avião com destino a Davos, Suíça.
Eram por volta da 0h30 (horário de Brasília), quando o presidente, por motivos de saúde, foi obrigado a cancelar a sua presença no Fórum Económico Mundial de Davos, onde receberia o prémio Estadista Global.
Depois de ter cumprido uma longa agenda na quarta-feira, 27, no Recife, onde participou em diversas cerimónias, o presidente brasileiro sentiu-se indisposto e foi internado devido a uma repentina alteração da pressão arterial.
O médico que acompanha o presidente há cinco anos, Cleber Ferreira, disse que a pressão arterial de Lula chegou a 18 12. O estadista foi submetido a exames de electrocardiograma, raio-x do tórax e análises do sangue.Segundo o médico, a crise hipertensiva pode ter sido provocada por um quadro avançado de stress e cansaço.
Esta é a primeira vez, durante os últimos cinco anos, que Lula tem uma alteração na pressão arterial. A pressão arterial normal de Lula é de 11 8. Ao deixar o hospital, visivelmente abatido, Lula da Silva, acompanhado pelos ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, não falou com a imprensa e seguiu directamente para a sua casa em São Bernardo do Campo.
Fontes
referem que o Presidente brasileiro começou a sentir-se mal após jantar
com Eduardo Campos, governador de Pernambuco. Por sua vez o jornal “O
Estado de São Paulo” frisou que Lula já estava mal disposto ao fim da
tarde, quando participava numa homenagem às vítimas do Holocausto, no
Recife.
Por recomendação médica, o Presidente foi obrigado a cancelar a sua viagem a Davos, onde será agora representado pelo presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles. Lula ficará em repouso em São Bernardo do Campo até domingo e retomará a agenda presidencial na segunda-feira. A primeira-damabrasileira já se encontrava em São Bernardo antes do internamento do marido, pois não iria acompanha-lo Davos.
O estadista ficou internado no 13º andar do Hospital Português, por uma questão de superstição. O número do seu partido é o 13.