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Nova constituição

Os que saíram e os que entraram

Virgílio de Fontes Pereira (MAT)

Deixou o cargo de ministro da Administração do Território. Foi no seu consulado que se começou com o processo de desconcentração financeira, com a criação do fundo de apoio às administrações.

Cada administração passou a receber cinco milhões de dólares para realizar algumas tarefas de sua competência.

Foi também no seu consulado que se realizaram as segundas eleições legislativas. Todo o processo organizativo das eleições esteve, nomeadamente o registo eleitoral, a cargo de uma comissão interministerial coordenada pelo ministério da administração do Território no tempo de Fontes Pereira.

António Burity da Silva Neto (MED)

Deixa o ministério da Educação depois de o ter dirigido no tempo em que se arrancou com a reforma do sistema educativo.

Viu ser-lhe retirada a tutela do ensino universitário, com a criação da secretaria de Estado para o Ensino Superior, mas pôde inaugurar os vinte institutos médios criados nos últimos três anos. Os médios agrários e alguns politécnicos estão na Lista. Nos dois últimos anos fala-se da redução do número de colégios privados como resultado do aumento da oferta pública, apesar de subsistirem as queixas sobre a falta de qualidade do ensino fornecido pelo Estado, principalmente nos níveis de base.

Salomão Xirimbimbi (Pescas)

Teve na revisão dos acordos sobre as pescas com a União Europeia um dos seus momentos mais visíveis, mas ao longo do seu ministério foram também instituídas as pausas obrigatórias na pesca de algumas espécies como o carapau.

Foi com Xirimbimbi nas Pescas que se começou a falar da concorrência que as colónias de focas instaladas no sul litoral sul fazem aos humanos no consumo do peixe do nosso mar. Mas o fomento à pesca artesanal levou milhares de embarcações e outros instrumentos de pesca a outros milhares de beneficiários, no litoral e nas zonas fluviais. A aquicultura é também um caminho iniciado.


Manuel Rabelais (Comunicação Social)

Viu surgir os grupos de média privados no país, pondo fim ao monopólio do Estado.

A primeira estação privada de televisão, a TV Zimbo, nasceu no seu ministério e foi nesse tempo também que se deu a internacionalização da emissão da TPA.

Houve a saída de alguns quadros de empresas públicas para órgãos privados, o Jornal de Angola, a RNA e a TPA perderam profissionais para órgãos da Médianova e da Scor Média. Ao longo do seu consulado não aconteceu a esperada aprovação do Estatuto do Jornalista, os profissionais continuam sem a respectiva carteira.


Pedro VanDúnem

Longe dos holofotes, teve um consulado de preparação da legislação sobre os antigos combatentes e veteranos de guerra que ainda não está concluído. Satisfazer as expectativas dos veteranos foi uma das grandes tarefas, unindo excombatentes vindos das várias guerras que o país teve e dos três movimentos político-militares existentes antes da Independência Nacional.



Higíno Carneiro (Obras Públicas)

Teve um ministério que viu a recuperação de milhares de quilómetros de estradas; construiuse, no seu pelouro, os estádios que acolheram o CAN e os quatro pavilhões multiusos. As pontes sobre o rio Catumbela, em Benguela, e sobre o rio Cunene, no Xangongo foram outras das marcas. Outras da realizações durante o seu ministério foram a recuperação dos aeroportos de Benguela, Huila e Luanda e o lançamento e construção de projectos habitacionais como os do Zango e Camama, tal como outros noutras localidades do país como Cabinda, Malange e nas lundas.


Severim de Morais (MINFIN)

Tinha sido viceministro antes de chegar ao cadeirão de ministro. Assumiu o cargo em 2008, numa altura em que se começavam a fazer sentir os efeitos da crise económica e financeira que abalou o mundo. No seu ministério Angola viu subir ligeiramente a inflação e houve um momento de “loucura” na relação Kwanza – dólar, com a moeda nacional a desvalorizar ante a moeda norteamericana. Chegou-se mesmo a limitar as transferências para o exterior, queixaramse os bancos. No ano passado houve um orçamento rectificativo e a emissão de títulos do tesouro e da dívida pública, os resultados parece não terem ainda sido alcançados na plenitude.


Bornito de Sousa (MAT)

Estreia-se no Governo vindo do Parlamento onde esteve como presidente do grupo parlamentar do MPLA.

Conduziu o seu grupo nos trabalhos de elaboração da nova Constituição, liderou mesmo a Comissão Constitucional da Assembleia da República. Espera-se dele a organização do sistema autárquico angolano e a continuação da desconcentração financeira e administrativa do Estado.


Pinda Simão (MED)

Ascendeu de forma quase natural, foi vice-ministro deste mesmo pelouro e deu o rosto pela reforma do sistema educativo.

Espera-se pela melhoria da qualidade do ensino público, do aumento do material escolar e pelo aumento da oferta que acabe em toda a Angola com o problema das crianças ainda fora do sistema escolar. O analfabetismo é outra praga a combater.


Carolina Cerqueira (Comunicação Social)

Vai lidar com jornalistas, uma classe com características muito particulares e capaz de influenciar a vida de todo um país. Sendo jornalista sabe ao que vai.

Entra num momento em que começam a afirmar-se os grupos empresariais de comunicação social, o que torna mais necessária a regulamentação da legislação sobre o sector. Espera-se que consiga alterar as situações que colocam a comunicação social pública permanentemente sob críticas por alegado alinhamento político.


Kundi Paihama (Antigos Combatentes)

Não é uma estreia.

Foi ministro da Defesa e é dos mais antigos membros do executivo. Vai ter de dinamizar um sector que poderá ganhar com a sua influência e mediatismo. Mas terá de continuar o grande trabalho de acomodação e satisfação dos antigos combatentes e seus descendentes.


Cândido Pereira Van-Dúnem dos Santos (MINDEF)

A modernização das forças armadas é a sua tarefa num país que se quer afirmar como potência económica no continente. A inviolabilidade das fronteiras e a salvaguarda dos recursos naturais angolanos serão outras tarefas, além da participação em tarefas da reconstrução nacional e da protecção civil. A formação de quadros e o funcionamento pleno da Caixa de Segurança de Segurança Social deverão estar também em agenda.

O PAÍS
5 de Fevereiro de 2010
10:01
 
3
 

Comentários

  1. AUGUSTO ARMANDO MANUEL
    2010-02-07 07:28:48
    GOSTEI DA MUNDANÇA ASSIM O NOSSO PAIS VAI
  2. Agostinho Moisés"Isabella"
    2010-02-06 21:47:12
    Manuel rabelais(Comunicação Social) Acrescimo/destaque:Durante o seu exercisio Viu surgir a criaçao de alguns Centros de Produçao Radiofonicos da RNA, repetidores da tpa em quase todos municipios e algumas comunas do interior das provincias do Pais, fez criar e equipar com modernizaçao tecnologica moderna/ou da nova geraçao de informação os gabinetes municipais de correspondencias da Angop, deu motorizadas e viaturas a estes orgaos e seus profissionais, tendo insentivado a circulaçao do jornal de angola ate ao interior das provincias e municipios do Pais. Fez criar algumas reservas fundiarias em alguns municipios do interior das Provincias e/sobretudo de Benguela, onde falo neste momento, destinado a construçao de raiz de infaestruturas da Comunicaçao Social a este nivel. So que desde 2007 o ambicioso referido projecto nunca arrancou pelo esperamos do seu substituto da sua implementaçao. No entanto, ao longo do seu consulado nao aconteceu a esperada efectivaçao/ou profissionalizaçao de alguns antigos correspondentes da angop, ainda trabalhar actualmente em regime de colaboraçao, cujo municipios revelam importancia politica-economico e social. Voto de reconhecimento: Manuel rabelais, foi um batalhador. percorreu por estradas, andou pelas Comunas, Municipios das provincias do Pais e constatou inloco no terreno o funcionamento dos orgaos que dirigiu. Uma nota de louvar na esperança do sucessor fazer mais que isso. Estamos junto. Somos todos profissionais e a vida nao para. para frente é o caminho.
  3. Arnaldo Manuel Ferreira
    2010-02-05 18:50:05
    Não vou longe porque ja erá sem tempo, digo isto para os que deixaram, esperemos que os novatos ou estreantes justifiquem naquilo que é o principal objectivo do camarada PR José E. dos Santos.
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