| info@opais.net
Céu limpo
Luanda
Clique para aceder ao site do jornal
RSS

ODEBRECHT aproxima-se da academia

Introduzido em Angola em 2010, o Prémio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável tem como principais objectivos estimular a geração de conhecimento sobre temas relacionados à contribuição da engenharia para o desenvolvimento sustentável e difundir tais conhecimentos junto da comunidade académica e da sociedade em geral.

O concurso, que versa sobre o tema “Contribuições da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável”, é direccionado a jovens universitários de engenharia que estudam nas Universidades em Angola. A 2ª edição teve 23 grupos inscritos, fazendo um total de 45 alunos e 23 orientadores, de nove universidades de Angola. Participaram na 2ª edição as universidades: Universidade Agostinho Neto (Faculdade de Ciência); Universidade Agostinho Neto (Faculdade de Engenharia); Universidade Católica de Angola; Universidade Metodista de Angola; Universidade Privada de Angola; Universidade Jean Piaget de Angola; Universidade Independente de Angola; Universidade Óscar Ribas; Universidade Mandume (Escola Superior Politécnica do Namibe).

Durante o evento, foram premiados os três melhores projectos, previamente avaliados ,com o prémio no valor total de USD 22.500,00 para cada grupo, sendo: USD 7.500,00 para o estudante/grupo de estudantes, USD 7.500,00 para o professor orientador e USD 7.500,00 para a universidade em que estejam vinculados os vencedores. Adicionalmente, aos alunos vencedores foram oferecidos um estágio na Odebrecht Angola, com a oportunidade de fazer carreira na empresa.

A avaliação dos projectos considerou a contribuição da engenharia para o desenvolvimento sustentável e teve como base o seu conteúdo, clareza, fundamentação, profundidade, contribuição técnica, aplicabilidade e apresentação.

O Prémio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável foi criado pela Odebrecht no Brasil em 2008, expandindo-se pelo Perú e Venezuela. Ao implementar o Prémio em Angola, a Odebrecht reafirma, o seu compromisso com o desenvolvimento do país, e destaca o contributo da engenharia na criação de modelos adequados ao contexto de Angola.

Integrada por mais de 119 mil profissionais de 62 nacionalidades diferentes, a Odebrecht está presente em Angola há 27 anos, proporcionado oportunidades de formação de trabalho para mais de 50 mil angolanos, 70% dos quais encontraram na empresa o seu primeiro emprego.Assegurada por uma mão de obra composta por 93% de angolanos, a Odebrecht Angola actua nos segmentos de infra-estrutura, energia, agronegócios, mineração e imobiliário. O compromisso da Odebrecht com o país e, em especial, com as comunidades do entorno das suas obras, está refletido nas suas mais diversas acções e programas de Responsabilidade Social.


Projecto 1

“Reaproveitamento da Água de Condensação de Ar Condicionado”

No trabalho abordam pontos importantes como: O aproveitamento da água proveniente da condensação da humidade existente no ar pelos aparelhos de ar condicionado para fins não potáveis não é um conceito recente. Em Angola, podemos verificar que a preocupação com as questões ambientais é cada vez mais notória. Embora o aproveitamento deste recurso nas nossas residências ainda seja desperdiçado.

Os leitores, a autoridade e a população angolana em geral, devem prestar atenção sobre a importância e benefícios económicos, sociais e ambientais, que a concepção deste projecto de reaproveitamento da água de ar condicionado vai trazer para a população angolana.

  • Estudantes: António Paulo Ilola, Isalino Pedro Neganga, e Osvaldo Dombo Mazanga
  • Cursos: Engenharia e Electromecânica
  • Universidade: Universidade Jean Piaget de Angola
  • Orientador: Professor Justo Orlando Cabral Nascimento Pina
  • Foto: aparelho de ar condicionado

Projecto 2

“Reciclagem de Resíduos Electrónicos – Uma Aposta para o Desenvolvimento Sustentável em Angola”

No trabalho abordaram pontos importantes como: O rápido avanço tecnológico, o consumismo, têm contribuído para o amontoado de lixo electrónico em casas e nas empresas, tudo porque não existe em Angola uma legislação que proporcione o descarte legal dos equipamentos electrónicos obsoletos, a falta de informação da sociedade Angolana e acrescentando o facto de que a maioria das empresas ligadas a comercialização desses meios não se preocupam ou pelo menos não se mostram preocupadas com o que fazer com esses meios aquando do fim da sua vida útil. Por essas razões muitos equipamentos electrónicos têm sido erroneamente descartados. Entretanto, para ter uma noção do quanto se produz em Angola de lixo electrónico, é importante pensar na quantidade de aparelhos electrónicos que são importados para Angola e pensar também no tempo de vida curto desses aparelhos quer devido ao consumismo desenfreado ou devido aos constantes lançamentos de novos modelos obrigando os utilizadores a realizarem constantes renovações nos seus equipamentos.

  • Estudantes: Dúnia Fernanda Henrique Couto e Elizandra Ciêth José Agostinho
  • Cursos: Engenharia Electrónica e Telecomunicações
  • Universidade: Universidade Independente de Angola
  • Orientador: Professor António Bernardo Chicco
  • Foto: computador

 

Projecto 3
“Reciclagem de Resíduos Sólidos – Força Motriz para o Desenvolvimento Sustentável de Angola”

No trabalho abordou pontos importantes como: Grande parte dos resíduos produzidos principalmente em zonas suburbanas da cidade capital tem como destino final as valas de drenagem ou redes públicas de esgotos, causando o entupimento das mesmas ou mau funcionamento. Na época de chuva essa situação muitas vezes se torna um caos. A água da chuva muitas vezes fica sobre o asfalto, pois ela não é drenada correctamente para a rede pública. Latas, garrafas e embalagens vazias podem reter água e outros líquidos favorecendo assim a proliferação de mosquitos e outros vectores causadores de inúmeras doenças como é caso da malária; principal causa de morte em Angola. Além destas consequências, a remoção destes resíduos acumulados indevidamente consome recursos materiais, humanos e financeiros, onerando assim custos avultados aos cofres do estado.

  • Estudante: Elísio Baptista Alexandre
  • Curso: Engenharia Civil
  • Universidade: Universidade Privada de Angola
  • Orientador: Professor José Paula Gomes Barbosa
  • Foto: vala de drenagem entupida.
Letícia Carolina
14 de Dezembro de 2011
14:59
 
0
 

Comentários

Nome

E-Mail

Comentário


Enviar Comentário

Newsletter



Subscreva também as newsletters da:
Exame
 

Capas da edição nº 235

23 de Janeiro de 2009
23:41
 
0
 
Siga-nos no FaceBook Siga-nos no Twitter Siga-nos no MySpace
 
Venda de fotos O País