Cristãos de todo território nacional preparam-se para a celebração do Domingo de Páscoa, considerado o dia santo mais importante da religião cristã. A Páscoa representa a ressurreição de Jesus Cristo.
Ao longo destes dias, os cristãos vão à igreja e participam nas cerimónias religiosas.
De acordo com a palavra de Deus, a Bíblia, depois de Jesus Cristo ter morrido na cruz, o seu corpo foi colocado numa sepultura, onde permaneceu até à sua ressurreição. A Bíblia diz que Jesus Cristo morreu numa Sexta-feira e ressuscitou ao terceiro dia, o Domingo de Páscoa é também considerado, por isso, de Aleluia.
O coordenador da Liturgia de Luanda, padre Rufino Chitue, pediu a todos os cristãos para viverem a Páscoa com moderação e civismo, abstendo-se daquilo que os podem conduzir ao pecado.
Além disso, apelou a que se vivam estes dias com muita fé e solidariedade, pensando naqueles que muito sofrem por causa das chuvas e de outros males que afectam o país e o mundo no geral.
O padre Fausto lembra que segundo o livro do Êxodo (novo Testamento) o Faraó (rei do Egipto) não queria deixar o povo de Israel, que estava escravizado, partir, tendo Deus desencadeado as sete pragas que se abateram sobre ele e o seu povo. Realça ainda o pároco que actualmente esta celebração significa a passagem e a libertação da escravidão do pecado pelo sacrifício de Cristo: “Para os cristãos, a Páscoa foi estabelecida no Concílio de Niceia, no ano 325 da nossa Era”. Ao adoptar a Páscoa como uma festa da Igreja Católica, referiu o sacerdote, a Igreja inspirou-se primeiramente em motivos judaicos, como a passagem pelo Mar Vermelho e a viagem pelo deserto, rumo a terra prometida.
Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam das suas casas todo o fermento e todo o pecado antes da festa dos pães insípidos.
O padre considera que os cristãos devem confessar os seus pecados e arrepender-se de males como a vaidade, a inveja, o ressentimento e a corrupção: “Para os cristãos, a Páscoa é a festa das festas, porque se celebra a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Celebramos a festa da nova vida, a vida em Cristo”.
À semelhança do jejum, que se regista na Sexta Feira Santa, o padre Fausto disse que este princípio tem por fim a caridade: “Por isso, este tempo é também de muita fraternidade e de ajuda aos cidadãos mais carenciados”.
O jejum é uma prática muito comum no meio religioso. Todas as religiões existentes, cristãs ou não, usam esta forma de sacrifício para louvar as suas divindades.
O sacerdote apelou a todos os angolanos para trabalharem por uma Angola Santa: “Nesta época tudo é santo. Afinal, Jesus sacrificou-se por nós, morreu e ressuscitou no terceiro dia para nos redimir dos nossos pecados e confirmar a boa nova, a vinda do messias salvador. Devemos ter o habito de conversar com o supremo Deus por intermédio da oração para obtenção de uma Angola melhor e reconciliada”.
Muitos costumes ligados ao período pascal têm origem nos rituais pagãos de sagração da Primavera, outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada durante oito dias e na qual se assinala o êxodo do povo hebraico do Egipto, durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a “passagem” de Cristo da vida física para a vida eterna, após a morte terrena.
Jesus morreu no fim-de-semana em que os hebreus comemoravam a Páscoa. Ele foi sacrificado e para os cristãos passou a ocupar o lugar do cordeiro, que foi sacrificado na primeira Páscoa.
No século IV, algumas comunidades cristãs passaram a viver a paixão, a morte e a ressurreição, o que exigia três dias de celebração, consagrados à lembrança dos últimos dias da vida de Jesus na terra.
Assim, a Sexta Feira assinala especialmente o calvário e a morte de Jesus, o sábado o dia de luto e o domingo a festa da ressurreição.
O sacerdote ainda fez saber que nesta fase que antecede a Páscoa, de Quaresma, quatro semanas de purificação, nas liturgias das catequeses e missas, a mensagem que se prega apela a uma maior reflexão individual sobre a verdadeira vivência nos caminhos de Deus. “Estas liturgias convidam-nos constantemente a purificar a nossa alma e a renovar a decisão de nos convertermos a graça divina e de confiarmos em Deus”, disse o pároco.
Considerou de grande importância a aderência dos fiéis à igreja para ouvirem mais a palavra divina e a um maior período de oração.
Por outro lado, avançou ser o momento propício para que os pais instruam os filhos acerca desta importante efeméride para a comunidade cristã, e, sobre a importância da celebração da Páscoa em família. No passado Domingo, 1 de Abril, a comunidade católica celebrou o domingo de Ramos, seguindo-se a Semana Santa que terminará com o Dia da Páscoa no Domingo, 8.
O sacramento foi instituído por Jesus para perdoar os pecados cometidos depois do baptismo. Nele, o sacerdote, como instrumento vivo de Deus, perdoa o pecado quando o pecador arrependido, diz as suas faltas em confissão e se submete à satisfação ou pena que este lhe impõe. “Os sacramentos são sinais sensíveis, palavras e acções, acessíveis a nossa humanidade actual”. Disse o padre Fausto Rosado. Nas palavras do padre fausto, os sacramentos realizam eficazmente a graça em virtude da acção de Cristo e pelo poder do Espírito Santo. Os Sacramentos da nova lei foram todos instituídos por Jesus Cristo, sendo sete na Igreja Católica: 1.Batismo, 2.Eucaristia, 3.Confirmação, 4.Penitência, 5.Unção dos enfermos , 6.Ordem, 7.Matrimônio
A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado. Porém, sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo com o significado de “passagem”. Entre os primeiros cristão a data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, a sua alma voltou a unir-se ao seu corpo). A festa era realizada no Domingo seguinte à lua cheia da primavera (21 de Março). Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade Jerusalém