
Actualmente está a trabalhar na realização de uma exposição fotográfica que retratará o seu trajecto de vida, acto que coincidirá com o lançamento da sua própria agência de manequins. O outro grande objectivo da modelo Joana Canepa é o de concluir a sua licenciatura em Engenharia Civil.
Para quando a exposição?
Se tudo correr conforme previsto farei a minha exposição em meados do mês de Março
E a que se deve a iniciativa?
Na verdade a exposição fotográfica coincidirá com o lançamento da minha própria agência de manequins. Já tenho produzido vários eventos semelhantes para outras pessoas e desta vez pretendo ser a protagonista. O que será o concretizar de um sonho de infância.
Já existe um nome para agência?
Já, vai-se chamar Gerjo. E nela teremos modelos de todas as idades.
Quando é que entrou para o mundo da moda?
Desde 2002. Faço moda há oito anos.
E o que a incentivou?
Faço moda simplesmente por gosto. Desde pequena que estou apaixonada por esse universo e sinto prazer em fazê-la.
O que é que significa a moda para si?
Moda é estilo próprio. Por outro lado, a moda é uma tendência de consumo da actualidade e que pode ter sido influenciada sob vários aspectos. Ela acompanha o vestuário e o tempo.
Como é que se sentiu quando subiu pela primeira vez. numa passarela?
Apesar de muito esperado, foi algo muito normal e sem grandes emoção. Antes de estar em palco pensei que fosse ficar nervosa, mas não foi o que aconteceu.
Não ficou com medo de algo correr mal ou ter menos desempenho em relação a outras modelos?
Não, não pensei nisso em momento algum e acho que foi o melhor que fiz, convenci-me, porque senão corria mal para o meu lado.
coincidirá com o
lançamento da minha
agência de manequins
São muitas não conseguiria lembrar-me de todas, mas posso citar as que mais me marcaram entre elas no "TGV", que foi o primeiro desfile que a Carina Silva realizou aqui no Lobito.
E como foi?
Foi muito agradável, senti que tinha começado uma nova era na minha vida e que se tinha aberto as portas para seguir em frente.
Quais as maiores dificuldades que enfrentou no começo?
A princípio a minha família que não permitia que eu fizesse moda. Com receio de que esse "mundo" fosse atrapalhar a minha formação académica.Seguiram-se, nomeadamente, falta de patrocínio e descriminação racial.
Quer explicar melhor a questão da descriminação?
O que quero dizer é que existe um certo favoritismo em relação a pessoas de cor mais clara.
E já sofreste disso?
Sim. Em castings que participei tanto no Lobito, como em Luanda.
Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?
Lobito Fashion Week. Foi um dos momentos mais espectaculares. Nunca havia vivido algo semelhante em toda minha carreira. Foi o mais do que um simples evento de moda. Havia muito boa gente, exposição de fotos e música ao vivo.
O pior momento?
Profissionalmente, é claro que já passei por momentos muito tristes, uma boa parte deles por causa das dificuldades em termos de produção de espectáculos no Lobito. Em relação a espectáculos, recordo-me de um evento 2008 na "LolyBurg", que acabou mal, houve lutas entre gangs de marginais e tiroteios.
E te feriste?
Felizmente, não! Mas, é um momento que nunca esqueço.
Próximos projectos?
De momento estou engajada nesses dois projectos.
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