E a globalização?

terça-feira
09-03-2010
Edição 69

Os trágicos acontecimentos vividos na ilha da Madeira nos últimos dias não deixam de levantar sérias questões da vida das sociedades. Questões mais ligadas ao exterior do que ao interior da região que têm a ver com a integração daquele espaço no contexto mundial.

Vem-me à memória uma frase do presidente da região, Alberto João Jardim, há mais de 30 anos no poder. Uma simples frase, numa declaração oficial horas depois do fim das chuvadas: “não se dramatize demasiado lá para fora, para não prejudicar o Turismo”. Pessoalmente custa-me a aceitar que um governante responsável, numa hora de profunda dor pelos desaparecidos nas avalanches, inclua no seu discurso um “conselho” aos órgãos de comunicação para “refrearem” os seus noticiários. Como se, na Madeira, não se soubesse o que é o Youtube, os telefones portáteis com vídeo, a Internet. Por todo o mundo, poucas horas depois, as pessoas tomavam conhecimento da catástrofe. Só pelas imagens. E não necessariamente as da televisão que, não estando no terreno no momento, difunde e dá efeito multiplicador ao novo jornalismo individual, o da informação sem limites nem limitações por intermédio das “salas sociais” e dos grupos como o Facebook, o Twitter, o Youtube. Viu-se agora com o sismo no Chile em que, as primeiras imagens foram conhecidas em todo o mundo através daqueles meios da Internet. Depois, as televisões trataram de “profissionalizar” a informação.

Nesta sucessão de catástrofes naturais – os sismos, as inundações, as grandes precipitações – que vão atravessando o Mundo, sou levado a pensar em Globalização.

Globalização como conceito pelo qual “ninguém está só” no mundo de hoje, por muito que esta não seja a definição mais correcta. O facto está em que as comunicações estão de tal modo “globalizadas” que nada escapa ao conhecimento do Mundo, muitas vezes em tempo real.

A expressão “globalizou-se” e serve para caracterizar tudo o que é geral a nível dos povos do Mundo, com a velocidade do fluxo de informação a dar o grande contributo “para que todos saibam tudo ao mesmo tempo”, o que, de certo modo, reduz a margem de manobra das políticas domésticas e sanciona mais rapidamente os erros dos governantes. Alberto João Jardim, a par com muitos outros líderes mundiais, particularmente africanos, não esqueceu um dos dogmas da Globalização: “pensar globalmente, agir localmente”.

Há quem defenda que a Globalização precisa da identidade dos povos mais do que os povos precisaria dela. Não extingue as culturas, apenas as absorve para sua sobrevivência e expansão. Pensadores afirmam que a Globalização existe enquanto existirem culturas diferentes que possam ser percebidas num mesmo espaço, considerando que os mercados existem em função da oferta e da procura.

Em relação a África no Mundo globalizado, é conveniente admitir que, enquanto existirem culturas próprias existe sempre um caminho para um dos mais preciosos produtos do novo mercado: o Turismo. Além de ser ecologista, o Turismo é uma indústria de paz e é das mais globais. Vários países africanos perceberam as potencialidades deste mercado e muito têm feito por o abrir ao mundo.

Quer se queira quer não, “ninguém está só” e discute-se em vários fóruns sobre a validade da presença dos países do chamado terceiro mundo no fenómeno da Globalização.

Os países do terceiro mundo não participam da globalização, nem por omissão nem por marginalização mas sim porque têm (ainda) pouco para oferecer. Muitos deles ainda precisam de ajuda para se alimentar.

Obama afirmou que “os países africanos terão de fazer mais pelo próprio futuro”. Lembrou que quando o seu pai emigrou para os Estados Unidos, a economia do Quénia era idêntica à da Coreia do Sul, mas que hoje, o país está empobrecido e politicamente instável.

O mundo mudou, a relação tempo-espaço mudou. E os três impérios os Estados Unidos, a União Europeia e a China – não vão deixar de continuar a desenfreada correria para tomar conta dos mercados, de “normalizar” comportamentos e hábitos, de imporem as suas “culturas”.

A Globalização transporta em si um neo-liberalismo nem sempre bem-vindo junto de economias mais tradicionais ao mesmo tempo que desindividualiza. Ainda não se pode prever os efeitos que terá nas futuras gerações, sejam elas dos países ricos sejam dos pobres.

Quando se vai comprar carros ao Dubai aos Estados Unidos ou à África do Sul, está-se a funcionar de acordo com o mercado de uma indústria que é …. global.

Não se está só.

Helder Sousa
1 Comentário
  1. Estêvão Cerqueira
    2012-05-28 20:58:35
    Porque falhou a globalização. A globalização falhou porque não se trabalhou com objetivos mas sim com despesismos a ideia era criar a cultura da despesa sem pensar na receita e desta forma o capital jamais pararia de circular dando lugar a um débito um crédito e vice-versa. O mundo financeiro caiu na sua própria armadilha ao permitir a circulação de capital selvagem desenvolvendo créditos e débitos como se tratasse de numa brincadeira à roda das cadeiras até ficarem sentados apenas aqueles que retiveram o capital circulante, mesmo que não lhes pertencesse. A solução passa por criar riqueza real pensando coletivamente e trocar ideias para novas soluções. O desemprego sobe diariamente e todos teem também de comer diariamente logo as prioridades estão na alimentação, as hortas comunitárias são uma boa iniciativa para que cada um tenha a sua alimentação e possa trocar alimentos em vez de dinheiro, desta forma gerasse uma onda de solidariedade e compartilha de emoções que irão fazer uma sociedade mais justa e solidária, esta crise vai ser a oportunidade das pessoas se valorizarem a si próprias e darem o real valor às outras. Já começaram os sites de trocas de bens, o ganadeiro e o pescador também irão trocar os seus produtos por outros bens, desta forma fica garantida as necessidades básicas dos povos e o dinheiro deixará de ter valor e a crise será dos que com ele ficaram e não poderão comer os carros de luxo nem as mansões. As redes sociais teem feito um excelente papel para responsabilizar a classe politica a partir daqui tudo se vai tornar mais fácil acreditem, quem faz o destino são as pessoas e ninguém nasce com o destino traçado, apesar de alguns o pretendem fazer crer.

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Haiti do nada para ainda menos

sexta-feira
05-02-2010
Edição 64

Deve ser um caso de consciência internacional, de má consciência, diga-se de passagem, da bendita “comunidade internacional” (aquela gente que se senta nos grandes simpósios para discutirem tudo e não resolverem coisa nenhuma), sempre atenta a mostrar a sua benemerência quando se trata de grandes acontecimentos que despertam a apetência mediática. Todos querem ficar bem na fotografia, especialmente quando se trata de manifestar humanismo via televisão.

Nenhuma alma bem formada duvida da bondade da “ajuda humanitária” ao povo do Haiti. A solidariedade internacionalista fica bem a quem professa aquela máxima “você não está só”. Não sei se a idade, ou a experiência de vida vivida (ou ambas), me arrefeceram a utopia de um mundo melhor. Encontro alguma dificuldade em afastar o perverso pensamento que me trota na cabeça sempre que a destruição do Haiti me cai em cima dos olhos: quem vai comer o bolo da reconstrução? Sem dúvida eivados das melhores intenções humanitárias, os países benfeitores instalados no terreno já devem ter começado a fazer as suas contas sobre como tornar ainda mais dependente aquele território “amaldiçoado”, dois séculos depois da declaração universal da liberdade dos indivíduos. O Haiti foi o primeiro a ver abolida a escravatura pela imperial Inglaterra, que ocupou o pódio dos países mais esclavagistas do mundo. O Reino Unido declarou a abolição do tráfico negreiro em 1807, três anos depois da revolta haitiana.

Tão pouco convincente foi o gesto que a Inglaterra teve de reiterar a proibição da escravatura em 1832.

Thomas Jefferson, paladino da liberdade e proprietário de escravos, dizia do alto do seu cadeirão que do Haiti só vinham maus exemplos e que “a peste tinha de ser confinada àquela ilha”. Os Estados Unidos da América esperaram sessenta anos para reconhecerem o país, ao mesmo tempo que, no Brasil, haitianismo era sinónimo de desordem e violência. Foi o último país do mundo a abolir a escravatura em 1888.

O Haiti parece ter sido escolhido pelos altos desígnios da maldade.

Desde a sua revolta, só nos apresentou tragédias. De colónia passou a nação mais pobre do Ocidente. Há quem defenda que a tendência fratricida dos haitianos provém de uma inexplicável herança africana. Uma maldição que os empurra para o caos mas, a cândida comunidade internacional, nunca se deu ao trabalho de pensar numa tão provável quanto possível “maldição branca”.

Junto com Eduardo Galeano, um respeitado escritor uruguaio, recordemos a Revolução Francesa que foi abolidora da escravatura. Napoleão ressuscitou-a logo a seguir. Enviou para a ilha uma armada de mais de 50 navios carregados de soldados. O levantamento dos haitianos levou de vencida os franceses mas, na terra, ficava a herança de plantações de cana-de-açúcar devastadas e de um país em chamas. Tão mau quanto isso, herdaram a “dívida francesa” imposta para pagar a humilhação a Napoleão. O Haiti teve de se comprometer com uma gigantesca indemnização, pagamento do pecado da liberdade no valor de 150 milhões de francos-ouro. Um século demorou a “dívida” de 22 milhões de dólares a ser saldada. Corria o ano de 1938. Nessa altura o Haiti já pertencia aos bancos americanos.

Nem mesmo Simon Bolivar reconheceu o Haiti que, aliás, lhe dera tudo: barcos, armas e soldados quando, em 1816, o “libertador” chegou à ilha de mão estendida à ajuda dos haitianos. A compensação pedida era somente uma: libertação dos escravos. Bolivar exprimiu a sua gratidão com o envio de… uma espada. As colónias espanholas continuavam paulatinamente a praticar a escravatura.

Um ano depois do início da I Guerra Mundial fuzileiros americanos desembarcaram em Haiti, em 1915. Tomaram conta da alfândega e da recolha de impostos, converteram o Banco de la Nación em sucursal do Citibank de Nova Iorque e adoptaram uma forma mais subtil de escravizar: trabalho forçado nas obras públicas. Focos de resistência surgiram por todo o lado. O chefe guerrilheiro, Charlemagne Peralta, foi crucificado numa porta e exibido em praça pública.

A partir daí, o Haiti vai de ditadura em ditadura até Duvalier se tornar o equivalente haitiano de Somoza e Trujillo. Mais tarde, Aristide, o padre rebelde, presidente em 1991, derrubado com a ajuda dos militares norte-americanos, é devolvido a Port-au-Prince depois de uma reciclagem nos Estados Unidos. De novo as matanças, de novo os fuzileiros.

Os Estados Unidos têm tremendas responsabilidades históricas em relação ao Haiti. Não admira que Obama faça tudo para “ajudar” um país que está dependente do Banco Mundial e do Fundo Monetário.

Com o Estado desmantelado, o Haiti tornou-se num país de camponeses sem terra. Ou de “balseros”, aqueles que vão morrer nas profundezas do mar do Caribe quando as suas jangadas não flutuam mais. Como não são cubanos, ficam no esquecimento dos media internacionais.

Marcados pela desgraça, os haitianos foram mostrados pelos media internacionais como os que “fazem bem o mal e fazem mal o bem”.

Vitimados pela Natureza, estão nas mãos da “ajuda internacional” para terem direito a beber … um simples copo de água.

Helder de Sousa
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Acidentes não se lamentam. Evitam-se

sexta-feira
08-05-2009
Edição 26

O automóvel, apesar de ser o maior transformador de paisagens e de se ter tornado um dos objectos mais desejados das sociedades, liberalizou, acima de tudo, o conceito de liberdade de circulação das pessoas.

Em Angola, com a chegada e consolidação da paz, o automóvel rapidamente passou de objecto de elites a um instrumento de trabalho e de ganha-pão. Por ser um fenómeno social, obriga à observância de regras de comportamento, sob pena de se gerar anarquia nas vias públicas e, simultaneamente, acidentes e mortes que podiam ser evitadas.

A entrada em vigor do novo Código da Estrada em Angola não faz mais do que actualizar as regras de conduta dos automobilistas e pô-los a par com o resto da comunidade automobilística internacional.

Rompendo as fronteiras, o automóvel obriga à normalização dos comportamentos, por meio de regras compreensíveis em qualquer país, sem olhar à língua. Disso, o simples sinal STOP é bem prova da internacionalização das regras de circulação em qualquer parte do mundo.

Não há, contudo, Código que resista ao egoísmo e à indisciplina dos condutores, se não houver quem o faça cumprir. Pelas reacções negativas verificadas no próprio dia de entrada em vigor do novo Código, desde logo se percebeu que uma campanha prévia de elucidação (pense-se, educação) teria sido da maior utilidade. Negar a validade de regras cuja bondade está mais que comprovada há dezenas de anos em numerosos países, como seja o uso obrigatório do cinto de segurança, ou o do transporte de crianças em cadeirinhas devidamente adequadas, não pode ter outra origem senão na ignorância.

Contestar a proibição do uso do telemóvel enquanto se pratica o acto de conduzir pode ser equivalente ao argumento pelo qual, conduzir sob o efeito do álcool não é prejudicial à segurança do próprio nem à de terceiros.

A obrigatoriedade do seguro automóvel e das inspecções periódicas das viaturas só representa a preocupação das autoridades em defenderem, no fim de contas, a saúde pública. Porque, as mortes na estrada em Angola já assumiram o estatuto de calamidade pública.

Telemóvel = alcoolemia

Estudos realizados em vários países sobre o uso do telemóvel enquanto se conduz um veículo indicam que se trata de uma atitude tão perigosa como conduzir em estado de embriaguez. O uso do telemóvel, dizem os estudos, aumenta quatro vezes as possibilidades de acidente.

Até mesmo o uso do telemóvel em sistema de mãos livres torna os condutores 18% mais lentos a travar e 17% mais lentos a voltar à velocidade do trânsito.

O uso do telemóvel enquanto se conduz esteve na origem de 80% dos acidentes e de 65% de quase acidentes, em que o condutor mostrou desatenção nos 3 segundos antes.

A utilização do telemóvel, no que diz respeito à perda de concentração e ao alheamento do condutor do seu meio ambiente, representa condução com uma taxa de alcoolemia de 0,8 %, o que, de acordo com a lei, é muito grave.

Conduzir com essa taxa de álcool no sangue (0,8%), segundo os estudos em que temos vindo a suportar este trabalho, representa um aumento de 10 vezes a probabilidade de se ter um acidente. Uma taxa de 1,0% aumenta 20 vezes.

Estudos realizados em simuladores de condução revelaram que o uso do telemóvel interfere directamente no acto da condução. Falar e ouvir no telemóvel interfere com a visão, para além da concentração. Falar gasta mais capacidades do cérebro do que ouvir. Daí que, o falar ao telemóvel aumenta em quatro vezes a distracção em relação ao ouvir.

Condução defensiva

O acto de conduzir veículos não se consigna somente às manobras técnicas de acelerar, travar, engrenar mudanças. É um acto social porque realizado junto com outros cidadãos. Por isso precisa de funcionar com regras. O condutor tem de observar comportamentos socialmente aceitáveis de respeito para com o próximo. Tem também de tomar em linha de conta a responsabilidade moral e civil de transportar pessoas cuja vida depende de um comportamento responsável.

Infelizmente, nem todos correspondem a este quadro ideal e mostram-se verdadeiros perigos ambulantes que põem em risco a vida alheia.

Daí que, cada vez mais, se imponha uma condução defensiva, responsável, segura. Se o simples senso comum fosse usado por todos, os acidentes – mortais ou não – observariam estatísticas consideravelmente menos pessimistas.

Perante a agressividade de muitos dos utentes das vias públicas, quando ao volante de veículos, o condutor responsável aplica regras de bom senso no seu comportamento como condutor.

Regras simples

A primeira está na posição de condução que deve ser a mais confortável e eficiente possível. A distância para o volante deve ser acertada por forma a que os braços fiquem flectidos a cerca de 90 graus e as mãos assentem no volante na posição dez para as duas.

E que as mãos atinjam os vários comandos do carro sem necessidade de deslocação do corpo.

Os espelhos retrovisores deverão estar bem regulados, os pneus à pressão correcta, os faróis devidamente alinhados.

Uma das regras mais importantes neste capítulo é muito simples e pode salvar vidas: ser visto. Na estrada, especialmente em situações de fraca visibilidade, devem ser accionados os faróis médios.

Como o próprio nome indica, a condução defensiva compreende um grupo de atitudes tomadas pelo condutor com o fim de executar a função de guiar com segurança, conforto e economia.

O uso do telemóvel

Numa observação atenta dos costumes de muitos automobilistas, quer nas ruas ou nas estradas, quer à entrada ou saída de parques de estacionamento, verifica-se um fenómeno curioso que só a falta de estudos sérios nos inibe de entrar nas estatísticas. Não é, contudo, exagero dizer que “grande parte dos automobilistas (masculinos e femininos) parece ter um condicionamento – tipo reflexo de Pavlov em relação ao telemóvel. O simples e normal facto de entrar no seu carro implica automaticamente, e sem que o sujeito se dê conta, do uso de uma mão para aplicação do telemóvel a uma orelha, enquanto com a outra o sujeito faz as restantes manobras de colocar a viatura em movimento.

A regra dos dois segundos

Uma distância prudente para o carro da frente deverá ser sempre mantida para evitar colisões. Tendo em conta que, em média, uma pessoa demora dois segundos a reagir numa situação de emergência, desde que se apercebe do perigo até iniciar as manobras de defesa para evitar o acidente.

Note-se que um veículo a circular a 40 km/h percorre 11 metros por segundo. Se o tempo de reacção for de dois segundos, o veículo percorreu, entretanto, 22 metros, isto é, 5 vezes o comprimento de um carro médio.

Quando se segue atrás de outros veículos, deve tentar-se olhar através do vidro traseiro do carro que nos precede. Se, obviamente, esse vidro não estiver obscurecido.

Conduzir por antecipação, por previsão do que poderá acontecer à nossa frente é uma boa medida preventiva.

O manejo do veículo, feito de forma suave, não só é mais confortável para os passageiros mas também mais económico para o consumos do combustível.

Não se deve “confiar” nos outros parceiros de estrada. Nunca se sabe ao certo quais as suas intenções.

As crianças devem ser mantidas nos seus lugares, em cadeirinhas especiais, conforme manda o código. O cinto de segurança terá de ser usado por todos os passageiros.

Na aproximação às lombas de estrada, convém manter o carro bem sobre a faixa direita e abrandar a velocidade, na previsão de algum condutor, em sentido contrário, ter executado uma ultrapassagem do outro lado e estar a ocupar a nossa faixa.

Um carro com “comportamento estranho” demasiado lento para o fluxo normal de trânsito, ziguezagueante, com trajectórias imprevisíveis – poderá estar a ser conduzido por um condutor a usar o telemóvel ou, embriagado.

Manter a máxima atenção e ficar preparado para uma manobra de emergência.

Com chuva, a atenção terá de ser redobrada. O correcto uso do sistema de desembaciamento evita perdas de visibilidade.

Em suma, o condutor deverá ter uma atitude responsável e não usar o veículo como uma arma contra os outros automobilistas.

Hélder de Sousa
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