Nos anos oitenta, quando os angolanos conseguíamos o milagre de viajar para o estrangeiro trocando uma grade de cerveja por um bilhete da TAAG, muitos de nós fomos conhecer o Brasil saído da ditadura dos militares.
Era um país da cor e do perfume das novelas que tinham sobrado da censura impiedosa do velho sistema, comOs números semanais da sinistralidade rodoviária parecem irreais. Mas são o resultado verdadeiro da contabilidade diária da policia e dos hospitais.
Mal pior do que a falta de luz e de água, parece que a ele também nos vamos habituando e aceitando-o, quase a eleO melhor do Natal, na fase da vida em que os meus anos todos juntos não passavam dos 11, era o presépio que com a ajuda dos professores da primária fazíamos na minha escola do Tomessa e o ritual dos brinquedos.
Gostava de ver aquela recriação romântica do nascimento do Menino Jesus, contar as vacas presentes no estábulo na hora do histórico acontecimento que limpou o mundo da montanha de pecados que o atormentavam mas,
Luanda continua a perder espaços publicos. Anos atrás, a iniciavida de
“privatizar” praças, pracetas, largos ou jardins públicos sob o pretexto
de que os beneficiados restituir-lhes-iam o a relva e as flores,
árvores e higiene fez com que em muitos deles estejam implantados
lanchonetes, salões de cabeleireiro, salões de festa, lojecas de jóias
ou de distribuição de gás butano, oficinas, etc
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