Passageiros de várias nacionalidades deslocam-se a pátria de Nelson Mandela para nas águas dos oceanos Atlântico e Indico desfrutarem da beleza que o navio e aquele país oferecem.
O número de turistas que o cruzeiro recebe faz com que o mesmo funcione como a antiga “Torre de Babel”. Os viajantes comunicam-se em várias línguas: inglês, francês, árabe, russo, português e chinês são os idiomas mais falados.
O MSC Sinfonia tem capacidade para receber 2100 viajantes e conta com 777 quartos equipados de acordo com os padrões exigidos pela Organização Mundial do Turismo (OMT).
Para dar resposta aos passageiros, o gigante italiano possui 12 andares e 750 trabalhadores de 40 nacionalidades que falam fluentemente mais de duas línguas internacionais.
Albert Vieira, 28 anos, brasileiro, trabalha no MSC há três anos como chefe da equipa de entretenimento na discoteca, local mais frequentado pelos jovens depois do teatro e os concertos sinfónicos.
O funcionário diz que se adaptou rapidamente ao sistema de trabalho, porque sempre trabalhou como DJ em vários países da América latina e quando lhe foi feito o convite não olhou para trás.
Albert e seus colegas fazem seis meses de trabalho no navio e três semanas em casa. O jovem garante que continua até hoje no mesmo trabalho pelo facto de o salário compensar.
Confessa que é difícil ter um emprego como este e viver uma relação amorosa estável, uma vez que se fica mais tempo no mar do que em casa, no entanto pensa arranjar alguém com o mesmo ofício.
O requisito fundamental para se conseguir uma vaga no cruzeiro que tem 250 metros de cumprimento passa por falar inglês e ter experiencia na área de hotelaria e restauração.
Uma vaga, seja em que área for, tem em média mais de cem candidatos, no entanto, os admitidos são obrigados a dar o seu máximo para renovar sempre que for possível o contrato de trabalho com o agente empregador.
Apesar de existirem vários restaurantes, o que mais capacidade tem é o bar irlandês. Com 700 lugares, os turistas preferem-no devido as opções alimentares que oferece na sua carta.
O director do cruzeiro para a África do Sul, Stephen Cloete, diz que nos outros restaurantes a alimentação é mais diversificada.
O MSC para se manter intacto e levar os seus passageiros aos outros pontos turísticos da região gasta 500 mil litros de combustível e tem uma equipa composta por 600 engenheiros.
O director esclarece que a manutenção e a segurança são feitas todos os dias, não se esperando que alguma peça atinja o seu estado de degradação para ser substituída.
O teatro de San Carlo é dos pontos de concentração mais atraentes do navio, tem 650 lugares. A Terça feira, 27 de Março, um grupo italiano apresentou a peça teatral “love marriage”, retractando o amor que unia um casal, mas no fim, fruto de peripécias várias, tudo se desmorona.
Para quem gosta de jogos, no navio, é convidado a visitar os casinos cheios de gente com dinheiro para gastar, alguns com ares de pertença às elites dos seus países. Em pleno mar, o jogo não deixa de ser um excelente passa tempo para quem está ai para isso mesmo: deixar passar o tempo desfrutando de coisas boas da vida.
Para acudir a algumas situações de emergência, como a eventualidade de alguém adoecer, o MSC Sinfonia tem uma equipa médica e uma farmácia que atende apenas mediante prescrição médica.
No cruzeiro ainda não se registaram casos graves, no entanto, o director, Stephen Cloete, reforça que todos os cuidados têm sido tomados para evitar situações desagradáveis.
No terraço do navio estão localizados os campos de basquetebol, futebol salão, voleibol, golfe e piscinas para adultos e crianças. O local serve também para apanhar banhos de sol.
A frota da MSC é composta por 11 navios e opera no Mediterrâneo, Madagáscar e em Moçambique, além da África do Sul e Namíbia. Segundo o director do cruzeiro, a primeira atracagem em Moçambique foi feita em Novembro de 2011. “Os moçambicanos gostaram muito e esperam que regresse o mais breve possível”.
No próximo mês, a oper adora italiana vai lançar mais um cruzeiro, que está avaliado em seis biliões de Euro. O novo filho dos mares vai ser mais moderno. Para viajar no MSC o preço do bilhete vai de 200 a 145 dólares norte-americanos, consoante a categoria.
Momentos antes de o navio partir, todos os passageiros são chamados e recebem orientações da tripulação de como devem lidar com o colete salva vidas em caso de emergência.
Kamang Sudana, indonésio, trabalha há 12 anos no cruzeiro e é o chefe de sala do Lounge Restaurante. Para este funcionário, cada dia é mais um desafio trabalhar neste imponente navio.
O director do cruzeiro, Stephen Cloete, disse que Angola ainda não está nas prioridades do MSC sinfonia, no entanto, no futuro poderá vir a ser um país a explorar, porque todos os anos surgem propostas novas … e como a frota está a crescer, possivelmente outras paragens serão pontos de atracção ao grupo. Stephen Cloete reconheceu que Angola está geograficamente bem posicionada e que poderá, em breve receber uma visita para constatar as condições para operação de um navio de cruxeiro.
O MSC Sinfonia pretende nos próximos meses visitar o Senegal, por ser um país com fortes potencialidades turísticas na África do Oeste. Os senegaleses recebem muitos turistas e isso interessa o grupo.
Christina Gherghinescu é de nacionalidade romena e trabalha há seis meses no navio MSC. Aprendeu a falar português no Brasil e hoje dá grande importância a língua de Camões.
Gherghinescu trabalha numa perfumaria e está a gostar do trabalho, já em terra tinha a mesma ocupação. Mas conta que nos primeiros dois meses foi um pouco difícil a adaptação, por causa dos enjoos.