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Elsa Marques // Novos Rumos

Apresentadora de Televisão

Há duas coisas que logo se destacam em Elsa Marques: o olhar cativante e o sorriso contagiante. O seu rosto tornou-se conhecido para o público no Programa Sexto Sentido da Tv Zimbo onde, ao lado de Dina Simão, co apresentava.

A sua jornada na Comunicação Social começou em 1992. “Era uma trabalho não remunerado, fi-lo por gosto, durante as minhas férias. Lembro que a primeira vez que ouvi a minha voz na rádio fiquei triste e não gostei, achei feia (risos)”, contou-nos animada.Agora, Elsa mostra duas novas facetas. Para os que a conhecem há mais anos, o trabalho que desempenha actualmente como subdirectora de Recursos Humanos na Empresa Medianova, não é nenhuma novidade. “Durante mais de dez anos trabalhei de forma afinca na área de Recursos Humanos. Dei um tempo em 2009 quando abracei o Sexto Sentido, mas agora creio ser a altura certa para voltar”, disse-nos acrescentando também informações sobre a outra função que irá desempenhar com profissionalismo e satisfação em 2011: “Sempre quis trabalhar como jornalista na área de informação televisiva. Aliás, eu fui para a Zimbo com intenção de trabalhar na área da informação, porém a proposta feita para o entretenimento e por se tratar de um programa ímpar, direccionado ao público feminino, eu acabei por aceitar. Agora voltei ao meu objectivo principal”.

Numa entrevista animada e descontraída, Elsa contou-nos um pouco da sua pequena porém consistente carreira na televisão e anteviu alguns dos seus planos para este ano.


Como surgiu o convite para o Sexto Sentido?

Lembro que na altura estava a trabalhar na Luanda Antena Comercial (LAC), em 2008, e um colega incentivou-me e perguntou-me “Elsa, porquê que não vais para a televisão?”. Ali eu motivei-me e decidi arriscar. Levei o meu curriculum para a Medianova e a minha primeira intenção, como já disse, era trabalhar na Informação. Mas questionaram-se soube uma oportunidade de trabalhar no Entretenimento e eu acabei por aceitar.


Sentiu-se tentada?

Tanto senti que acabei por aceitar (risos). Nunca me tinha  passado pela cabeça fazer televisão na área de entretenimento, mas lá arrisquei. O projecto cativou-me logo. O primeiro programa da televisão angolana virado para o público feminino. Lá fiquei de Outubro de 2009, até Fevereiro deste ano.


Usou alguma da sua experiência em rádio para estabelecer-se na televisão?

Sim e não. Mundos similares mas também diferentes. Apesar de ser apaixonada por rádio, não era algo que fazia ou fiz de forma efectiva, caso do meu trabalho na área dos Recursos Humanos e na televisão. Fazia de forma esporádica, mas com muito amor.


Foi na LAC onde trabalhou como radialista?

Sim, foi. A LAC é uma “casa de família”. É um casa de amigos, porque a minha mãe (Gina Marques) trabalhou por lá algum tempo e eu, curiosa, herdeira do “Bichinho da comunicação” (risos) ia acompanhando tudo e comecei por me envolver. Primeiro participava do programa “Kia Sabalo”, e depois o Zé Rodrigues apresentou-me o projecto de uma programa intitulado “6/66”, que tinha como intenção atingir o público desta camada etária, dos 6 aos 66 anos. Lembro que tinha os meus 16 anos na altura. Eu realizava, apresentava e coordenava o programa. Foi uma passagem curta mas satisfatória. Depois em 2008, resolvi voltar a rádio e apresentar os noticiários das 19 horas, conciliando com as minhas funções como profissional de Recursos Humanos, mãe e dona de casa.


Isso influenciou 
nas suas novas funções?

Sim, um pouco. Eu recebi o convite dos directores da Zimbo e da Medianova para integrar os quadros da Informação, com a intenção de reforçar esta área de tanta importância para a televisão. A Tv Zimbo é uma televisão generalista mas a Informação tem um peso importante.


Mas além da Informação, voltou para os Recursos Humanos?

Eu sempre estive ligada a área de Recursos Humanos. Durante mais de dez anos trabalhei nesta área, e mesmo quando estava no Sexto Sentido, não abdiquei desta paixão. Irei conciliar o novo trabalho na Informação com o “velho” na área de Recursos Humanos. Actualmente exerço o cargo de subdirectora de Recursos Humanos no grupo Medianova.


Sabemos que se trata de uma área ampla e complexa. Quais serão exactamente 
as suas funções?

Bem, eu estou ligada a área de recrutamento, formação e avaliação do desempenho. Quem conhece um pouco de Recursos Humanos sabe que existe várias áreas e é algo muito importante nas empresas. O recrutamento é algo que eu gosto, pois temos o privilégio de participar daquela fase onde trazemos pessoal para a empresa. Além das ferramentas técnicas para se avaliar o melhor  perfil para contratar alguém, também jogamos com o nosso sexto sentido.Angola tem uma população muito jovem e há também o “boom” das universidades. Gostaria de frisar que o curso universitário não é tudo. É preciso ser humilde e entender que apesar da formação teórica ainda não sabemos tudo e que, sempre, iremos precisar da ajuda de um colega. E os supervisores devem identificar e ajudarem os funcionários a crescerem.


Quais foram os seus bons e maus momentos no Sexto Sentido?

(Risos), eu penso muito mais em vantagens do que em desvantagens. O Sexto Sentido é o “programa mais feminino da televisão angolana”, dirigido as mulheres mas que também abraça os homens, porque as mulheres são mães, irmãs, filhas, esposas e ambos os géneros andam de mãos dadas.

O Sexto Sentido é um bom programa em qualquer parte do mundo. Existem apsectos que precisam melhorar e com o tempo estão a melhorar, mesmo porque as pessoas são novas, não têm muita experiências, mas acima de tudo têm vontade. É fácil criticarmos e as vezes é necessário porque nos ajuda a melhorar, mas não é fácil fazer um programa de duas horas, ao vivo.

Os seus planos para 2011 estão bem encaminhados?

Creio que sim. Acima de tudo pretendo dar uma atenção aos meus filhos. O meu Bruno, de 13 anos, está agora a entrar na adolescência, fase onde se quer tudo e nada. Querem tocar bateria, piano, enfim... Criar uma orquestra (risos). Mas nada que um bom dialogo não resolva. Quero muito poder participar de mais projectos filantrópicos, principalmente ligados à educação. Mudei de casa há pouco tempo e encontrei muitos livros que acredito serem úteis para os jovens que gostam de ler. O resto, espero ter saúde para realizar todos os meus planos profissionais, pois o que não me falta é falta de vontade.



Nunca me tinha  passado pela cabeça fazer televisão na área de entretenimento, mas lá arrisquei.



PAIXÃO PELO  6.º SENTIDO

“O Sexto Sentido teve o privilégio de levar várias mulheres interessantes a televisão. Pessoas batalhadoras que mostraram o seu rosto. O programa é uma ‘mãezinha’, que tem muito a ensinar. Na cozinha tive o prazer de provar coisas maravilhosas. Lembro de um puré de batata doce com gambas salteadas e uma composição de verduras da terra, muito bom do qual não lembro o nome, feito pelo chef Helt. O Adilson, que é um chef “regular” no programa, fez cada coisa maravilhosas. Eu também já fiz algumas coisas na cozinha e o meu filho Bruno, já lá esteve também. Tenho muito boas lembranças do programa”, disse-nos.


Irei conciliar o novo trabalho na Informação com o “velho” na área 
de Recursos Humanos.


A CONCILIADORA

Além de profissional exemplar Elsa é mãe de dois filhos: Bruno de 13 anos, e Moema, de 9 anos. “Quando quero dar uns bafos ao meu filho Bruno tenho de por um salto alto pois ele já está quase da minha altura (risos)”, contou-nos acrescentando ainda que: “Eu sou uma pessoa que transparece muita calma mesmo quando estou nervosa ou ansiosa e em casa ou no serviço tento ser sempre muito conciliadora. Evito conflitos e digo sempre que se eu soubesse fazer caricaturas, desenhava-me com enormes orelhas por gostar muito de ouvir (risos), mas também tenho os meus momentos de fúria. Gosto muito de conversar com os meus filhos, sobre vários assuntos para também prepara-los para o mundo”. Elsa fez questão de frisar que é uma exímia bailarina e que não nega dançar um bom semba com “uma passada de lado”.

Perfil
 

Nome Completo: 
Elsa Cristina Campeão Marques
Data de nascimento: 
10 de Dezembro de 1976
Livro que a tenha marcado: Lágrimas de Darfur, de Halima Bashir
Restaurantes: 
Ásia Lounge, Caribe 
e Multibocas
Frase: “Não podemos evitar que os pássaros da dor, da tristeza e da angústia sobrevoem as nossas cabeças, mas podemos evitar que façam ninhos nelas…”


Jandira Miranda
11 de Março de 2011
08:41
 
3
 

Comentários

  1. Aisha Karina
    2011-08-18 15:51:59
    Não a conheço pessoalmente , mas gosto do seu trabalho , é uma excelente profissional. Óptima mãe , tem uns filhos maravilhosos e queridos. Gostaria de um dia conhece-la ao vivo para podermos trocar algumas ideias sobre a área dos recursos humanos. Sucessos na tua carreira
  2. Verónica António
    2011-03-15 13:05:07
    Como irei classificar Elsa Marques? mulher que imite transparecia e tranquilidade,uma mulher incrivel , calma e muito atenciosa com as pessoas, desejo-te tudo de bom e dizer que admiro-te como Mulher de perito.Parabens
  3. Eduardo César K, médico, Bélgica
    2011-03-14 09:21:56
    Uma Mulher com "M" que tem beleza de alma destacando-se no seu semblante. Parabéns
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