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Vinho causa cancro da mama

Existem pessoas com problemas alcoólicos que escapam às medidas governamentais para controlar/sensibilizar o consumo por mulheres, na maioria dos casos de classe media e activas profissionalmente, que partilham uma garrafa de vinho com um companheiro durante o jantar a cada noite, pondo em risco a sua saúde. Estes casos fogem fugindo às estatísticas, pois não causam desordem pública ou constrangimentos. Mulheres que calmamente bebem três ou mais copos, ou o equivalente por dia, aumentam o risco de cancro da mama para mais de metade, como mostra o estudo.

O álcool é conhecido por aumentar o risco de diversos cancros, em ambos os sexos, incluindo o intestinal. Porém, o tecido mamário é particularmente sensível aos seus efeitos cancerígenos, de acordo com um artigo do investigador Helmut Seiz e colegas, pertencentes a Universidade de Heidelberg, Alemanha. Senhoras que bebem um copo de bebida alcoólica por dia aumentam em 4 por cento o risco de cancro da mama, em linha com descobertas anteriores, baseadas na análise de 113 casos envolvendo 77,000 consumidores leves. Em relação a consumidores mais “pesados”, definidos por consumir três a mais copos por dia, o risco aumenta para 40 a 50 por cento. Em geral, casos de cancro são de um em vinte na Europa do Norte e de um em 10 em países como a Itália ou França, onde beber é mais comum entre as mulheres.

O cancro da mama aumentou nas décadas recentes, com novos casos que duplicaram desde meados dos anos 70, devido essencialmente ao aumento do consumo de álcool. É agora a patologia mais comum, com cerca de 49 mil casos e 12 mil mortes por ano, apesar de afectar apenas um sexo. Contudo é menos comum do que doenças do coração e AVC’s que em conjunto matam 200,000 pessoas por ano – sendo o álcool conhecido por proteger contra essas doenças. Nas senhoras, por pouco que possa parecer, uma bebida por semana, diminui o risco de doenças do coração em 36 por cento, de acordo com um estudo europeu de 2007.O resultado é que beber moderadamente é em geral “protector” - mas beber de forma exagerada está associado a um aumento rápido do risco. Especialistas dizem que evitar estes riscos é uma questão pessoal. Embora as doenças do coração sejam as mais comuns, o cancro é o mais temido. Mulheres com uma história familiar ligada a doenças do coração podem sentir-se diferentes das com um passado com cancro. Hoje em dia consome-se mais álcool por pessoa do que em 1950 e estima-se que cause 30 mil a 40 mil mortes por ano. Para além do cancro do intestino e da mama, há também provas que o álcool aumenta o cancro do fígado, esófago, boca, laringe e faringe. No total estima-se que cause 20 mil novos casos por ano. Os autores do último estudo publicado no “Álcool e Alcoolismo” sugerem que o efeito do álcool no peito possa ser hormonal, pois elevará os níveis de estrogénio. Mas não sabem explicar o porquê de as pessoas gostarem de beber e porque tem um papel tão importante nas suas vidas.

1-Copo- Risco de cancro da mama 4 a 5 %

2- Copos – Risco de 25 a 35 %

3- Copos – Risco 40 a 50%.

Jeremy Laurance
18 de Abril de 2012
12:01
 
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