Lisboa, a capital portuguesa, foi palco esta semana de uma reunião da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), designadamente a
segunda da sua Assembleia Parlamentar.
Angola tem mesmo de mudar de rumo no particular da educação, e deve
fazê-lo de imediato. Ainda na semana passada, o juiz Dinis Pereira veio
dizer aos microfones da LAC que a má qualidade do nosso ensino tem
condicionado o crescimento do número de magistrados.
Se a União Europeia foi construída num processo de soberania, os
efeitos do Tratado de Lisboa na aceleração desse mecanismo só agora
ficaram à vista. Na próxima terça-feira, com a Grécia sem direito de
voto, o Conselho apreciará o plano grego de redução do défice em quatro
pontos percentuais em 2010. Se rejeitado, a Grécia sacrifica a sua
soberania económica.
Há bastante tempo que ando a tentar “digerir” a globalização e, apesar
de pensar muito no tema, de uma coisa tenho a certeza: sempre nos
surpreende e revela novas facetas. É porque a globalização vai muito
mais além da economia ou dos sistemas financeiros e como estes não nos
têm dado nem boas notícias nem transparência, isso não ajuda à sua
cabal compreensão.
A visão estratégica do Presidente face à crise mundial
A crise económica e financeira que se abateu sobre a economia mundial,
a partir de Setembro de 2008, parecia inicialmente circunscrita aos
países mais desenvolvidos, nomeadamente Estados Unidos e Europa, como
consequência de falhas graves nos seus sistemas financeiros.
Posteriormente estendeu-se amplamente à economia real e ao comércio
internacional.
As relações internacionais fora do continente berço
O ano que está prestes a terminar, no domínio das relações
internacionais, teve como epicentro a crise financeira internacional
que afectou todas as economias do mundo.
Ao longo de centenas de milhar de anos a evolução dos animais e das
plantas tem sido determinada pela necessidade de cada espécie melhorar
as suas hipóteses de sobreviver aos seus predadores, de se alimentar e
de se reproduzir, garantindo assim a preservação e a continuidade da
respectiva espécie.
Os trágicos acontecimentos vividos na ilha da Madeira nos últimos dias
não deixam de levantar sérias questões da vida das sociedades. Questões
mais ligadas ao exterior do que ao interior da região que têm a ver com
a integração daquele espaço no contexto mundial.
Definitivamente, a imagem que a Nigéria projectou para o Mundo esta semana dá que pensar.
A
terrível matança com motivação religiosa que aconteceu no mais populoso
país de África está muito longe de ser “assunto deles”, como uma
leitura leviana dos factos pode permitir dizer.
No período pós independência, os angolanos viveram uma excepcional
crise em que para se obter algo era imprescindível que se acordasse de
madrugada para conseguir os bens indispensáveis.
Ele era um operário tecelão, filho de tecelões, nas fabriquetas que
trabalhavam a seda da cidade de Lyon, em França. Miúdo, Joseph-Marie
Jacquard aborrecia-se com os movimentos repetitivos que os fios de seda
o obrigavam. Em 1804, Jacquard inventou um tear mecânico que livrava os
operários da maioria dos gestos. Napoleão deu-lhe uma medalha e uma
pensão e o tear mecânico tornou-se um dos instrumentos do que veio a
ser a Revolução Industrial.
Esta é uma história real, que retrata o sacrifício e a abnegação dos estudantes da diáspora lusófona. Estávamos todos sentados na varanda do Hotel Xaguate, olhando as nuvens que, da ilha do Fogo, corriam a juntar-se às outras que se encastelam sempre sobre a ilha Brava.
O vendedor de fruta fica ali sempre encostado à primeira árvore mesmo à
saída do metro de Ségur, minha paragem diária para o serviço. É de
origem asiática, um misto de indiano e de paquistanês, de estatura
média, relativamente jovem. Todos os dias, chega de boleia, descarrega
cinco ou seis caixas de fruta ao redor da imponente árvore e coloca a
mercadoria frente à gula dos clientes ocasionais
Não é assim que se mata um Presidente da República. Mas na Guiné sempre
se matou assim. Houve sempre marcas de profunda crueldade. Sempre foi
assim. Na Guiné-Bissau de Amílcar Cabral sempre houve vingança, ódio,
medo e traição e mortes trágicas.
Há pouco mais de um ano, em Julho de 2007, o barril de petróleo (158
litros) atingiu o seu preço máximo, 147 dólares. Com os reflexos da
crise global e a quebra da procura chegou a cair para 33 dólares em
Fevereiro deste ano. E desde há alguns dias parece ter estabilizado nos
70 dólares. Com tendência a subir, dizem os especialistas. A OPEC
defende o tecto dos 75 dólares. Esta questão é importante, não apenas
para Angola, mas também para os outros países produtores.
Nos últimos anos, Angola tem clarificado as suas opções no que respeita à Política Externa, tanto ao nível regional, como continental e mundial de forma geral. No ano de 2008, o MPLA propôs uma Agenda Nacional de Consenso que teve um impacto incontornável para a compreensão da Política Externa Nacional.
No seu projecto de estabilizar o Afeganistão, o presidente Barack
Obama, anunciou, recentemente, que os Estados Unidos estavam a
desenvolver uma guerra justa ao combater os talibãs, movimento
fundamentalista, que dirigiu o Afeganistão com mão de ferro entre 1996
e 2001, evocando legitimidade de uma guerra iniciada pelo seu
antecessor, cuja bandeira apregoava, na altura, um combate a um governo
contrário aos seus interesses e que dava guarida aos terroristas
liderados por Bin Laden.
As últimas semanas terão sido de sono bastante intranquilo para uns
poucos concidadãos que de uns anos a esta parte, são tidos, achados e
referenciados em certos círculos, como os “poderosos”, os “da massa”,
os “cachudos”.
Preferi escrever antes de saber o resultado do jogo entre Angola e
Malawi, que aconteceu ontem à noite. Não teria força anímica de o fazer
caso os Palancas nos atirassem com os mesmos petardos do dia 10 de
Janeiro. Quem aguentou o que se passou nesse dia, está em condições de
ultrapassar outras adversidades que a vida lhe brindar.
Quando o avião Boeing 777 da reformulada companhia italiana Alitalia,
que transporta o Papa Bento XVI, aterrar no aeroporto internacional 4
de Fevereiro em Luanda, milhões de angolanos poderão pensar nos três
principais ganhos, na minha opinião, da primeira visita apostólica a
África do Santo Padre, quatro anos depois do Cardeal alemão Joseph
Ratzinger ter sido escolhido como Sumo Pontífice, o líder máximo da
igreja católica.